O relacionamento que existe entre a classe formada pelos funcionários públicos, sejam eles federais, estaduais ou municipais, e a parcela da população que depende muito dessa classe, ou seja, a grand…

O relacionamento que existe entre a classe formada pelos funcionários públicos, sejam eles federais, estaduais ou municipais, e a parcela da população que depende muito dessa classe, ou seja, a grande maioria da população, totalmente equivocado de ambas as partes hoje em dia, precisa urgentemente acabar e começar outro. Não é desconhecida a variedade de dificuldades para tal intento. Mas, se do jeito que está não é bom para ninguém, a única solução é acabar este relacionamento, que sabemos prejudicial, e começar outro, muito mais sadio e aceitável. Como?
Com certeza não será da forma atual, onde todos, funcionários públicos e população, se acomodam e ficam jogando a culpa um no outro. Assim não vamos a nenhum lugar. Logo, já sabemos duas alternativas para a pergunta como: “não se acomodar” e “não ficar se culpando mutuamente”.
Não se acomodar significa que tanto os funcionários públicos quanto a população devem reclamar do que estiver errado, independentemente de estarem sendo ou não prejudicados diretamente, tendo o cuidado, porém, para que esta reclamação não se perca, e para isso precisamos conhecer o verdadeiro responsável.
O funcionário público que recebe uma miséria não pode reclamar da pilha de processos na sua mesa e fazer corpo mole, assim como o povo não pode ofender o funcionário público que, sozinho muitas vezes, não consegue fazer a fila andar rápido.
Todas essas causas encontram uma classe culpada, e para quem ainda não sabe, é a classe política, formada por: Vereadores, Prefeitos, Governadores, Deputados, Senadores e Presidente da Republica. É a eles que devemos nos dirigir para reclamar.
A outra alternativa, não ficar se culpando mutuamente, complementa a primeira, para que esta não fique apenas na reclamação, mas que também a reclamação popular dê lugar a propostas e sugestões para a classe política, classe esta que, reconheçamos, precisa do incentivo popular para agir, já tendo dado mostras dessa inclinação no passado, sempre que o povo expressou sua vontade claramente.

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Comentário de Sérgio Troncoso em 10 dezembro 2008 às 16:45
Pedro,ao contrário do que os grandes meios de comunicação afirmam,via peixes gordos que não precisam do estado para quase nada,é o fato de que proporcionalmente as populações dos países,nós temos menos funcionários públicos do que os próprios EUA,em relação a Europa então,nem se fala.O funcionário público normalmente não ganha tão bem assim,é sobrecarregado por uma estrutura arcaica que privilegia chefes que pouco trabalham e para acabar de matar a reputação dêles,ainda pagam o mico por uma minoria de contratados que ocupam os cargos mais altos,recebem os melhores salários e em boa parte das situações sequer possuem qualificações técnicas para exercer a função pela qual recebem,e vivem sugando na veia os infelizes concursados que tem que assumir mais responsabilidades ainda.Veja bem que comento enquanto classe e não casos individuais,visto que gente ruim e vagabundo tem em todo lugar.Acrescento que costumo intervir em defesa dos funcionários públicos,mas não pertenço a classe.Um abraço,Sérgio.
Comentário de Pedro Luiz em 13 dezembro 2008 às 6:16
Oi, Sérgio! Estava para te responder há mais tempo, mas só agora tive tempo.
Eu já fui funcionário público do Estado de São Paulo e sei que se existem setores do funcionalismo que estão carentes de servidores, por outro lado há departamentos com muita ociosidade, e se é verdade que gente ruim e vagabundo tem em todo lugar, você deve concordar comigo que em se tratando de serviço público o mal é maior e infelizmente acobertado até por funcionário honesto, dentro do chamado corporativismo.
É flagrante que nós brasileiros não dispomos de um serviço público de qualidade, e quando somos mal-atendidos em alguma repartição pública nosso ímpeto é agredir verbalmente o funcionário, que na maioria das vezes não está treinado e quase nunca motivado para servir. Minha defesa é que esta situação não pode perdurar, pois é prejudicial tanto aos funcionários públicos que diariamente são colocados em situação de impotência frente à insolência, à impaciência e à ira da população que a ele se dirige, quanto à população, que se vê na incômoda posição de precisar de um atendimento urgente e ter que amargar uma longa espera para ser atendido, isto quando consegue.
A reclamação entre funcionários públicos e população devem se transformar em indignação conjunta e levadas às pessoas que detêm a responsabilidade de investir no serviço público -nossos governantes. Talvez aí comecemos a melhorar o atendimento à população e consequentemente melhorar o dia-a-dia do funcionalismo.
Valeu!

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