"PÂNICO 4". A REFILMAGEM DA HISTÓRIA



O jornal português “Expresso” publicou hoje (30/04) como manchete que o programa de ajuda externa preparado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), União Europeia (UE) e Banco Central Europeu (BCE) vai impor a Portugal um programa de ajuste fiscal "mais amplo do que o da Grécia e Irlanda". O semanário adiantou que "o FMI e a Europa preparam-se para exigir uma reforma total da organização do Estado português", incluindo mudanças no Poder Judiciário, além de alterações na legislação trabalhista e reorganização até do Ministério das Finanças. "As medidas que serão adotadas em troca do pacote de ajuda financeira serão uma verdadeira reestruturação do Estado", descreveu o "Expresso". Na última quarta-feira (27), José Manuel González-Páramo, diretor do BCE, advertiu ao mercado que uma reestruturação da dívida soberana da Grécia provocaria um impacto no sistema financeiro global maior do que o do colapso do Lehman Brothers em 2008. Nos últimos dias, a imprensa europeia vem divulgando muitos sinais indicando que a Grécia terá, inevitavelmente, de renegociar toda ou parte da dívida de 340 bilhões de euros. Os alertas se intensificaram após o escritório de estatísticas da União Europeia confirmar que o déficit orçamentário da Grécia em 2010 foi equivalente a 10,5% do PIB, superando a meta original do governo grego, de 9,4% do PIB. Analistas afirmam que o resultado será a imposição de cortes ainda mais profundos na Grécia. Na véspera, os juros dos títulos de dívida gregos de 2 anos superou, pela primeira vez, os 24%, ao mesmo tempo que a ‘yield' irlandesa do mesmo tempo rompeu os 12%. No caso de Portugal, os juros das Obrigações do Tesouro (OT) a 2 e 5 anos estão chegando nos 12%. No mesmo dia um relatório da Eurostat mostrava que Irlanda, Grécia e Portugal - países que já pediram ajuda ao FMI e à União Europeia - tiveram os déficits mais elevados na zona euro em 2010. Atenas justificou o alto endividamento grego às políticas recessivas que têm sido implementadas no país por exigência do FMI, UE e BCE. Sindicalistas gregos já programam mais greves no mês de maio (acima). Economistas, no entanto, estão mais temerosos em relação ao futuro da zona do euro após a tendência de crescimento na Europa dos partidos da extrema-direita, de tendência nacionalista. Bruxelas ficou chocada com a vitória nas eleições da semana passada do partido dos Verdadeiros Finlandeses. Até agora, o pequeno país no nordeste do Velho Continente era tido como membro modelo da UE. Conhecido por suas empresas de sucesso voltadas para a exportação, por suas políticas sociais liberais e por ter os alunos com melhor desempenho no mundo industrializado ocidental, Bruxelas se surpreendeu que fosse vitorioso o discurso dos Verdadeiros Finlandeses: contra os imigrantes e o aborto, além de críticas à própria União Europeia chamada de “coração da escuridão”. O partido também condenou toda assistência financeira aos chamados “países esbanjadores” como Grécia, Irlanda e Portugal. “Éramos bonzinhos demais na Europa”, disse o líder do partido, Timo Soini, de 48 anos, acrescentando que a Finlândia não deveria “pagar pelos erros dos outros”. Na última quarta-feira, a Nokia, uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, anunciou demissão em massa. Segundo a companhia finlandesa, serão eliminados globalmente 7 mil postos de trabalho, principalmente no Reino Unido, Dinamarca e na própria Finlândia. No Parlamento europeu, Markus Ferber, membro da União Social Cristã (CSU) alemã, disse que a solidariedade entre os países da zona do euro está caindo, uma situação que ele chama de “extremamente perigosa”. O ministro de relações exteriores da Alemanha, Carl Bildt, chamou os resultados das eleições finlandesas de uma “razão para preocupação”, enquanto Hans-Dietrich Genscher, ex-presidente do Partido Democrático Livre da Alemanha (FDP) e ex-ministro de relações exteriores, comentou: “O resultado das eleições é um sinal de advertência”. O entusiasmo pela UE também caiu na Alemanha. Um movimento anti-Bruxelas chamado “Despertar Liberal” desenvolveu-se dentro do FDP, que já foi forte defensor da unidade europeia. Seu líder é Frank Schäffler, ex-corretor de seguros com ar jovial que é membro também do parlamento europeu. “Nós nos vemos como um movimento de base. Estamos nos infiltrando no FDP de baixo para cima”, explicou. Na Dinamarca, o xenófobo Partido do Povo Dinamarquês há quase 10 anos apoia um governo de minoria de centro-direita. Na Holanda, o primeiro-ministro, Mark Rutte, é dependente da boa vontade do político populista de direita Geert Wilders que, com discurso contra o islã e a UE, obteve 15,5% dos votos nas últimas eleições parlamentares do país. Na Itália, a Liga do Norte, partido xenófobo de Umberto Bossi, é cada vez mais influente no governo de Sílvio Berlusconi. Na França, a jovem Marine Le Pen percorre o país, de jeans, com um discurso que defende os “interesses franceses” para estudantes e operários. Segundo Le Pen, Paris quer de volta o Estado de bem estar social forte e menos imigrantes de países islâmicos, além de ser contra a União Europeia, que criou o euro, a moeda comum do bloco econômico. Por enquanto, segundo a última pesquisa de opinião na França, os socialistas venceriam a eleição no segundo turno, derrotando o presidente Nicolas Sarkozy, que deve buscar a reeleição. A Frente Nacional, liderada pela jovem Le Pen, não ganharia se a eleição fosse hoje.

Apesar da proibição de entrada pela União Europeia, o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, desembarcou hoje (30) em Roma para assistir amanhã a cerimônia de beatificação de João Paulo II no Vaticano. Ele foi recebido pelo embaixador do Zimbábue na Itália, David Douglas Hamadziripi, e pela embaixadora do país no Vaticano, Mary Sibusisiwe Mubi. Na semana retrasada, a França também descumpriu um acordo da UE ao interromper o tráfego ferroviário com a Itália, ferindo o Tratado de Schengen, demonstrando um verdadeiro descompasso na zona do euro. Para pôr fim às divergências no bloco, na última terça-feira o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, recebeu em Roma o presidente da França, Nicolas Sarkozy, para discutir sobre o assunto (acima). No dia seguinte, a Alemanha juntou-se à França e à Itália no apoio à proposta para reformar o Tratado de Schengen, a fim de dotá-lo de "novas cláusulas que permitam adaptá-lo a novas exigências". Como pano de fundo está a imigração em massa de tunisianos desde que o regime de Zine El Abidine Ben Ali foi derrubado em janeiro. O ministro do Interior alemão, Hans-Peter Friedrich, disse ao jornal “Frankfurter Allgemeine” que, em casos extremos, as fronteiras do interior do espaço Schengen podem ser suscetíveis a postos de controle. Segundo Friedrich, o que não se pode é mexer na liberdade de movimentação dos cidadãos da zona Schengen nem o espírito do tratado, referindo-se aos europeus. O ministro do Interior alemão foi um dos que se manifestou contra os vistos de residência temporários que a Itália entregou a imigrantes tunisianos quando houve uma avalanche de refugiados árabes e africanos que chegaram ao território italiano pelo Mediterrâneo. Na época, Friedrich disse que a entrega deste tipo de visto, que permitiria viajar livremente na Europa, é contrário ao espírito do tratado. Em coletiva de imprensa na própria quarta-feira, a Comissão Europeia também deu o seu apoio à revisão do tratado ao declarar que Sarkozy e Berlusconi estão no “caminho certo” em relação a alterações no tratado. O acordo, assinado em 1985, teve um significado histórico porque indicou ao mercado que a zona do euro é um espaço político e econômico comum. Após receber a carta enviada por Sarkozy e Berlusconi à Comunidade Europeia, o porta-voz Olivier Bailly declarou que existe um “espírito de cooperação que é a essência do espírito de Schengen” na posição de França e Itália. Na carta, os dois líderes europeus demonstraram preocupação de que a situação migratória no Mediterrâneo ocasione uma perda de confiança dos cidadãos sobre a livre circulação europeia. "Um controle reforçado do espaço é evidentemente necessário. Deve fundar-se sobre requisitos mais rigorosos e sobre instrumentos mais eficazes para obter uma maior disciplina coletiva e um maior nível de coesão sobre os padrões de proteção das fronteiras externas comuns", disse a carta. O texto aborda ainda a questão do chamado "regime de asilo europeu comum", uma exigência que a França e a Itália (que desde janeiro receberam mais de 26 mil imigrantes não legalizados) pretendem que seja concretizada até o fim de 2012 e que "deverá tentar alcançar o mais rápido possível a máxima convergência de legislações" entre os países da União Europeia (UE). "Se um fluxo em massa de refugiados da Líbia fosse verificado, a União Europeia deveria estar em condições de adotar - com base num plano operacional definido previamente - mecanismos de solidariedade específicos para a concessão da proteção temporária a estas pessoas, levando em conta as capacidades de amparo de cada um dos membros", acrescentou o texto. O encontro entre Sarkozy e Berlusconi foi marcado pelo tom diplomático. “Queremos que Schengen continue vivo”, explicou Sarkozy. “Mas, para que continue vivo, Schengen deve ser reformado. Queremos por meios para garantir que as fronteiras de Schengen sejam respeitadas”, acrescentou. “Vamos trabalhar com a França e a Tunísia para frear a imigração. Também pedimos mais solidariedade da Europa com os países do sul do bloco. Não podem nos abandonar”, declarou Berlusconi. Em tom conciliatório, Sarkozy defendeu o apoio ao nome do italiano Mario Draghi para que ele seja o próximo presidente do Banco Central Europeu. "A França ficará muito satisfeita em apoiar um italiano para a presidência do BCE", disse o líder francês, citado pela agência Reuters. "Não apoiamos (Mario Draghi) porque ele é italiano. Apoiamo-lo porque é um excelente candidato", reforçou Sarkozy. Segundo a imprensa, a chanceler alemã, Ângela Merkel, que lidera a maior economia do bloco, ainda não bateu o martelo sobre o nome que assumirá a autoridade monetária europeia como “guardião do euro”.

A imprensa líbia publicou hoje (30) a advertência do líder Muamar Kadafi aos países da Otan (aliança militar ocidental liderada pelos EUA) de que a guerra pode chegar ao território dos países-membros. “Os líbios são livres para estender a guerra até o território do inimigo, têm a razão e eu não posso impor um veto se esta for sua decisão", assinalou Kadafi. No discurso, lembrando o centenário do conflito entre os líbios e seus colonizadores, os italianos, Kadafi reprovou a intenção de Roma de voltar a lançar uma agressão contra a Líbia e empregar seu poderio militar para "matar líbios". "Onde estão o tratado de amizade e o acordo de não agressão? Onde está meu amigo Berlusconi? Onde está o Parlamento italiano?", questionou o coronel líbio. Kadafi sublinhou que, se o petróleo for o motivo da agressão ocidental, "assinaremos contratos com suas empresas. Não precisamos de uma guerra para isso". Mais uma vez, o líder líbio descartou deixar o poder e abandonar o país. "Não vou abandonar meu país. Ninguém pode me obrigar a deixar meu país, e ninguém pode me dizer para não brigar pelo meu país", assegurou. O líder líbio acrescentou que ainda está disposto a um cessar-fogo: "A (Líbia) esteve pronta até agora para entrar num cessar-fogo... mas o cessar-fogo não pode ser de uma só parte". Anteontem, o líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, escreveu que o bombardeio da Otan na Líbia "atiça um fogo que pode queimar a todos" e se Muamar Kadafi resistir "passará para a história", segundo mais um artigo publicado na imprensa oficial. "Agora essa belicosa organização depende de Kadafi. Se ele resistir e não acatar suas exigências, passará para a história como um dos grandes personagens dos países árabes. A Otan atiça um fogo que pode queimar todos", assinalou. Fidel alertou ainda no artigo que "os grosseiros ataques contra o povo líbio, que adquirem um caráter nazifascista, podem ser utilizados contra qualquer povo do Terceiro Mundo". "Realmente me assombra a resistência que a Líbia oferece", destacou Fidel. "Pode-se estar ou não de acordo com as ideas políticas de Kadafi, mas a existência da Líbia como Estado independente e membro das Nações Unidas ninguém tem o direito de questionar", concluiu. Enquanto cresce a pressão para que as Nações Unidas aprovem medidas mais duras contra Kadafi, as tropas leais atacaram posições rebeldes no oeste da Líbia, fazendo os confrontos atravessarem a fronteira com a Tunísia. Através do seu chanceler, Tunis condenou firmemente a incursão, considerando que houve violação da integridade do território. Explosões e trocas de tiro também foram ouvidas na "capital" dos rebeldes, Benghazi, do outro lado do país, chamada recentemente por Kadafi de “palco da revolução”. O jornal espanhol “El País” publicou que o líder líbio está enviando jovens estudantes, com idades entre 15 e 17 anos, para a frente de batalha para derrubar os rebeldes. A cada dia o “mito” de Kadafi cresce entre os mais jovens, que exibem nas ruas a sua imagem (acima). Segundo a agência de notícias Jana, o secretário do Comitê Popular Geral líbio, equivalente ao cargo de primeiro-ministro, conversou com autoridades russas e gregas por telefone no último fim de semana. Ao chanceler russo, Serguey Lavrov, ele afirmou que o seu país apoia a iniciativa africana e o roteiro de paz proposto pelo Comitê Ad-hoc formado pela União Africana. "A Rússia está ao lado do povo líbio," afirmou Lavrov, segundo a agência de notícias líbia. Na conversa com o primeiro-ministro grego, George Papandreou, Mahmoudi reiterou o compromisso da Líbia em respeitar as resoluções da ONU, que preveem a proteção da população civil e não a derrubada de Kadafi.

Assim como no Brasil, o dinheiro na Rússia está mais caro, publicou hoje (30) a imprensa russa. Contrariando as previsões dos analistas, o banco central do país decidiu aumentar a taxa de juro de referência em 25 pontos de base, dos 8 para os 8,25%. O Banco da Rússia justificou esta medida devido à inflação galopante, que ameaça chegar aos dois dígitos. O rublo atingiu um máximo de dois anos e meio, valorizando-se frente ao dólar, depois de divulgada a notícia do aumento de juros. Mas não é a restrição ao crédito o maior problema do maior país da Eurásia. Apesar de ser um dos maiores produtores de petróleo do mundo, a Rússia enfrenta uma escassez de gasolina em várias regiões do país. Segundo o jornal econômico “Vedomosti”, a culpa é do governo devido às pressões das autoridades sobre as companhias petrolíferas, que preferem exportar o combustível ao vendê-lo no mercado interno. De acordo com o informativo, Putin obrigou as companhias petrolíferas a reduzir o preço da gasolina para domar a inflação, o que teria levado ao desabastecimento do país. "A situação mais crítica está vivendo as regiões de São Petersburgo (noroeste), Voronej (sudoeste de Moscou), Sakalinas (Extremo oriente) e Altai (sul da Sibéria)", indicou o serviço antimonopólio russo (FAS) num comunicado publicado na noite da última segunda-feira (28), publicado pelo "Vedomosti". O jornal é uma parceria entre o “Wall Street Journal”, o “Financial Times” e o “Moscow Times”, maior editora privada da Rússia. Ao mesmo tempo, as autoridades russas desmentiram anteontem que pretendam convocar uma reunião urgente do Conselho de segurança da ONU sobre a Líbia, apesar de um pedido nesse sentido pelo regime de Kadafi. Na última terça-feira (26), o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, criticou os ataques cometidos pela aviação da Otan contra a residência do líder líbio. "Disseram que o objetivo era criar uma zona de exclusão aérea, mas bombardeiam a residência de Kadafi", disse Putin durante uma visita a Copenhague, na Dinamarca, numa visita para assistir à assinatura de acordos de fornecimento de energia. "Na Líbia, as contradições internas desembocaram num conflito armado, mas de nenhuma forma era necessária a ingerência externa no assunto", declarou o chefe de Governo russo. "Há muitos Estados equivocados no mundo, será que vamos bombardear todos?", indagou. Segundo Putin, alguns países ocidentais chegaram a concordar que o objetivo era matar Kadafi, o que contraria a resolução aprovada pela ONU. "Mas quem lhes deu esse direito, sem julgamento? Quem determinou que essa pessoa, quem quer que seja, pode ser executada?", questionou. A política externa russa voltou a ser uma das prioridades do Kremlin, principalmente em países que mantêm “laços econômicos”. No mesmo dia do apelo líbio a Moscou, o embaixador adjunto da Rússia na ONU, Alexandre Pankine, criticou no Conselho de Segurança a ingerência externa na Síria e afirmou que a repressão atual no país do Mediterrâneo “não representa uma ameaça à paz e à segurança internacional”. Na véspera, o chanceler Serguei Lavrov informou que Moscou vai continuar a fortalecer a fronteira da Ossétia do Sul, a fim de enfrentar prontamente quaisquer provocações por parte da Geórgia. “A Rússia jamais deixará prejudicar os interesses da Ossétia do Sul não somente no plano econômico, mas também político-militar”, disse o chefe da diplomacia russa. Segundo ele, o processo de reconhecimento da independência da Abakházia e da Ossétia do Sul no plano internacional hoje é irreversível, apesar de todas as tentativas de freá-lo. “Em face disso torna-se prioritária a assinatura de um acordo juridicamente obrigatório entre a Abkházia, Ossétia do Sul e a Geórgia sobre a não aplicação da força. Moscou continuará a insistir nisso no quadro de discussões em Genebra sobre a situação na região Transcaucasiana”, acrescentou. Anteontem, durante um encontro de países que pertenceram à União Soviética, a Geórgia informou que a Rússia só poderá entrar na Organização Mundial do Comércio (OMC) se tiver o aval do país. Por já ser membro da OMC, a Geórgia disse que usará o seu poder de veto para impedir que Moscou monitore o movimento de fronteira nas regiões da Abkházia e da Ossétia do Sul. Essas áreas são consideradas pela Geórgia como parte de seu território, mas a Rússia declarou, sem o aval da ONU, que ambas são independentes desde a guerra entre os dois países em 2008. No último dia (24), os líderes russos, Dimitry Medvedev e Vladimir Putin, participaram juntos da missa do Domingo da Ressurreição na Catedral do Cristo Redentor, em Moscou (acima). Durante a Semana Santa, o patriarca felicitou o povo russo pela festa da Páscoa. “Nestes dias, estamos saudando uns aos outros com as palavras “Cristo ressuscitou!” E respondemos Ressuscitou de verdade!”, sublinhou o primaz.

Os jornais do Oriente Médio publicaram hoje (30) que o Egito convidou formalmente os líderes palestinos do Fatah e do Hamas a assinarem um acordo de unidade no Cairo na próxima semana o que acabaria com a rivalidade entre as facções dominantes, um dos entraves para a criação do Estado palestino. O acordo, mediado pelo Egito, foi anunciado de maneira surpreendente na última quarta-feira (27), depois que as exigências para formar um novo governo foram aceitas tanto pelo presidente palestino, Mahmoud Abbas, do laico Fatah, que governa a Cisjordânia, quanto pelo islâmico Hamas, que controla a faixa de Gaza. Depois de conseguir um acordo de reconciliação histórico entre as facções rivais palestinas, as autoridades egípcias anunciaram a abertura permanente da sua fronteira com Gaza, a fim de “aliviar o bloqueio econômico imposto por Israel ao território”. Tel-Aviv protestou. Israel informou que utilizará o acordo de reconciliação entre a Autoridade Palestina e o movimento islâmico Hamas para minar a campanha em favor do reconhecimento do Estado palestino pela ONU, em setembro. A partir desta semana, o primeiro ministro Benjamin Netanyahu viajará a Paris e Londres para conversar com os líderes europeus. No mês passado, o primeiro-ministro israelense teve uma conversa com a sua colega alemã Ângela Merkel, em Berlim, quando conseguiu um compromisso da chanceler de não aceitar a criação do Estado palestino que não seja por um aval da ONU. Merkel convidou agora Abbas a visitar o país para uma conversa, que está prevista para ocorrer na próxima quinta-feira (5). Segundo a revista alemã “Der Spiegel”, a chanceler tentará dissuadir o líder palestino de pedir às Nações Unidas o reconhecimento do Estado palestino. A França declarou recentemente o seu apoio a Abbas durante reunião do Conselho de Segurança da ONU. Anteontem, o governo israelense ameaçou tomar medidas contra a Autoridade Nacional Palestina (ANP). "Com esse acordo, uma linha vermelha foi ultrapassada", afirmou o chanceler israelense, Avigdor Lieberman, à rádio militar israelense. O chefe da diplomacia de Israel lembrou que o país tem um vasto arsenal de medidas que podem prejudicar os palestinos, como a possibilidade de retirar o status de vistos "VIPs" de Abbas e do primeiro-ministro da ANP, Salam Fayyad. "Nós também podemos congelar a transferência de impostos coletados por Israel para a Autoridade Palestina", acrescentou Lieberman. O presidente da Autoridade Nacional Palestina, no entanto, minimizou o tom de ameaça de Israel e disse que a reconciliação histórica com o grupo rival palestino Hamas vai favorecer as negociações de paz na região. Abbas explicou que quem negociará com Israel será a Organização pela Libertação da Palestina (OLP), entidade que preside e que exclui o Hamas. Mesmo assim, a paz na região continua sendo um desafio para a comunidade internacional. No último domingo (24), um israelense morreu e outros quatro ficaram feridos após serem baleados por um policial palestino depois que o grupo entrou na Cisjordânia, sem autorização, para rezar num local sagrado para os judeus: a Tumba de José. A vítima fatal foi identificada como Ben Yossef Livnat, de 25 anos, sobrinho de Limor Livnat, ministra da Cultura de Israel. Ele pertencia a uma corrente ultraortodoxa de seguidores do rabino Brasslav e costumava participar de orações coletivas na cidade de Nablus, junto à Tumba de José. A ministra declarou que seu sobrinho foi "assassinado por terroristas disfarçados de policiais da Autoridade Palestina". Para o presidente do Conselho da Judeia e Samaria, Danny Dayan, líder dos colonos israelenses na Cisjordânia, o incidente foi um "atentado, um assassinato proposital". Os territórios palestinos abrigam três lugares considerados sagrados pelos judeus: a Tumba de José, em Nablus; a Tumba de Raquel, na cidade de Belém; e a Tumba dos Patriarcas, na cidade de Hebron. Os três locais constituem, no entanto, pontos de atrito entre israelenses e palestinos. Após o incidente em Nablus, ativistas palestinos atearam fogo à Tumba de José (acima), que, segundo a Bíblia, foi o hebreu vendido pelos seus próprios irmãos para ser escravo no Egito. De acordo com os relatos bíblicos, no fim José os salvou da fome, inclusive Judá, por ter conseguido a confiança do faraó, impedindo que a carestia chegasse ao território egípcio.

Os capitalistas Tico e Teco voltaram a conversar sobre o mundo contemporâneo, acompanhados pela diarista Aparecida e pela filha Bytes, no dia 30 de abril, Dia da Rainha.

Tico: No dia de hoje o imperador Valério Licínio unificou o Império Romano do Oriente, reinado dominante do mar Mediterrâneo. Mais tarde a unificação ficou conhecida como Império Bizantino e, em seguida, por Império Turco-Otomano. Segundo os historiadores, o apogeu se deu com o grande imperador da dinastia Macedônica, Basílio II Bulgaroctonos (Mata-Búlgaros), no início do século IX. A regressão gradual do território delineou a história da Europa medieval, e sua queda, em 1453, frente aos turcos otomanos, marcou o fim da Idade Média. O Império Bizantino pode ser definido como um império formado por várias nações da Eurásia que emergiu como império cristão e terminou seus mais de mil anos de história em 1453 como um estado grego de cristianismo ortodoxo. Embora o império tinha um caráter multiétnico durante a maior parte de sua história, por preservar as tradições romano-helenísticas, ele foi conhecido pela maioria dos seus contemporâneos ocidentais e do norte como o Império dos Gregos devido ao crescente predomínio do elemento grego. A queda do Império Bizantino foi após a vitória dos turcos seljúcidas, muçulmanos, que já haviam tomado várias regiões na Eurásia e África, conquista iniciada na Tunísia. A unificação do Império Romano do Oriente ocorreu há 1698 anos.

Teco: No dia de hoje Adolf Hitler se suicidou, ato seguido também pela sua amante, Eva Braun, ao enxergar que o “Eixo” perderia a Segunda Guerra Mundial. A partir de 1943, a queda alemã tornou-se inexorável, principalmente após o atentado de julho de 1944 contra Hitler quando foi revelada a força da oposição interna. Após uma última derrota (ofensiva das Ardenas, em dezembro de 1944), Hitler refugiou-se num bunker na cidade de Berlim, onde se suicidou, para não ser preso e responder a julgamento por crime contra a humanidade. Há 66 anos.

Bytes: Os Países Baixos comemoram hoje o Koninginnedag, o Dia da Rainha. Quando cai no sábado, o feriado nacional é celebrado no dia 29 de abril.

Aparecida: Ontem, então, foi feriado nos Países Baixos, no mesmo dia em que casou o príncipe William com a plebeia Kate Middleton. Se bem que ouvi comentaristas dizendo que ela já está sendo vista como futura “rainha”, uma rainha jovem que vai modernizar a monarquia inglesa.

Bytes: Dependendo de seu comportamento vai desbancar do coração dos ingleses até o fantasma da sogra, a falecida princesa Diana. E também ofuscar a rainha Raina, da Jordânia, a bela do Médio Oriente.

Aparecida: Londres foi invadida por reis e rainhas de todos os países. Mesmo não tendo monarca, a Síria foi excluída da lista de convidados. Tudo televisionado como recado.

Bytes: A Adriana, que mora em Londres, disse que o patriotismo voltou ao Reino Unido com força muito maior do que a Guerra do Atlântico Sul na disputa com a Argentina pelas ilhas Falklands. Ela disse que o Império Britânico é um patrimônio nacional. As ruas e as vestimentas foram decoradas com a bandeira da Inglaterra. Parecia a Copa do Mundo no Brasil. A rainha Elizabeth II fez questão de cumprimentar os súditos (acima). O mundo está encantando com tanto glamour. Ela me escreveu no Twitter: “Agora o Michael vai ter que casar de todo o jeito. Desde criança leio os contos de fada e sonho com a hora de subir ao altar como uma princesa. Já estou sonhando com o vestido, bem parecido com a mulher de William, assim como todos os detalhes: quem serão os padrinhos, como será o bolo, o convite e as damas de honra. Me vi casando e repetindo as mesmas palavras de compromisso que fizeram William e Kate”. Eu fiquei tão curiosa que revi no YouTube a cena do casamento real.

Aparecida: Todos esperavam a hora do beijo dos noivos. Ele disse para a Lady Kate: “Você está linda”. Ah! O amor. Só acontece no mundo dos ricos. Eu falei para uma amiga que só faltava o desfecho final: “E foram felizes para sempre”. Eu vi ao vivo e a cores. Tudo na hora. E o casal estava bem na foto. Mas o que eu mais gostei foi de uma das “daminhas” que fechou o ouvido na hora dos gritos de idolatria dos súditos.

