Para Mouro e Mario Abramo: Vocês não gostam de nós, mas das nossas festas gostam...

A libelu ganhou o poder

Por Glauco Faria e Thalita Pires [Quinta-Feira, 4 de Outubro de 2007 às 10:55hs]

O líder revolucionário León Trotsky, inspirador de uma linha do comunismo, é uma figura praticamente apagada de qualquer discussão política que envolva altos mandatários do planeta – apesar de suas idéias ainda respirarem (com aparelhos) em vários partidos de esquerda mundo afora. Ele foi expulso da Rússia e assassinado a golpes de picareta há mais de seis décadas por ordem de seu arqui-rival Josef Stálin, no exílio no México. No Brasil, historicamente o trotskismo nunca foi dominante entre as trincheiras da esquerda. Mas muita gente graúda hoje do governo federal já teve corações e mentes ocupadas pelas idéias do líder.

Para começar por cima, o grão-mestre Antonio Palocci, ministro da Fazenda, Luiz Gushiken, da Secretaria de Comunicações, Clara Ant, assessora presidencial, Glauco Arbix, presidente do Instituto de Política Aplicada (Ipea), são alguns deles. Vários membros do segundo escalão, como secretários e chefes de gabinete também entraram na política em função do socialismo defendido por Trotsky. Para ser mais específico, eles fizeram parte da Organização Socialista Internacionalista (OSI) e de seu braço estudantil mais vistoso e festivo: a corrente Liberdade e Luta, a Libelu.

A Libelu era diferenciada em vários aspectos. Formada por estudantes universitários e secundaristas, foi fundamental para a reorganização do movimento estudantil no fim dos anos 70.
“Os ingressantes da OSI na USP resolveram criar uma chapa para disputar o Diretório Central dos Estudantes, que foi chamada de Liberdade e Luta, Libelu. Daí nasceu a corrente”, resgata Marcus Sokol, integrante do PT. “Os integrantes da OSI tiveram um papel importante no movimento estudantil, na reorganização da UNE (União Nacional dos Estudantes), na luta pelas liberdades democráticas. A Libelu era uma tendência que atraía milhares de estudantes. Centenas deles entraram na OSI”, calcula.
O que Sokol aponta é que para muitos, a Libelu era somente a porta de entrada, uma espécie de vestibular para se entrar na OSI. O militante podia fazer parte da Libelu, mas nem sempre tinha o reconhecimento da organização, e nem todos os estudantes conseguiam ou queriam entrar para a OSI. Primeiro era preciso passar confiança para os observadores que estavam sempre em meio ao movimento. Depois, o “candidato” era convidado a ingressar nos Grupos de Estudos Revolucionários (GER), um curso no qual se estudava livros clássicos do comunismo e do trotskismo, como o Minha Vida, de Trotsky.
“Estudávamos e discutíamos marxismo nos GER; líamos Marx, Engels, Lênin e Trotski”, declama Tita Dias, vereadora de São Paulo. “Nesse processo, éramos avaliados e, se aprovados, entrávamos na OSI. Só conhecíamos o estatuto da organização no fim do estudo, e precisávamos seguir regras de conduta, principalmente de segurança”. Cada membro era batizado com um nome de guerra, escolhido por outra pessoa. Atrasos aos pontos (ou encontros) eram imperdoáveis, mas algumas vezes, os aspirantes eram levados às reuniões com os olhos vendados, sem saber o caminho. “De tempos em temos havia a escola de quadros, para reciclagem dos integrantes”, completa Tita.

O rito de passagem tornava tudo mais sério. Não que antes fosse apenas gandaia, mas, para muitos, o que valia a pena mesmo na Libelu eram as festas da corrente. Ao contrário do resto da esquerda da época – inclusive de tendências estudantis rivais, como a Refazendo – a música internacional não era abolida ou proibida. “A Libelu tinha todo um charme, um carisma muito grande dentro do movimento estudantil”, gaba-se a socióloga Lúcia Pinheiro, ingressante na Libelu em 1976. “Nossas festas eram muito comentadas, porque ouvíamos rock. Na Refazendo e na Caminhando só se ouvia MPB, Chico Buarque. Eles eram muito sisudos”, avalia.


O som da Libelu incluía Black Sabbath, Pink Floyd e Rolling Stones. “A tendência tinha uma relação muito libertária com a estética”, opina Eugenio Bucci, atualmente na presidência da Radiobrás. “Existia um grupo, o Viajando sem Passaporte, que fazia críticas fantásticas à musica engajada. Não passava na cabeça de ninguém que o rock pudesse ser uma coisa imperialista”, conta.

As diferenças da Libelu iam além da música. Sua postura em relação à moral era bem flexível para os padrões celibatários que alguns setores da esquerda sustentavam à época. “A Libelu era muito mais interessante. As meninas eram mais bonitas e inteligentes, os meninos eram mais interessantes, e tinha um clima de liberação sexual muito grande. Éramos muito mais libertários nesse sentido”, comemora Bucci.

