No último mês, posterior à eleição, um grande buraco foi aberto dentro do Partido dos Trabalhadores. Após uma eleição com uma margem pequena de votos, a presidenta Dilma foi reeleita, quando, já ao final da campanha, os marqueteiros tentavam desvincular a candidata do partido, então envolvido no processo da Petrobrás.

            Proclamado o resultado das urnas, a montagem do ministério e as recentes medidas, ditas impopulares, abriram uma espécie de indignação no partido. Considerando este como o último mandato, a presidenta resolveu administrar o país a partir das suas convicções.

            Ao fortalecer a ala mais fraca do PT, dividido em tendências, a presidenta informou a sua independência em relação ao partido, e, ao mesmo tempo, faz um governo peemedebista.

            O balanço, até agora, é uma esquerda petista que se vê obrigada a aceitar as medidas que criticara na direita, e uma direita, mais uma vez, sem discurso, porque se verá obrigada a combater aquilo que, supostamente, acredita.

            Ou seja, a política, no Brasil, está de ponta cabeça.

            Ainda sem uma declaração oficial, determinando para onde está indo, a presidenta está em débito com o seu partido de apoio. O presidente Lula, mais afeito às parábolas futebolísticas, do que à filosofia de Maquiavel (a maldade no princípio, a bondade aos poucos), dirige-se aos movimentos sociais, como a tentar catar os cacos que o voo solo de sua pupila vai deixando.

            Portanto, o PT corre atrás do prejuízo que ele mesmo causa. O PSDB meio barata tonta, mais uma vez, na procura de um discurso para chamar de seu.

Nilson Lattari@Nlattari

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