Um ateu, um misantropo
Fabulista, como Esopo
Disse a um santo, exasperado:

"Se Deus tivesse criado
A humanidade a meu gosto
Muito melhor a criara
Lhe dando apenas um rosto
Para eu cuspir-lhe na cara!"

- Pois eu já penso o contrário, - 
Disse, beijando o rosário
O santo, em sua humildade:

- Quisera que a humanidade
Nesta existência de abrolhos
Neste mundo de ilusão
Tivesse apenas dois olhos
Para que um dia a beijasse
E o sangue de suas lágrimas
Piedosamente enxugasse
Num grande beijo de irmão!

(CEARENSE, Catulo da Paixão. Fábulas e alegorias)

Exibições: 275

Comentário de Stella Maris em 10 agosto 2011 às 0:08

Ô Ivone,

aos poucos vou botando a leitura em dia...

lindo este poema,

 

Comentário de Ivone Prates em 10 agosto 2011 às 1:00

Sei como é amiga, depois de uma viagem tudo fica acumulado...Obrigada. Gosto da simplicidade /pluralidade dele. 

     Aliás, gosto das raízes, rs.

      Bjos

 

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