(Por ROBERTO VIEIRA)


Ainda que eu driblasse na ginga dos homens.

Ainda que eu cabeceasse nas nuvens com os anjos.

Ainda que eu marcasse mil gols no Maracanã.

Sem o amor de Dondinho e Celeste eu nada seria.

Seria como o Mané de pernas tortas.

Perdido nas fintas de si mesmo.

Seria como o Heleno, rico e exilado.

Sozinho nas curvas de Barranquilla.

Pois.

Ainda que eu driblasse na ginga dos homens.

Ainda que eu cabeceasse nas nuvens com os anjos.

Ainda que eu marcasse mil gols no Maracanã.

Sem o amor de Dondinho e Celeste eu nada seria.

É solitário jogar pra tanta gente.

É um não contentar-se de contente.

É cuidar que se ganha e se perder.

Mas.

Ainda que eu driblasse na ginga dos homens.

Ainda que eu cabeceasse nas nuvens com os anjos.

Ainda que eu marcasse mil gols no Maracanã.

Sem o amor de Dondinho e Celeste eu nada seria.

E ainda que eu tivesse o dom da tabelinha.

Ainda que eu tivesse a ciência da paradinha.

Ainda que eu tivesse a fé que conquista a Jules Rimet.

Sem o amor de Dondinho e Celeste.

Eu nada seria…

................
Fonte: blog do Juca Kfouri.

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