Bytes: Muitos britânicos esqueceram até da crise econômica. O namorado da Adriana, no entanto, está preocupado com o desemprego no país por causa da inflação. Ele trabalha na Nokia e teme ser um dos demitidos na praça do Reino Unido. Eu consolei a Adriana: “Mire-se no exemplo da Alemanha. A inflação este mês subiu para o valor mais alto em dois anos e meio. Os preços tiveram uma subida de 2,4% em relação ao mesmo mês do ano passado”. Lembrei que o Paul, que mora em Nova York, está pensando em cancelar as férias no verão por causa do alto preço da gasolina. Meu amigo irlandês também está reclamando muito da crise econômica.

Aparecida: A rainha Elizabeth II realizará uma visita histórica de Estado à Irlanda entre os dias 17 e 20 de maio, a primeira de um monarca britânico desde a guerra da independência entre os dois países no início do século XX, informou o palácio de Buckingham.

Bytes: A repressão do Exército do Reino Unido, durante as três décadas de violência entre católicos republicanos e protestantes leais à coroa britânica na província do norte, foi sempre encarada como caos e violência nas ruas de Belfast.

Aparecida: O seu Carlos, que enfrentou a inundação na Praça da Bandeira no domingo, disse que estava mais preocupado era com as Olimpíadas de 2016, no Rio. “Não somos a Inglaterra, nem os Estados Unidos”. Eu também nunca vi um dilúvio como aquele no Domingo da Ressurreição. Mas graças a Deus ninguém morreu. No Alabama, houve muitas mortes. O Obama disse: “A situação é desoladora na região atingida por tornados”.

Bytes: Um amigo xiita lá da facû disse que não vai demorar muito tempo para a gente ver a menina do “tempo” do “Jornal Nacional” anunciar a onda de tornados no Brasil. Foi-se o tempo de tranqüilidade. Vamos dizer: “No meu tempo não havia esta tragédia por aqui”. Eu respondi: “Pois eu estou louca para chegar as Olimpíadas de 2016 porque não existirá mais o tempo dos ´anciãos das horas´, nem escribas e fariseus, cegos e hipócritas”. Aliás, você soube que a ex-plebeia vale mais do que as Olimpíadas de 2012?

Aparecida: O meu filho disse que a Globo vai exportar a “zorra total” para o mundo. Então, vamos rir. No episódio ‘O casamento da princesa’, que deve passar hoje no “Zorra Total”, a rainha da Inglaterra convida a Lady Kate, personagem da Katiuscia Canoro, para o casamento do neto com a sua xará Lady Kate. Empolgada com a festa, ela mostra para o Cleitom o presente que comprou para os noivos: dois bonecos gigantes para serem postos no bolo. Segundo ela, o bolo do casal é tão grande que precisa de bonecos do tamanho de gente de verdade. Cleitom questiona se o presente não é muito pobre, mas Lady Kate confessa que os encheu de dólares. Quando eu contei o enredo para o seu Carlos, ele disse, revoltado: “O Brasil esculhamba com tudo, até com a nobreza!”

Bytes: A imprensa nacional já está chamando as bodas do príncipe William com a plebeia de “casamento do século”. Ou seja, nos próximos 90 anos não terá mais para ninguém. No mínimo, é “profético”. A Luciana Gimenez disse que a Lady Kate, a da terra do Mick Jagger, copiou o seu vestido de noiva.

Aparecida: E o bordão da Lady Kate, a do “Zorra”, é: “Tô pagando! Só me falta o glamour”.

Tico: Você acha que as obras para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas vão estar prontas “em tempo” como no reino de Elizabeth II?

Teco: Tudo é relativo, já dizia Einstein. JK construiu uma cidade em três anos e meio. Não se tratava de infraestrutura qualquer, mas um local sem qualquer infraestrutura. Ninguém acreditava, principalmente a oposição. A imprensa ouvia “especialistas” que afirmavam que Brasília nunca teria condições de ter telefone, como o caso do engenheiro Gustavo Corção, que servia de subsídio para os discursos inflamados do Carlos Lacerda.

Bytes: Se fosse vivo, Lacerda completaria hoje 97 anos.

Aparecida: O Maracanã, que completa 51 anos em 2011, só ficou pronto para a Copa de 50 porque teve a ajuda dos soldados do Exército. Como disse o meu avô: “Tudo depende da vontade política de um povo”. Mas já tem gente apostando que as greves se multiplicarão para “atrasar” as obras. Como disse o seu Carlos: “Não somos britânicos”.

Bytes: Tem muito brasileiro que canta: “Moro no Brasil, não sei se moro muito bem”. Mas a Noriko disse que está muito preocupada com o Japão, principalmente depois da ameaça de rebaixamento das das notas pela agência de classificação de risco Standard & Poor. Ela participou das manifestações contra a energia nuclear no país com máscara do Ghostface, personagem do filme “Pânico”. E me postou várias iniciativas deste tipo (acima).

Tico: A Bovespa está na lanterna? A queda de abril foi de 0,48%. Frankfurt teve alta de 11,35%.

Teco: Para nós, capitalistas brasileiros e contemporâneos, que não temos visão de “curto prazo”, mas sim da análise econômica global, nunca estivemos tão bem na foto. As reservas internacionais são cinco vezes a dívida pública e não tem mais câmbio fixo, como na Era FHC, mas câmbio flutuante que se estabiliza com as ondas do mercado. Mesmo assim, o governo fez um superávit primário recorde para o mês de março, o que garante liquidez para pagar dívidas. E há metas de inflação, mesmo que não sejam temporariamente cumpridas. Afinal, nem os países ricos, que estão em recessão, estão conseguindo esta meta. O que nos remete aos anos 70 quando os EUA viveram a estagflação, mistura de estagnação econômica com inflação. Como somos capitalistas, não ficaremos de “mãos vazias”. E ficamos felizes com as viagens internacionais, principalmente para os Estados Unidos, porque as nossas compras reativam o impulsionam o comércio local. Afinal, somos apaixonados pela América. Viva!

Tico: E o dólar baixo? Não é problema?

Teco: O secretário do Tesouro dos Estados Unidos garantiu que o dólar será uma moeda forte. Uma “boa notícia”, pois demonstrou que entende de economia. A moeda é um instrumento de “reserva de valor”. Para os capitalistas, meia palavra basta.

Aparecida: A Renata Vasconcelos perguntou para a Mirim Leitão no “Bom Dia Brasil”: “Mirian, se o mundo está com inflação em alta, devemos nos conformar com isso?”

Bytes: O Celso Furtado dizia para Jango: “Reforma de base é a estabilização da moeda”. A maior preocupação do economista, no entanto, era com a elite que tem o poder no País.

Tico: Qual deve ter sido o questionamento de Furtado antes de provar da morte?

Teco: Por que o Brasil é diferente? Elementar, meu caro Watson.

