Na atualidade em que vivemos e, com dificuldade... Sobrevivemos! Qualquer Salário que recebemos pelo nosso labor, tem sido escamoteado sem que o percebamos de imediato!

Normalmente, com raríssima exceção, o adquirente de qualquer objeto que venha a precisar, pouco sabe a respeito da sua composição, formato de embalagens, origem etc. por isso, só fica sabendo o seu preço, o transformando de venda para compra!

Paulatinamente, vai adquirindo e, pagando!

No final de cada mês, nota, estarrecido! Que o seu salário de recompensa pelos seus serviços prestados, fica a cada compra efetuada, menor e, portanto, deficitário!

De forma empírica, dessa forma, baseado em minhas observações e, análises do cotidiano-diuturno, apresento, resumidamente, algumas situações responsáveis pelo deglutir dos nossos salários, o encolhendo a favor de outros! A saber:

> Vidros e/ou, plásticos, contendo remédios, a serem, por nós, tomados às colheradas, todavia, o formato do local de sair (boca do recipiente líquido) dissipa uma grande parte além da colher, nos dando prejuízo de uns vinte por cento do remédio comprado e, pago!

> As Cascas das frutas, legumes etc. protegem o cerne comestível e, com isso, o vendedor pode manter, por mais tempo, a venda em sua banca, no entanto, quando vamos comprar, pagamos, também, pela parte comestível e, pela casca!

> O Governo, nos cobrar Imposto de Renda excedente em cada contracheque mensal, no entanto, ao final de cada exercício, temos que pagar a um Contador para recebermos a diferença! Se nos cobra, mensalmente, em excesso, deveria nos devolver por sua própria iniciativa!

> Quando nos falta a Energia Elétrica, temos que comprar lampiões, querosene e velas, mas, o fornecedor, na fatura seguinte, não desconta as lacunas de energia!

> Até nada constando, temos que pagar o “Nada Consta” aos Detran!

Não vou prosseguir na minha explanação com receio de sofrer expiação, vinda dos meus superiores que, sem vestirem a carapuça, podem me punir pela minha ousadia.

Resumindo: Nós, pagamos por muita coisa além do que pretendemos adquirir, pelo excesso de detalhes além do que, realmente, queremos comprar e/ou, receber, a troco do nosso dinheiro!

A seguir, uma poesia de minha inédita autoria:

LAMÚRIA

Oh, quanta lamúria,
Neste vale insano,
Glebas de penúria
Num mundo tirano!
Seres sob desdita,
Afoitos, carentes,
Humanidade aflita
Juros pendentes!

Oh! Cegos lamentosos
Tolhidos de bondade,
Olhos vis, enganosos,
Sepulcro da verdade!
As dicas da fortuna
Têm logo seguidores
E, em hora oportuna,
Castram os valores!

A inveja governa
Em todo recanto,
A, mentira supera,
O temor do pranto,
A traição aflora
Do lodaçal da ira,
Ela, ao bem, explora,
Usando a mentira!

A maldade é premiada
Em farras de bacanal
Pela escória dotada
De instintos do mal.
O dia fica amordaçado
Na cripta da sujeira,
Seu valor é triturado,
Sua luz é passageira.

A luz da verdade pura
É tímida e constante,
Não brota na secura
Da alma do farsante,
Ela só é alimentada
Por amor e bondade,
Ficando sedimentada
Se não houver honestidade.

Sebastião Antônio Baracho.
conanbaracho@uol.com.br



Exibições: 45

Comentário de Wanderlúcia Welerson Sott Meyer em 9 abril 2010 às 20:21
Oi Tio...

Inteligente e pertinente explanação... o que me assusta é que embora vivamos em tempos "modernos", a escravidão silenciosa nos persegue.

Grande abraço!

Comentar

Você precisa ser um membro de Portal Luis Nassif para adicionar comentários!

Entrar em Portal Luis Nassif

Publicidade

© 2021   Criado por Luis Nassif.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço