A pendenga envolvendo Fluminense, Portuguesa e Flamengo na questão do rebaixamento para a série “B” no Campeonato Brasileiro de 2013, ameaça à realização da competição em 2014, pelo simples fato de a decisão sobre o assunto ter escorregado para as raias da justiça comum, onde os processos arrastam-se durante anos e nem sempre se chega a uma conclusão definitiva.

Um ingrediente novo aparece nessa festa, à possibilidade de cada torcedor mover uma ação particular para defender seus direitos supostamente prejudicados pelo STJD, que existe com a única finalidade de julgar as questões no âmbito do esporte, conforme o regulamento de qualquer competição, que é extremamente claro inclusive para os leigos.

Se o jogador suspenso nem no banco de reservas pode ficar, como é que entra em campo para jogar, independentemente do tempo que permaneça atuando? O advogado dos clubes já confia tanto na possibilidade de descumprir o regulamento e passar a borracha na punição através da justiça comum, que nem precisa se preocupar com a interpretação das regras.

Aí o time paulista recorre à justiça do seu estado e derruba o carioca, que, por sua vez, também conta com a justiça de casa e anula essa decisão. Enquanto isso advogados deitam e rolam em cima dessa ciranda jurídica e faturam seus honorários se utilizando de um poder judiciário que é pago pelo Povo Brasileiro para cuidar de coisas mais interessantes, como o combate à corrupção e a violência, cujos processos já não andam de tão abundantes que são, imaginem agora com os juizes tendo que apitar jogos de futebol?

Se a moda pega a coisa se complica de vez. O jogador suspenso joga contra o regulamento e o clube não deve ser punido porque investiu uma grana no campeonato e coisa e tal, além de ter sido pouco tempo, recorrendo àquela antiga justificativa do “foi só a cabeça”. E aquele caso do gol validado onde as imagens mostram claramente que a bola não entrou? E o outro que a bola entrou e o juiz não validou? E os impedimentos inexistentes? E os pênaltis mal marcados? Todas essas irregularidades prejudicam clubes e agora torcedores, que podem buscar seus direitos na justiça e movimentar os troféus que repousam nas sedes das agremiações adversárias.

No STJD, a corte supostamente mais preparada e competente para julgar os processos envolvendo atividades esportivas, a Portuguesa foi punida por 15 votos a zero, incluindo o recurso, e um único juiz de primeira instância invalida tudo, como se aqueles outros não servissem para nada? Então o torcedor do Fluminense se achou no direito de tomar as dores do clube e fazer prevalecer também na justiça a decisão do STJD. Precisamos saber exatamente onde e como vão acabar essas novelas que envolvem tantos interesses e, por essa razão, tem tudo para fazer parte do modismo com direito a “rolezinho” que ameaça o futuro do País.

Desse jeito caminhamos para uma situação inusitada onde os clubes ao invés de disputarem uma competição dentro de campo, levariam a disputa diretamente para o STF, que decidiria, sabiamente, quem ficaria com o troféu. Viva o Brasil!

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Comentário de Amarílio Dantas em 21 janeiro 2014 às 18:58

A Justiça do Brasil é uma pida de mau gosto, e um grande monstro está sendo gerado, chama-se Ministério Público que tem por finalidade zelar pelos direitos do cidadão. Uma Farmácia aqui em Fortaleza estava dando um desconto de até sessenta por cento em seus Medicamentos, o Ministério Publico do Ceará não descansou enquanto não fez essa Farmácia retirar esse desconto, isso é papel de quem defende os interesses do Cidadão? Agora o Ministério Publico que já tem as prerrogativas de Investigar e acusar, agora quer também ter as prerrogativas de Julgar e condenar, breve também veremos esse Ministério Publico executando, tomara que não a pena de Morte. Imaginem que até pouco tempo quem comandava esse Ministério Publico era Roberto Gurgel sujeito totalmente tendencioso e parcial. Com o Esporte não poderia ser diferente, essa lenga lenga ainda vai durar muito pois a Justiça no Brasil tornou-se uma verdadeira siririca, um Juiz bota para frente, outro coloca para trás e assim vai até chegar as instâncias superiores, onde de fato poderíamos ter um julgamento melhor, mais infelizmente pelos exemplos recentes ainda são piores do que as instâncias inferiores, onde parece que alguns jogam de acordo com os holofotes, tendo como objetivo auto promoção e que a justiça dane se.

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