O jornal “The New York Times” publicou hoje (30) que as mudanças anunciadas anteontem pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, indicam que haverá uma “sinergia” entre a área de segurança (Secretaria de Defesa) e serviço secreto (CIA). Segundo o diário estadunidense, a decisão de Obama de colocar um chefe de inteligência na direção do Pentágono e um general de quatro estrelas na direção da Agência Central de Inteligência (CIA) é a mais recente evidência de uma mudança significativa na forma como os Estados Unidos travam suas batalhas na última década: diminuindo as fronteiras entre soldados e espiões em missões secretas estadunidenses no exterior. Na quinta-feira, Obama anunciou que Leon Panetta, o diretor da CIA, será o novo secretário da Defesa - substituindo Robert Gates - e que o general David Petraeus vai voltar do Afeganistão para aceitar o cargo de Panetta na CIA (acima). Segundo o "NYT", como diretor da CIA, Panetta acelerou a transformação da agência de espionagem numa organização paramilitar, coordenando uma forte escalada da campanha de bombardeios da CIA no Paquistão utilizando aeronaves não-tripuladas, e um aumento no número de bases e agentes secretos em partes remotas do Afeganistão. Petraeus, por outro lado, agressivamente posicionou os militares em território da CIA, usando tropas de Operações Especiais e empreiteiros de segurança privada para realizar missões secretas de inteligência. Como comandante do Comando Central dos Estados Unidos, em setembro de 2009, ele também assinou uma ordem confidencial que autorizava tropas de Operações Especiais estadunidenses a coletar inteligência na Arábia Saudita, Jordânia, Irã e outros lugares fora das zonas de guerra tradicional. O resultado disso, assinalou o periódico, é que os militares e agentes de inteligência dos Estados Unidos passaram a ser um só quando realizam operações confidenciais no Oriente Médio e na Ásia Central. Alguns membros do Congresso reagiram, alegando que essa nova forma de guerra permite pouco espaço para debate sobre a abrangência e dimensão das operações militares. No mesmo dia do anúncio da troca de poder, o Departamento de Comércio dos EUA divulgou que o crescimento econômico do país desacelerou mais que o esperado no primeiro trimestre, com os preços mais altos de alimentos e gasolina. A queda de poder de compra do consumidor estadunidense foi devido à inflação que atingiu ao maior patamar em dois anos e meio. A expansão do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA esfriou para uma taxa anual de 1,8%, ante 3,1% no quarto trimestre. Na véspera, a desaceleração foi reconhecida pelo Federal Reserve (Fed), que descreveu a recuperação econômica como ocorrendo a um "ritmo moderado". Numa entrevista à imprensa, quebrando a tradição de 97 anos de não informar nada além do comunicado que descreve nas decisões tomadas pelo Comitê de Mercado Aberto (Fomc), a autoridade monetária estadunidense disse que o Fed está fazendo o que pode para aumentar a geração de emprego sem elevar a inflação. “È uma recuperação lenta”, justificou Ben Bernanke, aparentando nervosismo. “Muitas pessoas estão tendo um período difícil”, acrescentou. O presidente do Fed indicou que o banco central dos EUA não tem pressa para reduzir seu estímulo à economia, já que o mercado de trabalho está num “buraco muito, muito profundo”. O Fomc aprovou, por unanimidade, a manutenção da política monetária para estimular o crescimento, como manter as taxas de juros de curto prazo em 0% a 0,25% (desde dezembro de 2008) e manter a carteira de investimentos do Fed em seu nível atual, de cerca de US$ 2 trilhões, além de concluir seu plano de compra de US$ 600 bilhões em bônus do Tesouro até o fim de junho. No dia seguinte à entrevista da autoridade monetária estadunidense, o dólar atingiu o menor valor em três anos ante uma cesta de moedas, enquanto o euro se aproximava da barreira de US$ 1,50, com a percepção de que o “juro básico dos Estados Unidos continuará baixo”. A percepção do consumidor já está se refletindo na pesquisa de opinião sobre o desempenho da economia. Segundo o Gallup, mais da metade dizem que os Estados Unidos vivem uma recessão ou depressão. Realizada entre 20 e 23 abril entre 1.013 adultos nos EUA, a enquete constatou que apenas 27% acreditam que a economia esteja crescendo. A saúde da economia dos EUA deverá ser uma questão importante para o presidente Barack Obama, que já entrou em campanha à reeleição em 2012 (acima). No último dia 23, o líder estadunidense propôs o fim dos subsídios às empresas petrolíferas para reduzir o preço dos combustíveis que está reduzindo o poder de compra da população. “São quatro mil milhões de dólares dos nossos bolsos que vão para estas empresas, que apresentam lucros recorde, enquanto vocês pagam preços recorde nas bombas de gasolina”, disse Obama num discurso trasmitido pela rádio e pela Internet. Na quarta-feira (27), o governo democrata montou um aparato de comunicação para publicar a certidão de nascimento de Obama. A iniciativa do presidente foi para encerrar de vez os boatos de que ele teria nascido no Quênia, na África, e não no Havaí. Recentemente, o bilionário Donald Trump, que ameaça se lançar candidato, voltou a divulgar o boato. “Esse assunto já vem há dois anos e meio. Confesso que assisti a tudo com divertimento e fiquei confuso. Não temos tempo para esse tipo de bobagem. Temos coisas mais importantes para fazer. Temos grandes problemas para resolver. Estou confiante de que podemos fazê-lo, mas teremos que focar neles”, desabafou Obama em seu pronunciamento à imprensa.

Tico: No dia de hoje os Estados Unidos anexaram o Havaí. O arquipélago, que é conhecido historicamente pelo nome de Ilhas Sanduíche, povoado inicialmente por polinésios, foi invadido sob o pretexto de resolver os conflitos internos. Desde então, grande número de pessoas com ascendentes europeus, vindos de outras partes do país, bem como imigrantes asiáticos, instalaram-se no Havaí, dando à população local um aspecto altamente multicultural. A localização estratégica do Havaí, no meio do oceano Pacífico, fez com que o governo estadunidense iniciasse a construção de uma base naval primária no Havaí, através de uma grande expansão das facilidades portuárias de Pearl Harbor, durante a Primeira Guerra Mundial. Desde 1919, a população do Havaí vinha exigindo a elevação do território para a categoria de estado, mas somente em 1957 Congresso estadunidense deu o seu aval. Em 21 de agosto de 1959, o então presidente Dwight D. Eisenhower assinou a emenda que elevava o Havaí à categoria de 50º e último estado americano a entrar para a União. Desde a década de 70, parte da população havaiana começou a apoiar um movimento que pede maior autonomia do Havaí em relação aos Estados Unidos. Em 1993, o então presidente Bill Clinton aprovou uma resolução, onde os EUA desculpam-se oficialmente do papel que tiveram durante a revolução de 1894, que culminou na ocupação estadunidense. O Havaí pertence aos EUA há 111 anos.

