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            Fiquei espantado ao abrir um vídeo que corre nas redes sociais, a respeito do depoimento de Nelson Cerveró, acusado na Operação Lava-jato, acerca de propinas envolvendo a Petrobrás.

            Nela, o acusado, preso há cinco meses pelo juiz Sérgio Moro, contesta Sua Excelência acerca de sua prisão. Cerveró inquere o meritíssimo sobre a total ausência de provas, e contesta o fato de ter sido acusado com base em uma reportagem da revista Veja, e não a partir de uma investigação da Polícia Federal.

            Com muito respeito diante da autoridade, Cerveró contesta, coberto de razões, as atitudes de Sua Excelência, e este, por sua vez, apenas se resguarda dentro das simbologias jurídicas o seu impedimento em atender o acusado, que, ao final das contas, não é mais acusado, porque os fatos desmentem a realidade, ou aquela realidade construída nos meandros judiciários.

            Até aí, tudo bem. Mas, com aquela inquirição que espíritos abertos fazem, longe da passividade de ver um vídeo, cabe perguntar: por que esse vídeo vazou? Não parece estranho, que a esta altura do julgamento tal declaração contestatória ao meritíssimo passe ao conhecimento da rede?

            A única coisa que consigo imaginar é que a Lava-jato cumpriu o seu papel. Não cabe mais nada. Até porque, seguindo o processo investigatório, seria a vez de os tesoureiros dos partidos outros envolvidos serem chamados.       O vazamento seria para desacreditar o próprio processo? De forma que começam a aparecer efeitos que o tornam sem sentido, dada a sua construção visando somente um objetivo: macular a imagem do Partido dos Trabalhadores? Antes que, mesmo vindo-se a provar que o mal existe, se existe, está em todos? Mas, somente o PT foi chamado às barras dos tribunais, porque é isso que se mantém no imaginário da opinião, digamos, pública. Que será realimentada por algumas semanas ou meses, com o dedo acusatório pendente.

            É tão rocambolesco, que não se pode imaginar que procuradores, delegados e juízes montem uma estrutura, envolvendo judiciário e mídia, e como uma história que se repete como farsa, simplesmente se desmanche no ar, na “indisfarçável leveza do ser”.

            Afinal, vazou por quê? Vazado por quem?

Fonte: www.nilsonlattari.com.br

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