Apesar da liberalidade no aspecto sexual, a tendência tinha restrições ao uso de drogas. Os integrantes eram totalmente proibidos de consumir qualquer tipo de entorpecente ilegal. “Não existia um problema moral em relação às drogas, mas sim de segurança”, pondera Tita Dias. Segundo ela, a opção era estratégica, já que, para comprar drogas, era preciso se envolver com o tráfico, o que poderia atrair a polícia para a organização.

Vôo mais alto
A Libelu tinha uma atuação que começou a se tornar mais influente no meio estudantil quando sua chapa disputou e venceu as eleições para o DCE da USP em XXX. A partir daí, sua linha de atuação virou referência para vários movimentos nos mais diversos lugares do Brasil, embora seu centro fosse mesmo São Paulo.
Um status mais elevado da Libelu levava também às alturas o cartaz da OSI, que adquiria um papel de relevância dentro da esquerda. Um momento-chave foi a chapa vitoriosa do Sindicato dos Bancários de São Paulo na eleição de 1979 com membros da organização na composição do grupo. A eleição representou o fortalecimento do braço sindical da organização. À época, o chamado bureau político da OSI, que centralizava as decisões importantes e comandava os rumos do movimento, era formado por pessoas que viriam a se tornar ilustres mais adiante, como o sociólogo Glauco Arbix, presidente do Ipea, e o jornalista Paulo Moreira Leite, hoje diretor de redação do jornal O Diário de São Paulo.
Outra figura importante era o franco-argentino Luis Favre, hoje um dos coordenadores da campanha de sua atual esposa, Marta Suplicy, à prefeitura de São Paulo. Ele fazia a comunicação entre a OSI brasileira e o grupo lambertista na França, o qual financiava e ditava as ordens da Quarta Internacional Socialista. Favre era tido como uma das pessoas-chave da organização, embora sua atuação encontrasse resistência e alguma desconfiança por parte de membros da OSI. “Muitos o tinham como um bon vivant, que estava mais preocupado em apreciar as coisas boas do que com a organização em si”, conta um dos ex-membros da OSI que não quis se identificar.
Apesar de personagem controverso, seu papel foi fundamental para o sucesso do grupo trotskista. À época, os ditames que vinham da França eram bastante claros: o grupo deveria lutar pela fundação de um partido operário. “Fomos os primeiros a pensar na organização de um partido de trabalhadores, e queríamos também a fundação de uma central sindical independente”, reivindica Favre. Marcus Sokol confirma o esforço, lembrando a campanha pelo voto nulo em 1978: “O jornal O Trabalho defendia o slogan: ‘Nem Arena nem MDB, voto nulo por um partido operário’.”
Se esse era o objetivo, nada mais natural que, com a fundação do PT, os libelus e trotskistas da OSI aderissem à idéia de auxiliar na formação do partido, certo? Errado. Como em boa parte da história da esquerda brasileira, a maioria dos membros via com extrema desconfiança a figura de Lula e do partido que ele construía. Foi aí que as dissensões começaram a ficar mais sérias. “Queríamos a ruptura da estrutura sindical pelega e tínhamos uma postura crítica em relação ao Lula, já que ele agia dentro desses limites. Muitos achavam que ele também era pelego”, revela José Rocha Cunha, hoje chefe de gabinete da prefeita de São Paulo. Lula não representava o “processo revolucionário” e após o fim da malsucedida greve de 1979, aqueles que o criticavam engrossaram o tom.

O ímpeto juvenil deturpava um pouco a visão do processo político. Prova disso é que, certa vez, fechada a questão de que Lula de fato era um pelego, alguns militantes da Libelu foram panfletar contra o líder sindical no ABC, mais especificamente na Vila Euclydes, em São Bernardo do Campo, palco das históricas reuniões de metalúrgicos. A recepção foi bem diferente do que os libelus esperavam. Depois de muito tentar, saíram corridos, perseguidos por operários que não digeriam bem a idéia de seguirem um pelego...

A referência no movimento sindical para muitos integrantes da corrente era um metalúrgico chamado José Ibrahim, líder das incendiárias greves na Cobrasma em Osasco, em um dos momentos mais rígidos do regime militar, no fim dos anos 60. Exilado, Ibrahim foi recebido como uma grande esperança à época da Anistia, mas logo se distanciaria de seus novos companheiros. Lula era a única referência válida para o meio sindical naquele momento.

PT e a separação
E foi dentro dessa realidade que, com a fundação do PT, a OSI e a Libelu passaram a discutir a entrada ou não no novo partido. “Em 1978 fiz a campanha por um partido operário. A Libelu ficou meio receosa, mas como eu era sindicalista, acreditava no PT. Uma parte dos quadros da tendência entrou direto para o PT, até para saber como era, e depois a OSI aderiu de vez”, lembra Tita Dias.
Dentro do PT, a OSI se transformou na corrente O Trabalho e passou a ser uma das inúmeras tendências políticas que compunham o partido. Ali, as divergências começaram a aumentar entre os membros, ainda mais quando se discutiu a dissolução da corrente para entrar na Articulação em 1986. As orientações do grupo lambertista francês eram para que não fosse feita a dissolução, por isso houve uma cisão.
Um episódio demonstra bem como já eram tensas as relações entre os membros da OSI. Lula convidou Glauco Arbix, um dos líderes da corrente, para discutir a dissolução. Conversou, propôs, e o sociólogo saiu dali com a tarefa de conversar com os demais membros e estudar as saídas sugeridas. Arbix foi desautorizado pelo grupo mais radical, que disse que ele não tinha representatividade sequer para negociar. A cisão foi inevitável. Gente como Marcus Sokol e Julio Turra permaneceram fiéis à corrente, ou ao que restou dela, enquanto Arbix, Clara Ant, Antonio Palocci e outros abandonaram o barco para entrar na tendência majoritária de Lula. “Eles queriam um partido dentro do partido, não entendiam que estar dentro do PT era fazer a opção pela via institucional”, critica José Rocha Cunha, um dos que abandonaram a corrente O Trabalho.
Marcus Sokol ainda é um remanescente daquela época. Segue fiel à bandeira trotskista e ainda acredita no socialismo internacionalista. “A Quarta Internacional tem hoje muito mais influência do que na sua fundação há 30 anos. Está presente em 46 países, impulsiona a corrente Acordo Interno dos Trabalhadores e faz campanha contra a ingerência dos EUA na Venezuela”, atesta. Hoje, ele enxerga o PT ameaçado ao deixar de lado suas bandeiras históricas.
“A Lei de Responsabilidade Fiscal prioriza os bancos, e não o povo. Essa inversão de prioridades ameaça o Partido. O Orçamento participativo, por exemplo é uma cooptação. Não há soberania para o aumento da receita, nem para questionar despesas que não sejam da vontade popular. Esse mecanismo reparte migalhas entre os movimentos sociais, para decidir o que não vai ser feito. Isso traz o esvaziamento do movimento reivindicativo. Com o governo eleito é a mesma coisa, mas é possível trocar de dirigente por meio do voto, o que não acontece com o mecanismo do orçamento participativo”, acredita.
“Hoje o internacionalismo não tem cabimento, e o PT é uma referência ideológica e de ação tanto aqui quanto para outros países”, rebate Luis Favre. Como os outros ex-membros da OSI, ele reconhece a importância histórica da organização. “Ela lutou pela redemocratização e pelo restabelecimento das instituições”.

Para a maior parte dos ex-libelus e ex-OSI, o grande legado deixado pelos anos de militância foi a capacidade de disciplina e de organização. “A questão do método, de pensar e planejar, foi algo que só se viria a ver de novo em grandes empresas privadas. Aquilo era único em termos de movimento político”, orgulha-se Eugenio Bucci. “A militância ajudou muito na formação teórica e na atuação política, tanto que hoje a maioria está muito bem em suas profissões”, defende Lúcia Pinheiro, que completa: “ainda hoje, a imagem que as pessoas têm de um ex-libelu é de uma pessoa forte, de princípios. Acho que era isso mesmo”.

http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/EdicaoNoticiaIntegra.asp?i...

PS: para quem escutar coisas diferentes, vindo de pessoas também trotskistas, NUNCA se esqueçam:
Um trotskista, um partido, dois trotskistas, um partido e uma tendência, três trotskistas, dois partidos e uma tendência.

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Comentário de Carlos Alberto em 3 dezembro 2009 às 13:05
Não entendi o título do post - para Mouro e Mario Abramo: vocês não gostam de nós, mas das nossas festas gostam... mas achei-o supimpa!
Comentário de Mario Sergio em 3 dezembro 2009 às 13:45
Brilhante, Cabocla...

Só quem fez parte desse momento histórico pode compreender e saber não só dos fatos, como também interpretá-los.
Quanto ao fecho final, a gente escutava sempre isso dos detratores (simpáticos ou não) e eles tinham razão quanto a isso, claro!
Uma hora dessas, podíamos cobrir mais detalhadamente e até mais saborosamente essa história da Libelu. Aliás, minha própria história até final dos anos 70.
Comentário de Hermê em 3 dezembro 2009 às 14:28
“Nossas festas eram muito comentadas, porque ouvíamos rock. Na Refazendo e na Caminhando só se ouvia MPB, Chico Buarque. Eles eram muito sisudos” Quá! quá! quá!
Ficaram loucos, é? Bom, vá lá: a parte da Caminhando é verdade...
Comentário de Cafu em 3 dezembro 2009 às 15:27
A Libelu de Brasília, da qual tive a honra de pertencer, era bem mais flexível em se tratando de música. Como Brasília é a síntese do Brasil, e recebia pessoas e influências de todas as partes, em nossas festas tinha de tudo e refletiam a nossa formação multirregional: rock, baião, samba, reggae, forró, frevo, jovem guarda, bossa nova, "MPB". Escutávamos de tudo e cantávamos de tudo pelos bares da cidade. Os dois shows que patrocinamos na cidade (1976/1977) foi com o Cartola e o Nelson Cavaquinho com Clementina de Jesus. E eles queriam que trouxéssemos o Candeia, Guilherme de Brito e Carlos Cachaça. Só não demos prosseguimento ao projeto porque o ano de 1977 foi pauleira e a UnB teve 38 estudantes expulsos, um semestre suspenso por greve e quase o ano inteiro de tropas ocupando o campus.
O mundo gira, a Luzitana roda, tudo mudou e a turma tomou rumos diferentes. Mas, para mim, uma coisa permanece:alguns amigos da vida inteira, os sonhos e o compromisso com um mundo mais justo e melhor e a eterna luta para ser livre e para viver numa sociedade democrática.
Comentário de elizabeth em 3 dezembro 2009 às 15:57
Olha só Cabocla, não sabia que teu passado te condenavakkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
mais intuía pelos artigos do Paulinho que você vira e mexe posta.Embora a Libelu tenha sido um karma na minha vida, confesso que tenho muitos e grandes amigos desse pessoal. Dia desses, pesquisando o passado, descobri que sou cercada por vários, na minha própria vizinhança. E iniciei minha militância sob a orientação de um grande e até hoje amigo trotsquista. Não conseguiu me abduzir, assim como nenhuma outra tendência, mas no inicio do ano encontrei-o na França onde mora e me diverti demais numa festa do partido lá (existeee), em um pequeno castelo inclusive comprado por eles.Era um feriado catolico que nao me lembro o nome, e a França toda aproveita pra viajar, ah Pentecostes. Perguntei a um garoto se eles eram religiosos, fazendo a festa naquele dia.........
kkkkkkkkkkkkkkkkk
Branca, Branca,Branca
Leon,Leon, Leon

bjs
Comentário de Anarquista Lúcida em 3 dezembro 2009 às 19:32
Tb fiquei curiosa com o título, dava para explicar? Parte dele acho que veio de um comentário depreciativo do Nassif num dos tópicos do Blog-mae, que vi mas nao lembro do conteúdo. E o Mário, qual a parte dele nessa história? Nao é justo atiçar a curiosidade das pessoas e nao satisfazê-la...
Comentário de Cabocla em 3 dezembro 2009 às 20:13
Pessoal,
Coloquei o post em homenagem ao Mouro, que disse que a FSP assim estava pelos resquícios de gente oriunda da Libelu (um tal pensamento de que os fins justificam os meios, coisa de Argerico hahahaha) e ao Mario, que era da Refazendo, porque em um comentário colocou que não gostava da Libelu, mas das festas sim...

E era mesmo.
Porque como a Cafu diz, nós escutávamos de tudo, o pessoal PCbão, refazendo, caminhando e cantando, achavam rock alienante... quáquáquá

Abramo deve ter conhecido Pink Floyd aos 40 anos....

Mais, nossas festas eram as mais animadas, e as mulheres mais bonitas e "liberadas" quiquiqui....

Me bate, me chuta, sou liberdade e luta...
Comentário de Carlos Alberto em 3 dezembro 2009 às 20:35
"Me bate, me chuta, sou liberdade e luta..."
Cruz credo, Cabocla, que viagem!
Mas você sempre levou jeito para títulos criativos: lembro vagamente de outro que atravessava Polanski assim meio como samba do crioulo doido.
Comentário de Cabocla em 3 dezembro 2009 às 20:46
Uia Carlos, não inventei essa não, vc nunca ouviu???
Comentário de Mario Sergio em 3 dezembro 2009 às 21:36
Teve uma festa na USP, acho que em 1976. Era uma festa do DCE, se não me engano e no meio da festança, o rock rolando solto, vem um militante da Caminhando e quebra alguns discos de rock, "música imperialista e degenerada"
Em outra ocasião, discussão informal sobre costumes, liberação sexual, etc... outro militante graduado da Caminhando tasca: "somos contra essas práticas porque a moral proletária e camponesa não admite isso. Vocês são pequenos burgueses e serão reeducados"
Era divertido, muito divertido provocar os "campônios" da Caminhando. Sizudez ali era pouco.
As festas da Libelu eram um arraso sempre. As melhores em todas as ocasiões. E as meninas...ah... as meninas...!!!

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