Teco: No dia de hoje os brasileiros relembram o ataque terrorista no Riocentro. Para comemorar o Dia do Trabalho, no dia 30 de abril de 1981, o Centro Brasil Democrático, entidade ligada ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) promoveu um show que quase terminou em tragédia. Dois agentes do regime militar, sargento Guilherme do Rosário e o então capitão Wilson Machado, foram para a festa a fim de plantar bombas perto da platéia, formada por cerca de 20 mil pessoas, a maioria jovens. O objetivo era impedir a abertura democrática no País e colocar a culpa na esquerda. Uma das bombas explodiu na casa de força. A outra foi detonada sem querer no colo do sargento quando era montada num puma cinza metálico dos militares. Rosário morreu e o capitão ficou ferido. Há 30 anos.

Aparecida: Hoje, no Dia da Rainha, o jornal “O Globo” publicou como manchete: “Vidas reais. Reino Unido pelo conto de fadas. O Brasil avança, mas lentamente”. Eu pus a primeira página pregada na parede de meu “cafofo” e disse para o meu filho: “É uma edição histórica. Que lhe sirva de exemplo”. A vida real está nos esbofeteando para acordar enquanto é “tempo”.

Bytes: Hoje eu vou assistir ao filme “Thor”, em terceira dimensão. Sempre gostei de mitologia, principalmente grega. Vou conhecer a nórdica. A Ponte de ArcoÍris, o portal místico que liga a terra dos deuses ao planeta dos mortais. Mas eles deixam as portas escancaradas. Começa o enredo. Fiquei entusiasmada após ler a entrevista do cineasta Kenneth Branagh, “o britânico de Belfast”: “Thor é uma investigação dos bastidores do poder, pelo viés dos arquétipos de uma mitologia riquíssima. O que é um líder de verdade? Como se dão as grandes sucessões políticas? Quando uma era termina e outra começa?” Questionamentos contemporâneos. Ainda tem uma parábola em cima da Bíblia, mais precisamente sobre Caim que levou o seu irmão Abel ao holocausto. Vou assistir a história do “deus do trovão”. Revi hoje no Youtube o trailer.

Aparecida: O trovão que ouvi no dilúvio do Domingo da Ressurreição me assustou. Nestes tempos de insegurança, como eu gostarei de ter um rei para me botar no colo e fazer ninar.

Bytes: Na quarta-feira assisti ao filme “Pânico 4” (acima). Um filme americano, com diálogos inteligentes. Parecia o “Macho Man”, do Alexandre Machado e Fernanda Young, só que versão terror. Eu diria: “terrir”. Algo que já foi produzido pelo cinema nacional, dirigido pelo Ivan Cardoso. Fiquei pensando: “É uma comédia sangrenta ou um terror engraçado?” Há muitas cenas bem sacadas, apesar dos adeptos afirmarem que não supera o filme inicial da série: a de “Serial Killers”. Mas não posso esquecer dos diálogos: “A tragédia de uma geração é a piada da geração seguinte”. Ou: “Um fantasma do passado”. Quando o policial desastrado quer guardar segredo dizendo “a informação não é pública”, responde a mulher: “mas já está na Internet”. Quando o jovem diz que as virgens serão a prioridade do assassino em série, a virgem pergunta, ao lado das amigas: “quer dizer que vou morrer antes delas?” O interlocutor responde: “com certeza”. Na nova montagem, é claro, as vítimas precisam ser filmadas e as imagens postadas na Internet. Se alguém está querendo re-escrever as regras, 4.15.11 é o IP. E fica a pergunta de “Pânico 4”: “Qual é a melhor refilmagem da história?". A de terror, é claro. Um filme contemporâneo. Viva o cinema americano! Viva!

Aparecida: O seu Carlos disse que o mundo aposta que o Brasil será a nova Sodoma e Gomorra. Quem você acha que será a grande Babilônia?

Bytes: Por enquanto a aposta é no Brasil por causa da cegueira. Mas se os pobres de espírito da história serão bem-aventurados, a quem o mundo deve recorrer? Ao Tribunal Penal Internacional?

Tico: O que você acha da atual polêmica nos EUA? Obama é estadunidense?

Teco: Apesar de estar localizado no continente asiático, o Havaí pertence aos Estados Unidos da América do Norte. Como se tornou o 50º estado em 1959 e Obama nasceu em 1961, ele é estadunidense. Mas quase que ele deixa de ser se tivesse nascido três anos antes. Elementar, meu caro Watson.

Tico: O que você achou da reconciliação histórica entre o Fatah e o Hamas para a criação do Estado palestino?

Teco: O xeque-mate deixou Israel numa “saia justa”. Vamos esperar os próximos capítulos desta novela. Com a palavra, a história. A “soberana”.

Bytes: E Nosso Senhor Jesus Cristo revelou aos seus discípulos, com lágrimas nos olhos, antes de chegar na “cidade de Deus”: “Jerusalém, Jerusalém, Jerusalém! Que mata os profetas desde Abel, o justo. Quanto ranger de dentes haverá sobre esta geração que não soube reconhecer o momento em que fostes visitada. Não haverá muros que impedirão os exércitos que se abaterão sobre vós!”.

Aparecida: Quando li a história sobre a violência na Tumba de José, me lembrei do Salmo 81: “Exultai a Deus, nossa fortaleza; jubilai ao Deus de Jacó. Tomai um salmo, e trazei junto o tamborim, a harpa suave e o saltério. Toca a trombeta na lua nova, no templo apontado da nossa solenidade. Porque isto era um estatuto para Israel, e uma lei do Deus de Jacó. Ordenou-o em José por testemunho, quando saíra para a terra do Egito, onde ouvi uma língua que não entendia. Tirei de seus ombros a carga; as suas mãos foram livres dos cestos. Clamaste na angústia, e te livrei: respondi-te no lugar oculto dos trovões; provei-te nas águas de Meribá. Ouve-me, povo meu, e eu te atestarei: Ah, Israel, se me ouvires! Não haverá entre ti, deus alheio, nem te prostrarás ante um deus estranho. Eu sou SENHOR teu Deus, que te tirei da terra do Egito; abre bem a sua boca e ta encherei. Mas o meu povo não quiser ouvir a minha voz, e Israel não me quis. Portanto, eu os entreguei aos desejos dos seus corações, e andaram nos seus próprios conselhos. Oh! Se o meu povo me tivesse ouvido! Se Israel andasse nos meus caminhos! Em breve abateria os seus inimigos, e viraria a minha mão contra os seus adversários. Os que odeiam ao SENHOR ter-se-iam sujeitado, e o seu tempo seria eterno. E o sustentaria com o trigo mais fino, e o fartaria com o mel saído da rocha”.

Tico: O que você acha do euro?

Teco: Sarkozy garantiu que ele e Merkel querem uma “moeda forte”, conversível. Portugal chora porque disse que gostaria de desvalorizar a sua divisa para impulsionar as exportações. Vai depender do “espírito europeu”: a identidade. Solidariedade existe? Ou é apenas uma “ilusão dos sentidos?” O que é a Babel? Enquanto se pensa, o mercado ainda dá valor porque tem como lastro Berlim. Até quando? Será que os pensadores gregos têm a resposta? Enquanto a Inglaterra une o reino com o “casamento real”, a Grécia está de pipa baixa. Digo, de bandeira baixa.

