O desempenho das energias renováveis nos Estados Unidos

Por Jacqueline Batista Silva, do Blog Infopetro


Há uma revolução acontecendo na forma com que os americanos produzem, consomem e, até mesmo, pensam a energia. As mudanças trazem implicações econômicas e de segurança nacional, aumentando, por um lado, a diversidade de fontes energéticas no país, consequentemente sua segurança energética, e, por outro, reduzindo a pegada de carbono deixada pela cadeia produtiva.

Essas mudanças são discutidas em um relatório sobre as energias renováveis na América lançado em Janeiro de 2013, realizado pela Bloomberg Finance L. P. e pelo Business Council for Sustainable Energy. O objetivo desse relatório é apresentar um quadro do papel desempenhado pelas tecnologias voltadas à energia sustentável nos EUA até o final de 2012.

Um grande impulsionador dessas mudanças foi o brusco desenvolvimento de inovações em energia, tecnologias e aplicações. Vale mencionar: novas técnicas de extração de gás natural, painéis fotovoltaicos de menor custo e maior eficiência, inserção de veículos movidos a gás natural e eletricidade, e smart grids.

O papel da eficiência energética é realçado no documento: ela é a maior responsável pela queda de 6,4% do uso de energia total em 5 anos (de 2007 a 2012). Há uma regulação que incentiva os investimentos em instalações eficientes em termos energéticos. Percebe-se que, desde 1980, a intensidade energética das construções comerciais diminuiu em mais de 40% – diminuição impulsionada pelo financiamento, pelos indicadores de eficiência e pelos grids que permitem maior controle da utilização da energia.

 Gráfico 1 – Investimento em eficiência energética e controle de carga de eletricidade, no período 2006 – 2011 (em bilhões de USD).

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 O que se percebe também é a ocorrência de um aumento no consumo de gás natural e na utilização de renováveis, enquanto outras fontes energéticas tiveram seu consumo reduzido significativamente. Isso confirma a posição do gás como energético de transição para os não fósseis. O GN foi responsável por 27% do suprimento total de energia e as renováveis – incluindo hídricas – forneceram 9,4% . Há um boom em sua utilização, graças às novas tecnologias de extração das fontes não-convencionais.

Outro ponto positivo, que podemos verificar a partir do gráfico 2 é o fato de o aumento do PNB nos EUA não ter sido acompanhado por um aumento do consumo energético. Esse é um fator significativo e de importante significado social, já que não atrela maior desenvolvimento/produtividade a um maior consumo energético.

Gráfico 2 Demanda de consumo de eletricidade e PNB nos EUA (1990 – 2012)

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 Há o entendimento de que alcançar segurança e confiabilidade no sistema elétrico se tornará um desafio cada vez maior para os operadores e reguladores do setor, o que tem demonstrado as vantagens da flexibilidade de equipamentos e instalações em todos os setores de produção e transporte. Neste último, os avanços tecnológicos e novos requisitos econômicos de utilização de combustíveis, incluindo o programa de biocombustíveis, fizeram o consumo de gasolina cair 5,7% desde 2007. (...) O texto continua no Blog Infopetro.

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