Imagem: foto de Zena Holloway  via www.xizilou.wordpress.com/Edição:acrescentei a moldura

 

 

*

O portal, a parda muralha;
fronteira em frente, ali 
cerca e se fina. 

A pausa:

um pasmo trespassa a pedra, como o tampo e o final.
Feito tal fazem os anjos, 
a repentina luminescência pronuncia-se,
de começo fraquinha fosse assim poeira ou chuvisco,
 respingos vazantes d'uma sonora ninharia,
banal e barata, o quanto vale a falsa prata,
mui' ralada em travessias 
- foram áridos séculos... e desertos tão antigos -
faz-se corpo e, passo a passo,

faz-se luz, até fazer-se Magia: 
o provindo da rala tessitura recria-se.
Claro, um canto domina: 
Saudo-te da parte de quem pra ti é olhar e guarida,
tocou a ti alegria bendita!

No anverso, oposto campo da mensurada linha
- ignorado quando, longe/perto não definido - 
germina: 
o silente conduz auroras,
e sopra um sonho

a estrela-guia.

*

 

São Paulo, 26 de agosto de 2007
NeyMaria Menezes

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