http://tvuol.uol.com.br/video/jovem-cego-toca-reggae-com-guitarra-i...

            Há uma cena em um dos primeiros filmes de O Planeta dos Macacos, em que o personagem encontra no meio do deserto, da então destruída Terra, uma planta que teima em renascer. Às vezes, quando ando pela cidade concretada e vejo uma planta tentando se erguer no meio da calçada, a despeito da passagem dos pedestres, lembro-me daquela cena.

            Esse renascer diante da adversidade, essa necessidade da vida prosperar também é a essência do ser humano, de criar, apesar das intempéries. Vi isso ao ser surpreendido com este vídeo no Youtube, em que um negro cego aparece tocando reggae com uma guitarra improvisada por ele, feita de uma lateral de uma lata, uma extensão com cordas esticadas. Com poucos acordes ele consegue tirar uma música, audível, compreensível, acompanhada pela sua voz embalando.

            Vendo cenas assim, eu imagino como a criatividade humana é incrível. Outras vezes, vendo as cenas de mortandade das crianças africanas, nos colos de suas mães, fico a pensar que essa genética da criatividade é uma afronta aos poderosos de plantão, que se acham os donos das verdades. Olho as fotos, os vídeos e imagino que no meio daquela mortandade poderá estar morrendo o cientista que no futuro poderia estar descobrindo a fusão a frio, a cura do câncer.

            O maior patrimônio da humanidade é o próprio ser humano, a despeito de alguns terem a genética da destruição. Em tempos modernos, onde somente os consagrados são justiçados pelas pessoas (no caso dos jornalistas franceses), este mesmo mundo não olha com carinho para esses descobridores que morrem a céu aberto, ou então teimam em criar, a despeito das adversidades, demonstrando que o que é bom vinga, o que é ruim é puro despeito e tende a morrer em breve.

 

Nilson Lattari@Nlattari

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