Pré-sal: um obstáculo para as energias renováveis?

Por Edmar de Almeida, do Blog Infopetro

 

Os recentes acidentes com derramamento de petróleo no Golfo do México e agora na Bacia de Campos colocam em tela um questionamento à exploração do Pré-sal brasileiro: Não estaria o Brasil entrando numa aventura desnecessária com a iminência da substituição do petróleo por fontes de energia renováveis?

 

Este questionamento está ligado à idéia de que o petróleo é uma energia do passado e que não vale a pena mobilizar recursos da sociedade em um negócio fadado a encolher e desaparecer rapidamente. Esta idéia não tem sustentação na realidade dos fatos.

 

Os estudos de previsão da matriz energética mundial apontam para um papel do petróleo e do gás natural ainda dominante no horizonte de longo-prazo. Segundo a Agência Internacional de Energia, estas fontes de energia, em conjunto com os demais combustíveis fósseis, deverão representar 75 % da matriz energética mundial em 2035, no cenário mais otimista para as energias renováveis.

 

Esse tipo de previsão é confirmado por outras agências governamentais e pelas principais empresas energéticas mundiais. Podemos dizer que o petróleo e o gás conservarão um papel destacado na longa transição para uma economia descarbonizada. Nesse sentido, o Pré-sal constitui uma expressiva vantagem comparativa para o Brasil. Nosso país poderá assumir um papel de destaque na transição energética, não apenas devido à sua grande dotação de petróleo e gás, mas também em função do seu potencial significativo de recursos renováveis. (...) O texto continua no Blog Infopetro.

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Comentário de Maria Tereza da Silva em 28 novembro 2011 às 13:16

Acho sim que o Brasil precisar envestir mais em energias renováveis principalmente em tecnologia para descoberta de novas fontes e barateamento mais não vejo o país abrindo mão do pré sal a médio e longo prazo.

Comentário de ORNAN OLIVEIRA MOTA em 29 novembro 2011 às 9:05

O Pré-sal pode vir a ser um motor para o crescimento da economia brasileira. A sociedade deve ficar vigilante na aplicação dos recursos gerados pela exploração dessa riqueza. Se a vinte anos atrás, nossos governantes tivessem sido mais responsáveis e visionários, hj nosso país não estaria nesse gargalo de mão-de-obra qualificada, na ineficiência dos portos e aeroportos, no ensino básico de baixa qualidade e etc... O dinheiro gerado pela camada Pré-sal deve ser aplicado de forma responsável, ou seja, educação, saúde e segurança, assim sendo, não há dúvida de que o Brasil alçará um crescimento sustentável. Como é sabido, os hidrocarbonetos ainda representarão a maior fatia do bolo na matriz energética mundial, no nosso caso, temos o diferencial de não sermos tão dependentes de petróleo quanto países como EUA e China, o que nos torna um país que será um grande exportador de Petróleo, com um detalhe, sem depender principalmente desta commodity para movimentar sua economia, como é o caso da Venezuela. Podemos concluir então que além de ser extremamente importante é estratégico para o Brasil investir em fontes renováveis. Temos tudo para decolar, a população está em idade economicamente ativa, temos terras para agricultura, estamos descobrindo petróleo enquanto outros só reduzem suas reservas, temos uma localização geográfica livre de grandes catástrofes naturais, enfim, temos tantas vantagens, só falta educar o povo para que vote melhor. O melhor e o pior do Brasil está na grande massa, que se por um lado é um povo guerreiro e batalhador, por outro, continuará a fomentar o câncer que corrói as riquezas do nosso país, o irretratável grupo de políticos desonestos que entope Brasília. 

Comentário de Adilson Magalhaes B. F. em 16 dezembro 2011 às 12:01

É paradoxal pensar em usar os recursos dos possíveis ganhos com o pré-sal para a educação, qualificação de mão de obra e com responsabilidade almejando um crescimento sustentável. A última coisa que existe na exploração de petróleo e sustentabilidade. Se pensarmos em uma sociedade com educação técnica, atos responsáveis,  segura e com saúde fica difícil imaginar essa sociedade explorando recursos finitos e jogando na atmosfera toneladas de CO2. É o momento de investir em tecnologia, fontes geradoras utilizando a energia solar, das mares, do vento, aquilo que é infinito diante da nossa escala temporal. Explorar petróleo é o mesmo que vender bananas e açúcar para o império, estaremos fadados a comprar tecnologia cara e sermos eternos fornecedores de recursos naturais baratos? Infelizmente chegamos tarde na corrida do petróleo. Se investirmos o dinheiro do brasileiro em tecnologias de baixo carbono e sustentáveis quem sabe poderemos, sim, almejar uma sociedade de economia sustentável.

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