Aparecida: Escreveu o apóstolo Paulo aos gregos: “Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus, aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres. Pois vós morrestes, e a vossa vida está escondida., com Cristo, em Deus. Quando Cristo, vossa vida, aparecer em seu triunfo, então vós aparecereis também com ele, revistos da glória”.

Bytes: Falando em ressurreição, a Nadja, minha seguidora no Twitter, disse que os ortodoxos estão em festa. Ela me garantiu que a “Chama Sagrada” (acima) pode ser vista na Catedral do Cristo Redentor, em Moscou.

Aparecida: O que é a Chama Sagrada?

Bytes: Os cristãos ortodoxos creem nos milagres ocorridos na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém por causa da chama que desce sempre no Sábado de Aleluia. A chama foi trazida, em cápsula, para a Rússia, pela intermediação da Fundação de São André. Nadja disse que está mais otimista porque, em 2011, o calendário dos cristãos acabou sendo unificado e o Domingo da Ressurreição ocorreu para todos no último dia 24 de abril. O transporte da relíquia cristã é realizado no âmbito do programa internacional “Orai pela paz para Jerusalém”, cuja ideia nasceu na Rússia.

Aparecida: O que você acha desta crença ortodoxa?

Bytes: Eu respeito todas as crenças desde que elas não levem à intolerância religiosa. O patriarca de Moscou e de toda a Rússia felicitou os cristãos do mundo inteiro pela Páscoa. "Todos nós estamos convidados a introduzir no mundo a revelação da verdade de Deus, pregar a paz, a justiça e o amor, testemunhando desta maneira da luz transformadora da Ressurreição de Cristo". Os líderes russos elogiaram o papel ativo desempenhado pela Igreja Cristã Ortodoxa Russa no estreitamento da concórdia cívica e o aprofundamento do diálogo interreligioso no país. Ele felicitou até os cristãos armênios.

Aparecida: O Obama condenou o genocídio de armênios durante a Primeira Guerra Mundial. Será que ele não vai trazer problemas com os turcos?

Bytes: O primeiro-ministro está mais preocupado com o que chamou de um plano "louco e magnífico": construir um novo canal entre o mar Negro e o Mediterrâneo. Ele prometeu que o estreito de Bósforo, em Istambul, ficará livre do tráfego de petroleiros e será usado apenas para esportes aquáticos e viagens turísticas de barco. Para atender a demanda petrolífera, Erdogan prometeu construir um canal, como o Suez, no Egito.

Aparecida: O que é estreito de Bósforo?

Bytes: É um estreito que marca o limite dos continentes políticos asiático e europeu, tendo como centro a Turquia.

Aparecida: Você não acha cedo a beatificação do papa João Paulo II? Antes, a Igreja fazia uma investigação rigorosa nos casos milagrosos antes de beatificar um santo.

Bytes: Eu respondi para a Nadja pelo Twitter: “O livre-arbítrio é o grande trunfo da história humana. Os marxistas tentaram impor o ´materialismo histórico´ aos russos e o resultado hoje é que eles procuram cada vez mais a religião”. Ela respondeu: “Aqui o grande culto é pela figura de Nossa Senhora. Durante o ato da Chama Sagrada, ao meio-dia ressoa do campanário o toque de sinos das Ave-Marias e começa uma procissão solene. E no momento em que o milagre da Chama Sagrada surge do “kuvuklion”, palavra grega que significa capela em que se encontra o Santo Sepulcro, ouvem-se umas exclamações de alegria com que os presentes se felicitam pelo milagre afinal realizado. Essa alegria explica-se pela crença de que no ano em que o fogo não acender milagrosamente a vela no Túmulo de Cristo, ocorrerá o fim do mundo".

Aparecida: O Putin é religioso?

Bytes: Eu sei que ele é fã de Paulo Coelho porque adorou o livro “O diário de um mago”. Como presente Paulo Coelho lhe deu a Bíblia. Ou seja, ele não deve desconhecer a “Boa Notícia”. Só se não leu o Evangelho.

Aparecida: Na Era da Existência, o Paulo Coelho vai lançar um filme sobre a sua história.

Tico: O Medvedev será candidato à reeleição em 2012?

Teco: Em entrevista à emissora local de televisão Dozhd, ele indicou que não deve disputar a reeleição em 2012, apesar de ter recebido apoio de Putin em 2008. Medvedev disse que pretende, ao fim de seu mandato, trabalhar em Skolkovo, um subúrbio moscovita que tenta desenvolver um polo de alta tecnologia similar ao Vale do Silício, na Califórnia. "Eu gostaria de participar dos processos relacionados à promoção dessas novas tecnologias, em Skolkovo ou em outras instituições, seja investindo em novos empreendimentos ou como alguém envolvido no desenvolvimento desse negócio", declarou. Ele sempre demonstrou interesse pelo mundo digital.

Bytes: O Medvedev está mais para os “nerds”. Aliás, a Nadja disse que a grande insatisfação é a falta de gasolina nos postos russos.

Aparecida: A dona Irene foi a São Paulo na semana passada e muitos postos não tinham gasolina. O frentista disse que as distribuidoras que não sabem quando vai ter combustível, nem quanto custará. E explicou: “A culpa é do governo”.

Bytes: A culpa é sempre do governo.

Aparecida: No Ato dos Apóstolos está escrito: “Naqueles dias, Pedro tomou a palavra e disse: Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do batismo pregado por João: como Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder. Ele andou por toda a parte, fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demônio porque Deus estava com ele. E nós somos testemunhas de tudo o que Jesus fez na terra dos judeus e em Jerusalém. Eles o mataram, pregando-o numa cruz. Mas Deus o ressuscitou no terceiro dia, concedendo-lhe manifestar-se não a todo o povo, mas às testemunhas que Deus havia escolhido: a nós, que comemos e bebemos com Jesus, depois que ressuscitou dos mortos. E Jesus nos mandou pregar ao povo e testemunhar que Deus o constituiu Juiz dos vivos e dos mortos. Todos os profetas dão testemunho dele. Todo aquele que crê em Jesus recebe, em seu o nome, o perdão dos pecados”.

Tico: A oposição brasileira está sendo "adesista?"

Teco: Não, apenas tem sede de vida. Elementar, meu caro Watson.

Bytes: Escreveu o apóstolo João, o “discípulo amado”, em seu Evangelho: “No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo. Então, ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, não sabemos onde o colocaram”. Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou. Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Olhando para dentro, viu as faixas de linho deitadas no chão e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte. Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou. De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos”.

 

DEDICADO A ELIZABETH II, RAINHA DO REINO UNIDO, GRÃ-BRETANHA E IRLANDA DO NORTE

Rio de Janeiro, 30 de abril de 2011.

 

Exibições: 211

Comentar

Você precisa ser um membro de Portal Luis Nassif para adicionar comentários!

Entrar em Portal Luis Nassif

Publicidade

© 2021   Criado por Luis Nassif.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço