"PRAIA DO FUTURO". O DESCONFORTO DA PERDA DE TEMPO FAZ A HISTÓRIA PERDER OS ESPAÇOS

Os capitalistas Tico e Teco voltaram a conversar sobre o mundo contemporâneo, acompanhados pela diarista Aparecida e pela filha Bytes, no dia 29 de maio de 2014, Dia Internacional dos Trabalhadores das Forças de Paz.

Tico: No dia de hoje o físico Albert Einstein pode comprovar a Teoria da Relatividade Geral a partir do registro de variações na posição de estrelas durante um eclipse solar. Judeu alemão, ele revelucionou a visão sobre o princípio da realidade em medições sobre a velocidade, força e observação, o que obrigou a filosofia contemporânea a se atualizar na questão do tempo. A tese pode ser comprovada após a verificação de um eclipse solar total na cidade brasileira de Sobral após a fracassada experiência na Crimeia, na Rússia, devido ao início da Primeira Guerra Mundial. A partir da aceitação da Academia, a matéria curva o tempo e o espaço à sua volta. A correlação tempo-espaço passou a depender da velocidade do observador e não só da experiência. A velocidade ganhou também ritmo. Surgiu o Paradoxo dos Gêmeos como observação científica. Se um homem que faz uma viagem ao espaço numa nave de grande velocidade retornar à Terra, ele voltará em casa mais novo que seu gêmeo que se moveu a velocidades do cotidiano. Se a matéria é energia, a equivalência pode levar a seguinte fórmula: Energia é igual à massa vezes a velocidade da luz ao quadrado. Chegou-se à energia nuclear, materializou-se o que antes era tese. E o mundo viu com os próprios olhos o lançamento de bombas atômicas que destruíram Hiroshima e Nagasaki, no Japão, pondo fim à Segunda Guerra Mundial. A verificação da Teoria da Relatividade Geral se manifestou há 95 anos.

Teco: No dia de hoje foi criado o Tratado da União Econômica Eurasiática com a assinatura dos líderes da Rússia, Bielorrússia e Cazaquistão após uma reunião em Astana. “Estamos criando um polo de atração potente, um mercado regional de grande porte, capaz de unir mais de 170 milhões de pessoas. A nossa aliança conta com largos recursos naturais. Estes três países dispõem de infraestruturas industriais avançadas e elevadas potencialidades humanas e culturais. A situação geográfica permite criar rotas logísticas de transportes, muito importantes em termos regionais e globais”, disse o presidente russo, Vladimir Putin. O colega cazaque, Nursultan Nazarbaev, realçou o principal objetivo da nova aliança: as decisões serão tomadas mediante consenso: “O voto de cada país signatário será definitivo. A política de quadros será decidida conforme o princípio de igualdade e numa base de concursos para atrair, dessa maneira, os especialistas mais qualificados e competentes”. O chefe do comitê supremo da Comissão Econômica Eurasiática, Viktor Khristenko, ressaltou que a União Eurasiática será uma fonte de crescimento das economias do bloco a fim de potencializar o processo industrial.  “É igualmente importante para estabilizar a situação no futuro perante novos desafios”, acrescentou. O Ocidente nunca encarou com bons olhos a ideia de criação da União Eurasiática. Os políticos estadunidenses e  europeus têm apontado para as tentativas de Vladimir Putin de reabilitar a extinta União Soviética. “Ninguém duvida que o peso da União Eurasiática será maior do que o peso de cada país em separado. Isto significa que os seus membros, defendendo enfoques idênticos e solidários, poderão conduzir conversações com outras alianças e associações econômicas, o que irá elevar seu prestígio”, avaliou o diretor do Instituto dos países da CEI, Konstantin Zatulin.

Bytes: No dia de hoje Boris Yeltsin foi eleito chefe do Soviete Supremo da República Soviética da Rússia. Ele teve apoio tanto dos conservadores quanto dos democratas, mesmo não sendo o candidato do presidente Mikhail Gorbachev. Como chefe do Soviete Supremo russo, Yeltsin liderou os parlamentares para que o Congresso tivesse mais autonomia em relação à União Soviética. Em julho de 1990, ele anunciou o desligamento do Partido Comunista sob aplausos e vaias em meio a gritos de "Vergonha!". No ano seguinte, mais uma vitória. Yeltsin ganhou a eleição para presidente da República Socialista da Rússia vencendo o candidato apoiado por Gorbachev, o comunista Nikolai Rizhkov, que teve apenas 16% dos votos. Durante a campanha, ele criticou a "ditadura do centro", mas não sugeriu a introdução de uma “economia de mercado” na Rússia, o que acabou concretizando mais tarde. Em agosto de 1991, opositores à abertura conduzida por Gorbachev iniciaram um frustrado golpe de Estado. O último líder soviético foi sequestrado e levado para a Crimeia. Yeltsin aproveitou o momento político para ganhar destaque tanto a nível nacional quanto internacional. A foto dele em cima de um tanque russo em defesa da abertura política ganhou o mundo. Quando foi libertado, Gorbachev já sabia que estava próximo o fim da União Soviética e o seu poder como chefe de Estado. Logo em seguida Yeltsin proclamou a independência da Rússia e passou a se apropriar de tudo que fazia parte da estrutura soviética, desde os ministros até o próprio Kremlin. No dia 25 de dezembro, Gorbachev anunciava ao mundo o fim da União Soviética. A lua de mel de Yeltsin com o Ocidente acabou quando ele criticou a invasão das tropas da Otan à antiga Iugoslávia. Desgastado e sem condições físicas, ele nomeou o ex-agenda da KGB Vladimir Putin para primeiro-ministro e o indicou à sua sucessão. A eleição de Boris Yeltsin para chefiar o Soviete Supremo da Rússia ocorreu há 24 anos.

Aparecida: Por falar na antiga União Soviética, a guerra civil na Ucrânia exigirá a adesão de Kiev à Otan? 

Bytes: Ontem, o diplomata alemão Wolfgang Ischinger admitiu que a Organização de Segurança e Cooperação na Europa poderá se retirar da Ucrânia como observadora depois que uma missão de diplomatas perdeu contato com a base da OSCE. O chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, reagiu, dizendo que o povo ucraniano está sendo empurrado para o abismo de uma guerra “fratricida”. “Não pode haver justificativa para o prosseguimento da operação punitiva das autoridades de Kiev no sul e no leste da Ucrânia”, declarou Lavrov durante uma conversa por telefone com seu colega alemão Frank-Walter Steinmeier. “É indispensável a adoção de medidas de urgência para acabar com o derramamento de sangue e iniciar um diálogo completo na Ucrânia”, acrescentou.

Aparecida: Por falar em OSCE, o jornal austríaco "Die Pressel" publicou na quinta-feira passada que a NSA espionou a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa com autorização da Casa Branca. A publicação afirma que o jornalista alemão Holger Stark, repórter da revista alemã "Del Spiegel", teve acesso a documentos obtidos através do ex-funcionário da CIA e ex-contratado da NSA Edward Snowden, que atualmente se encontra asilado na Rússia. Um desses documentos, datado de abril de 2013, revela que a OSCE foi um dos alvos da NSA, que estaria interessada na atividade internacional da organização europeia e recolhia informações sobre o controle e o comércio de armas. Estes dados eram marcados com o terceiro nível de prioridade, o que significa que o chefe do Pentágono e a secretária de Estado dos Estados Unidos estavam cientes da operação de espionagem. O que você acha?

Bytes: A agência de notícias Reuters divulgou anteontem que Snowden está disposto a prestar esclarecimento aos membros do Bundestag, o Parlamento alemão, sobre a espionagem feita pela Alemanha ao seu próprio povo. Segundo o ex-agente da NSA, o serviço de inteligência alemão, o BND, usou os mesmos métodos que os seus colegas norte-americanos. Ele observou que se trata da violação dos direitos constitucionais de quase todos os cidadãos da Alemanha. "Não ficarei surpreendido se os legisladores alemães não aprenderem nada de novo quando eu disponibilizar toda a informação", disse Snowden à revista "Stern".

Aparecida: Por falar em serviço secreto, o governo belga está convencido que o atirador que matou quatro pessoas num museu judaico tinha endereço certo porque duas das vítimas seriam do Mossad, o serviço secreto israelense. O que você acha?

Bytes: O que podemos afirmar é que dois judeus foram atacados em Paris perto de uma sinagoga algumas horas depois de o presidente François Hollande se declarar preocupado com o ataque em Bruxelas.

Aparecida: Por falar em França, a líder da Frente Nacional, Marine Len Pen, umas das grandes vencedoras das eleição para o Parlamento Europeu, fechou um acordo ontem com quatro outros partidos nacionalistas europeus e prometeu que o grupo tentará bloquear qualquer integração mais profunda da União Europeia. Após a vitória retumbante na votação de domingo, o partido francês anti-imigração se juntou ao holandês Partido da Liberdade, de Geert Wilders, à Liga Norte italiana, ao Partido da Liberdade da Áustria e ao belga Interesse Flamenco. A imprensa disse que o partido de Le Pen está com dificuldades internas para indicar os candidatos. O que você acha?

Bytes: Marine Le Pen disse que só precisará de mais dois grupos para uma coalizão formal no Parlamento. Ela não considera uma tarefa difícil porque afirmou que as conversas estão em andamento. A líder da extrema-direta francesa, confiante, disse que o grupo lutará contra uma “Europa totalitária, tecnocrática". “Tentaremos bloquear todos os novos avanços da União Europeia com nossos votos, tentaremos bloquear todas as medidas voltadas a uma maior integração federalista, que ocorre para detrimento de nosso povo”, afirmou, ao lado dos líderes das outras legendas europeias. Marine disse que pretende usar seu mandato para "defender a França" e combater "medidas loucas como votos para os imigrantes", Ela conseguiu votos expressivos, apesar da informação de que seu pai teria dito que a imigração não era problema na Europa porque os imigrantes poderiam ser mortos ao serem infectados pelo vírus ebola.

Aparecida: O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, afirmou ontem que líderes da União Europeia reunidos em Bruxelas concordaram em reavaliar a agenda política do bloco depois que eleitores enviaram "uma mensagem forte" por meio das urnas na semana passada. "À medida que a União emerge da crise financeira, precisa de uma agenda positiva de crescimento", disse ele. O que você acha?

Bytes: A chanceler alemã Angela Merkel considerou lamentável a ascensão dos partidos de ultradireita e populistas. Ela declarou que são "necessárias negociações" sobre quem sucederá José Manuel Barroso como presidente da Comissão Europeia, já que nem os conservadores, nem os sociais-democratas conseguiram uma clara maioria no Parlamento Europeu. A vitória expressiva do Partido da Independência, de extrema-direita, preocupou os políticos tradicionais britânicos porque a legenda se tornou visível e com capacidade para acabar com a alternância de poder entre conservadores e trabalhistas. Na França, o presidente François Hollande pediu à Europa que "preste atenção" no país após descrever como "dolorosa" a derrota do Partido Socialista para a Frente Nacional. Ele afirmou que a vitória da Frente Nacional foi "traumática para França e para a Europa". "A França não pode viver isolada e assustada. Seu destino é ficar na Europa", acrescentou.

Aparecida: A declaração é uma porta aberta para o "populismo?"

Bytes: Na segunda-feira, o primeiro-ministro francês Manuel Valls prometeu promover mais cortes de impostos neste ano, dizendo que o triunfo do partido de extrema direita Frente Nacional nas eleições europeias demonstrou que os franceses estão cansados de aumentos dos tributos. “Precisamos de mais cortes de impostos… isso tem que acontecer, porque isso se tornou insuportável”, disse Valls à rádio RTL quando questionado se tal medida seria incluída em futuros planos orçamentários que serão revelados no fim deste ano. E acrescentou sobre a necessidade do crescimento econômico: "Até que o desemprego caia, até que o poder de compra cresça, até que os impostos caíam, os franceses não vão acreditar em nós”.

Aparecida: Por falar em crescimento econômico, a economia russa deve crescer cerca de 0,5 por cento este ano, mas a ameaça geral à estabilidade vinda da crise na Ucrânia não será de "larga escala", garantiu a presidente do banco central russo, Elvira Nabiullina. As sanções lideradas pelos Estados Unidos contra a Rússia reduzirão a capacidade do país?

Bytes: Na sexta-feira, o presidente russo Vladimir Putin disse que afirmou que as sanções impostas à Rússia em função de sua posição na crise ucraniana terão um efeito bumerangue contra o Ocidente. "Não é evidente que as sanções econômicas utilizadas como um instrumento de pressão política no mundo atual terão um efeito bumerangue e se refletirão nas relações e economia dos países que são sua origem?", questionou Putin durante o Fórum Econômico de São Petersburgo. "O modelo de um mundo unipolar fracassou", acrescentou. 

Bytes: Os capitalistas aceitam a globalização. O chefe da Câmara de Comércio norte-americana na Rússia, Alexis Rodzyanko, disse que a política deve apenas proporcionar condições para o trabalho normal dos empresários, e não destruir os laços já existentes. “As empresas norte-americanas com que me comunico são empresas que operam aqui na Rússia. Muitas, há muito tempo e com bastante sucesso. E falando de um modo geral, as empresas norte-americanas se sentem bem na Rússia. E, obviamente, ninguém ficou contente com as sanções, e todos esperam a sua revogação rápida”, declarou.

Aparecida: O vice-premiê russo Dmitri Rogozin disse que Moscou não tem interesse de renovar a parceria na Estação Espacial Internacional após 2020. “Começaram dizendo que nós íamos alegadamente abandonar o programa da EEI. Nós não estamos saindo, ele está previsto continuar até 2020, e até 2020 nós mantemos nossos compromissos internacionais. Já em relação a prolongar ou não a participação até 2024, nós temos grandes dúvidas”, disse ele. O que você acha?

Bytes: Será mais custoso para as duas nações. Hoje sairá do Cazaquistão uma nova missão da Soyuz levando ao espaço o alemão Alexander Gerst, o estadunidense Gregory Wiseman, e o russo Maxim Surayev para a Estação Espacial Internacional. Na segunda-feira, o cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, ganhou formas em imagem com efeito de multiexposição. Em seguida, recebeu a oração de um sacerdote ortodoxo. Agora é torcer para que não haja demonstração de força.

Aparecida: Putin vai respeitar a eleição na Ucrânia? Em entrevista ao jornal "The Washington Post", o presidente eleito ucraniano Piotr Poroshenko disse que o país necessitará de uma ajuda militar direta dos Estados Unidos. “Por essa razão, compete-nos firmar um novo acordo sobre segurança, prevendo a cooperação na esfera técnico-militar”, frisou adiantando “serem necessários para tal conselheiros e assessores militares que ajudem a combater pela "independência". “Devemos criar as Forças Armadas da Ucrânia”, acrescentou o presidente eleito, que visitará primeiro a Polônia, mas que espera encontrar Putin ainda no próximo mês.

Bytes: Hoje o presidente interino Olexander Turchynov informou ao Parlamento ucraniano que os rebeldes pró-Rússia do leste da Ucrânia derrubaram um helicóptero e mataram 14 militares, incluindo um general do exército. "Estou convencido de que nossas Forças Armadas prosseguirão até o fim contra os terroristas e que os criminosos financiados pela Rússia serão eliminados ou levados para o banco dos réus", disse Turchynov à Rada.

Aparecida: Kiev vai fazer parte do bloco de Bruxelas?

Bytes: O gabinete do presidente eleito informou que que ele quer assinar o tratado de adesão à União Europeia logo após ser empossado. "Petro Poroshenko considera essencial não adiar a assinatura da parte econômica do acordo de associação entre Ucrânia e União Europeia”, declarou o seu gabinete num comunicado enviado à Reuters. Um oficial de Bruxelas, no entanto, garantiu que as autoridades ucranianas indicaram que precisariam de “um pouco de tempo para ver como querem proceder". Num ambiente de desestabilização, o presidente pouco apita sobre soberania ou terá que se reafirmar com o bloco econômico. Para os capitalistas, meia palavra basta.

Aparecida: Por falar em bloco econômico, a Armênia já sinalizou que vai entrar para a União Aduaneira da qual já faz parte a Rússia, a Bielorrússia e o Cazaquistão. A expectativa é que a adesão ocorra agora em junho, a fim de que o país esteja pronto para participar da União Eurasiática a partir de janeiro do próximo ano. “Esperamos uma influência do amplo mercado da União Aduaneira na elevação de nossa economia. Não duvidamos que os ritmos de crescimento e de exportações vão progredir. É nesta orientação que vamos trabalhar concretamente com nossos empresários e investidores estrangeiros”, disse o presidente da Armênia, Serzh Sargsyan.

Bytes: Segundo analistas políticos, a entrada da Armênia tem caráter mais de segurança interna do que econômica. “Para a Armênia, a União Eurasiática deriva em muitos aspectos de formatos político-militares mais prioritários no momento atual, tanto na união militar-estratégica com a Rússia quanto a participação na Organização do Tratado de Segurança Coletiva", opinou Serguei Minasyan, vice-diretor do Instituto do Cáucaso.

Aparecida: Por falar no Cáucaso, a Abkházia, região reconhecida independente da Geórgia pela Rússia, caiu na instabilidade política. Hoje o Parlamento aprovou uma moção de desconfiança ao presidente do país, Alexander Ankvab. Estes eventos foram precedidos por um comício em Sukhum, realizado perto de sedes governamentais. A oposição da Abkházia planeja criar o governo interino no prazo de dois dias. O governo interino cumprirá as suas funções até eleições presidenciais antecipadas, que podem se realizar três meses com a renúncia antecipada do presidente. O anúncio foi feito pelo membro do Conselho Coordenador dos partidos políticos e organizações públicas da Abkházia, Vitali Gabny. Haverá uma nova Guerra da Geórgia? Veremos o uso da força excessiva das potências militares?

Bytes: O que podemos afirmar é que o governo do Quirquistão já aprovou um plano de adesão à União Aduaneira, só dependendo do aval do Parlamento. O primeiro-ministro Dzhoomart Otorbaev declarou que o Quirguistão tem pouca escolha: ou entra na UA e constrói uma economia aberta ou começa a armar cercas nas fronteiras. O ministro da Economia Temir Sariev advertiu que se o Quirguistão renunciar à entrada na UA, o país só prejudicará sua economia, perderá fornecimentos sem impostos de produtos energéticos da Rússia, reduzirá reexportações de artigos chineses e perderá mercado. A batalha, no entanto, ainda não começou. O país asiático ainda depende de Washington, mas teve a coragem de não renovar o aluguel de uma base militar que permitia aos estadunidenses maior acesso ao Afeganistão.

Aparecida: Por falar em Afeganistão, o presidente Barack Obama fez ontem um pronunciamento na academia militar de West Point, em Nova York. Ele reiterou que irá reduzir o contigente em território afegão até a retirada total em 2016. O que você acha?

Bytes: Obama pediu mais dinheiro ao Congresso para o combate ao terrorismo a fim de treinar forças especiais em áreas problemáticas como o Iêmen, a Somália, o Mali e a Líbia. Prometeu reforço aos opositores de Assad na Síria e revelou o seu "ponto de vista": “Os Estados Unidos não precisam de permissão para proteger seu povo”. E respondeu às críticas da oposição sobre a política externa, dizendo que Washington conseguiu isolar Moscou. Em Cabul, o presidente afegão Hamid Karzai comemorou a declaração de Obama sobre a retirada das tropas. Já na visita supresa que o colega estadunidense fez ao Afeganistão no fim de semana, mandou um recado: ele estava disposto a receber Obama “de acordo com as tradições afegãs”, mas não em uma base aérea e sim em Cabul. Quando a Casa Branca antecipou o anúncio, Obama passou por constrangimento. Os jornalistas receberam no "release" o nome do agente da CIA que atua no Afeganistão. O governo democrata já abriu sindicância para apurar o vazamento "perigoso". Para os capitalistas, meia palavra basta.

Aparecida: E como pensa o governo dos Estados Unidos?

Bytes: Deu no jornal "O Globo" de 27 de maio de 1964, cuja manchete foi "O Ministro da Guerra em São Paulo. Goulart é responsável direto pela comunização do Brasil": "O general Artur da Costa e Silva, falando ontem à noite em São Paulo, por uma cadeia de emissoras de rádio e televisão, disse haver uma relação direta entre a infiltração comunista no país e a atuação do presidente deposto João Goulart. Apresentou, ainda, aos paulistas documentos da subversão, expondo a filosofia da redemocratização. O ministro almoçou ainda nos Campos Elíseos com o governador Ademar de Barros e foi homenageado pela diretoria da Fiesp-Ciesp, na sede da entidade". E mais:"Os sindicatos paulistas eram meras agências do PC. Os relatórios das juntas governativas nomeadas para inúmeras entidades de trabalhadores revelam que estas se haviam tornado focos da ação vermelha do Estado". E mais: "O marechal Taurino de Resende afirma que é de estarrecer a corrupção que vai pelo Brasil. Ao comentar a profundidade dos trabalhos da CGJ e do Inquérito Militar que preside, acrescentou que se tudo fôsse apurado o País se esvazaria. Sem entrar em pormenores sôbre entrevistas concedidas pelo Governador do Pará, disse o marechal que ainda não ficou louco para decretar a intervenção num Estado que é soberano".

Aparecida: Deu no jornal "O Globo" de 27 de maio de 2014, 50 anos depois: "Enquanto a Copa não vem. Segurança falha no 1º teste. Professores em greve cercam ônibus da seleção e dão tapas na lataria. ´Ninguém vai encostar a mão nas delegações´, tinha prometido a presidente Dilma. Apesar do forte esquema montado em Teresópolis, manifestantes chegaram perto dos jogadores no Rio, numa área que poderia ser isolada". E mais: "AGU e Justiça agem para punir grevistas. PMs de Pernambuco pagarão multa de R$ 1 milhão para cobrir despesas com uso das forças federais durante paralisação". E mais: "Crime da ditadura. Caso Rubens Paiva vai a juri, apesar da Anistia. A Justiça Federal aceitou denúncia do Ministério Público contra cinco militares acusados da morte, em 1971, do deputado Rubens Paiva. O juiz Caio Gutierres entendeu que por serem crimes previstos pelo Código Penal e contra a Humanidade, a Lei de Anistia, de 1979, não se aplicaria no caso. O STF tem entendimento diferente".

Bytes: O colunista Arnaldo Jabor escreveu o texto "A Copa da esperança e a Copa do medo": "Meu avô chegou em casa chorando. As ruas estavam desertas e o silêncio era total. Isso, no dia 16 de julho de 1950, quando o Brasil perdeu para o Uruguai. Lembro de meu avô dizendo que só se ouviam os sapatos. Os chinelos, até pés descalços desciam as rampas do Maracanã, e, vez por outra, alguém soluçava. Eu era pequeno e não entendia bem aquele desespero que excitava a criançada — ver adultos chorando! Muitos anos depois o Nelson Rodrigues me disse a mesma coisa: só os sapatos falavam. Mas, por que isso aconteceu? A guerra tinha acabado, a Fifa nos escolhera para a sede da Copa porque a Europa estava ainda muito combalida pela guerra. Tivemos de construir o Maracanã, que o prefeito Mendes de Morais inaugurou como se fosse o símbolo de um Brasil novo — o maior estádio do mundo. Getúlio Vargas já era candidato a presidente democraticamente eleito e tínhamos a sensação de que deixaríamos de ser um país de vira-latas para um presente que nos apontava o futuro".

Aparecida: Por falar em futuro, a Dilma está otimista em relação à Copa. Disse que ela não é "Padrão Fifa", mas "Padrão Brasil". A presidente cumpre as suas promessas?

Bytes: Segundo o colega gaiato lá da facû, Dilma parafraseará Getúlio como "herdeira": "Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam, e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes. Sigo o destino que me é imposto".

Aparecida: Enquanto a Copa não vem, quem será o lobo?

Bytes: Não é o Zagalo. Mas revelou Nosso Senhor Jesus Cristo aos seus discípulos: "Naqueles dias haverá lobos em pele de cordeiro que, se possível fosse, enganariam até os escolhidos".

Aparecida: Ah, entendi! Está escrito na "Boa Notícia": "Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós com vestes de ovelhas, mas por dentro são lobos vorazes. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim toda a árvore boa dá bons frutos, porém a árvore má dá maus frutos. Uma árvore boa não pode dar maus frutos, nem uma árvore má dar bons frutos. Toda a árvore que não dá bom fruto, é cortada e lançada no fogo. Logo pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus".
Tico: No dia de hoje o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, solicitou formalmente ao atual primeiro-ministro palestino, Rami Hamdala, com jurisdição na Cisjordânia, que forme um governo nacional de consenso. De acordo com a agência oficial palestina "Wafa", Abbas emitiu um decreto presidencial em que chama o primeiro-ministro da ANP a formar um executivo de unidade, como está disposto no acordo de reconciliação assinado em 23 de abril com o grupo islâmico rival Hamas. O executivo de unidade será composto por tecnocratas apoiados pelo movimento nacionalista secular Fatah, liderado por Abbas, e do islamita Hamas, no poder na Faixa de Gaza desde junho de 2007. Ambas as facções rivais negociaram nas últimas cinco semanas a formação de um governo de unidade transitório que deverá preceder à convocação de eleições a princípios de 2015 de acordo ao último pacto de reconciliação. Em tese, Hamdala conta com cinco semanas adicionais para constituir um governo que satisfaça todas as partes. A grande dificuldade estaria no nome que liderará a pasta das Relações Exteriores. "O governo está pronto, mas resta um problema. O Fatah e o Hamas não querem Riyad al Malki como chanceler, como proposto pelo presidente Abbas", declarou um dirigente palestino de Ramallah, onde fica a sede da Autoridade Palestina de Abbas. Malki é o chefe da diplomacia palestina desde 2007. O Hamas prefere Ziad Abu Amer, deputado independente de Gaza, atualmente vice-primeiro-ministro da Autoridade Palestina. O Hamas e o movimento Fatah do presidente palestino se enfrentam desde que em 2007 os islamitas radicais pegaram em armas contra a autoridade de Abbas e expulsaram as forças da Autoridade Nacional Palestina da faixa mediterrânea. Recentemente, Israel declarou a suspensão da negociação de paz, logo depois de chegar a um acordo de conciliação interna na Palestina. Abbas afirmou que continuará sendo o principal governante depois da criação do novo governo em assuntos relativos à diplomacia e às políticas com Israel. Anteontem, o primeiro-ministro do Hamas asseverou num comício que o objetivo da conciliação interna da Palestina é unir o povo para resistir ao seu principal inimigo: Israel.

Teco: No dia de hoje foi eleito o general Abdel Fatah al-Sissi como novo presidente do Egito. Com 96% dos votos, o ex-ministro do Exército chegou ao poder, onze meses depois da destituição do único presidente civil da história do Egito: Mohamed Mursi, ligado à Irmandade Muçulmana. A vitória era mais que esperada em um país no qual as vozes dissidentes foram reprimidas e os opositores estão sendo julgados e detidos. A votação registrou um índice de abstenção superior a 50%. Três anos depois da revolução que derrubou Hosni Mubarak, também militar, como todos os presidentes egípcios desde a queda da monarquia em 1952, os ativistas dos direitos humanos acusam as autoridades de terem instaurado, desde julho de 2013, um regime ainda mais autoritário que o de Mubarak. "Poucas pessoas poderiam imaginar depois da queda de Mubarak que, três anos mais tarde, um novo marechal com óculos escuros seria eleito com 96% dos votos, sem ter feito campanha ou ter apresentado um programa eleitoral", explicou Karim Bitar, diretor de pesquisas do Instituto de Relações Internacionais e Estratégicas. A coalizão dos partidários de Mursi, que convocou um boicote das eleições, considerou uma vitória as imagens dos locais de votação vazios e chamou de "queda do golpe de Estado militar" de 3 de julho. Os meios de comunicação, que apoiam de maneira unânime Sissi e chamam a Irmandade Muçulmana de "terrorista", fizeram campanha para que os cidadãos votassem e incluíram ameaças no pedido, em um país acostumado a importantes níveis de abstenção. "Apesar de a imprensa oficial ter contribuído para mostrar Sissi como um salvador, esta ação constante não serviu para mobilizar as massas", disse Karim Bitar. O único adversário de Sissi, o líder esquerdista Hamdeen Sabbahi, recebeu apenas 3,8% dos votos, segundo os números não oficiais divulgados pela imprensa governamental, com base em 88,6% dos locais de votação.

Bytes: No dia de hoje o sultão otomano Maomé II conquistou Constantinopla, depois de um cerco de seis semanas que pôs fim ao Império Bizantino. O evento representou o fim da Idade Média e o início da Idade Moderna. Os otomanos passaram a controlar o Mediterrâneo e os Balcãs formando um vasto império na Eurásia. Constantinopla chegou ao apogeu quando após a invasão de Roma pelos bárbaros, o Império Romano se transferiu do Ocidente para o Oriente se instalando em Constantinopla, nome dado em homenagem ao imperador romano Constantino, que tornou a cidade a capital do Império Romano em 11 de maio de 330. O local era estratégico por ser ponte para as rotas comerciais que ligavam a Europa à Ásia por terra. Também era o principal porto nas rotas que iam e vinham entre o mar Negro e o mar Mediterrâneo. A sucessão de imperadores foram mudando a configuração da cidade. Sob Teodósio I, o cristianismo tornou-se a religião oficial do Império Romano do Oriente. Já Heráclito promoveu reformas adotando o grego em lugar do latim, abrindo as portas para que Constaninopla rompesse com a cultura latina e,durante o cisma da Igreja Católica, fundasse a Igreja Ortodoxa e o Império Bizantino. Após lutas na cidade, palco de guerras entre forças do Oriente e Ocidente, que resultou num breve período do Império Latino, de fé católica, os bizantinos passaram a conhecer a queda no reinado de Constantino XI Paleólogo, o que abriu caminho para a invasão dos turcos que estabeleceram na cidade o Império Otomano, de fé islâmica. Constantinopla permaneceu capital do Império Otomano até a sua dissolução em 1922, sendo renomeada Istambul em 1930 pela República da Turquia, surgida após os otomanos terem perdido a Primeira Guerra Mundial A Queda de Constantinopla ocorreu há 561 anos.

Aparecida: Por falar em guerra, o que você da visita da visita do papa Francisco à Terra Santa com apelos à paz? Ele foi pastoral ou político?

Bytes: Eu acho que Francisco foi autêntico. Mas muitos viram atos políticos. Enquanto guiava o papa pela mesquita Al-Aqsa, o xeque Mohammad Hussein entregou uma carta em que denunciava o sofrimento dos palestinos e o tratamento aos locais sagrados islâmicos e cristãos em Jerusalém que, segundo ele, passa por um processo de "judaização". O clérigo também abordou os efeitos destrutivos do muro que o governo israelense constrói desde 2002 para cercar os palestinos, pedindo o fim da ocupação, a paz e a segurança para todos. Quando Francisco passou pelo muro construído em Belém, local onde Jesus nasceu, ele fez uma parada inesperada e aproximou-se para rezar. Segundo Ualid Rabah, diretor de Relações Institucionais da Federação Árabe Palestino-Brasileira, o sinal foi significativo porque, para os palestinos, aquele local é o seu “muro das lamentações”.

Aparecida: Por falar em Muro das Lamentações, o papa convidou o presidente israelense Shimon Peres, Prêmio Nobel da Paz, e o seu colega Mahmoud Abbas a orarem pela paz no início de junho sob a cúpula de São Pedro, em Roma. Francisco conseguirá a tão sonhada paz no conflito árabe-israelense?
Bytes: Enquanto fazia o seu pedido no Muro das Lamentações, fragmento do Templo erguido por Herodes e destruído pelos romanos, Israel anunciava a construção de mais 50 casas em Jerusalém Oriental. O local é pleiteado pelos palestinos para ser a capital do seu Estado nacional. Durante a visita do papa, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, acusou Israel de tentar "expulsar" os palestinos, tanto cristãos como muçulmanos, de Jerusalém Oriental.

Aparecida: Por falar em Jerusalém, milhares de nacionalistas judeus, em sua maioria adolescentes e jovens, marcharam ontem pelas principais ruas de Jerusalém, numa demonstração de força perante a população palestina da cidade durante a comemoração do Dia de Jerusalém. A data foi instituída após a anexação da cidade feita por Israel na Guerra dos Seis Dias. A manifestação, que tinha começado na primeira hora da tarde em diferentes pontos da cidade, acabou no Muro das Lamentações, após ter passado pelo Portão de Damasco e atravessado o bairro árabe da Cidade Velha que ficou repleta de bandeiras azuis e brancas, a bandeira de Israel. A multidão marchou entre uma mistura de cânticos religiosos e nacionalistas, sob uma forte vigilância policial que horas antes tinha se preocupado em separar a população palestina e tinha pedido o fechamento dos comércios para evitar atritos. Mesmo assim, foram registrados sucessivos choques primeiro entre a polícia e manifestantes palestinos, e depois entre os ativistas judeus e alguns palestinos. Durante a celebração da data, o primeiro-miinistro israelense, Benjamin Netanyahu prometeu não permitir que Jerusalém seja dividida novamente. O que você acha?

Bytes: No domingo, quando o papa já estava em Israel, os palestinos da aldeia de Kufr al-Deek, no norte da Cisjordânia ocupada, acordaram com a movimentação de israelenses aplainando o topo de uma colina próxima. Os moradores da área dizem que a terra é propriedade privada deles, e que o governo israelense está se preparando para construir um novo assentamento judaico no local. Eles temem que isso ajude a consolidar um bloco de cidades israelenses, o que inviabiliará um futuro Estado palestino. "Israel quer ligar suas colônias, de Ariel até a costa, e eles precisam das nossas terras para fazer isso", disse o morador Ismail Taha, rouco de tanto gritar com as dezenas de soldados israelenses que impediam ele e outros moradores de chegar ao trabalho na segunda-feira. Os moradores dizem que alguns acampamentos começaram a aparecer na semana passada e eles temem que esse seja o núcleo de uma nova comunidade. "Isso é roubo, e nós não temos meios para nos defender. Enquanto eles têm tribunais tendenciosos, a polícia e o Exército, nós não temos dinheiro nem poder. Nós somos pacíficos, mas apenas sobre os nossos cadáveres eles conseguirão tomar a nossa terra", ameaçou Taha. O movimento israelense "Paz Agora" disse que o governo de Netanyahu avançou com planos para construir quase 14 mil novas casas em terras ocupadas no período de 9 meses das negociações de paz com os palestinos em julho do ano passado. O Tribunal Internacional de Justiça considera os assentamentos ilegais. Embora a União Europeia afirme que os "deplora", e os Estados Unidos os chamem de "ilegítimos", poucas medidas foram tomadas para impedir a sua propagação.

Aparecida: O Egito tomará posição tradicional em favor dos palestinos?

Bytes: Os egípcios precisam consolidar a sua democracia e a suas fronteiras. Na vizinha Líbia, a primavera é de "fogo". A embaixada dos Estados Unidos e missões diplomáticas europeias em Trípoli têm manifestado preocupação com a escalada da violência no país após o general desertor Khalifa Hifter ter invadido o Parlamento e declarado uma ofensiva contra as milícias e parlamentares islâmicos.
Aparecida: Por falar em Hifter, ele organizou uma operação antiterrorista na qual as bases de extremistas líbios na zona de Benghazi foram submetidas a uma série de ataques aéreos efetuados por dois aviões da Força Aérea da Líbia. No dia 16 de maio, o general começou a operação militar “Dignidade da Líbia” contra grupos de islamistas. Em dois dias de combates, com o emprego de aviões, foram mortas mais de 80 pessoas e centenas ficaram feridas. O primeiro-ministro Ahmed Maiteeq ganhou um voto de confiança do Parlamento no domingo, tem o apoio dos Estados Unidos, mas parece fraco para conter os milicianos. A Líbia terminará numa guerra civil? Haverá refugiados?

Bytes: O que podemos afirmar é que refugiados sírios na embaixada da Síria no Líbano agitavam ontem bandeiras, erguiam e beijavam fotos de Bashar al-Assad, que deve conseguir a reeleição. O mesmo sentimento era encontrado em outras partes do mundo porque há o desejo de voltar para casa. Diversos países que se opõem a Assad, incluindo a França, proibiram a votação, mas o governo sírio disse que as pessoas ainda estariam aptas a votar em muitos países. No Líbano, onde se encontram um milhão de sírios, a maior parte deles refugiados, as pessoas foram levadas de ônibus para a embaixada em Beirute, com os veículos bloqueando uma das três principais estradas e homens e mulheres agitando bandeiras da Síria e segurando retratos de Assad. A agência de notícias Reuters divulgou que muitos eleitores tinham sido pressionados a votar no presidente sírio que está no poder desde 2000 ao assumir o cargo logo após a morte do pai. A pressão foi exercida por grupos libaneses pró-Assad e muitos refugiados afirmaram que os ônibus que os transportaram até a embaixada foram pagos pelos defensores do regime sírio. A TV estatal da Síria disse que a votação ocorria em 43 embaixadas e transmitiu imagens de Kuala Lumpur, Teerã e Amã.

Aparecida: Por falar em Síria, a ONU informou que a destruição do arsenal químico do país não acontecerá antes de 30 de junho, prazo determinado no acordo de 2013 para impedir os ataques aéreos dos Estados Unidos. Numa carta enviada ao Conselho de Segurança, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu ao governo sírio que finalize as operações de remoção do arsenal o mais rápido possível, como pediram as autoridades. “No entanto, está evidente que atividades relativas à eliminação do programa de armas químicas da Síria continuarão além de 30 de junho de 2014”, afirmou o secretário, que também expressou preocupações com as alegações de que gás de cloro foi usado em confrontos recentes no país, e pediu às partes envolvidas na disputa que cooperem com as investigações da Organização para a Proibição de Armas Químicas, que deverá estender seu trabalho na Síria. A linha vermelha será ultrapassada?

Bytes: O que podemos afirmar é que o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, acha que a Organização para a Proibição de Armas Químicas deveria enviar especialistas para investigar se houve uso de armas químicas em Odessa, na Ucrânia. O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia informou que na Casa dos Sindicatos foram encontrados vestígios de clorofórmio e que 32 pessoas morreram, não devido a altas temperaturas, mas devido a uma substância desconhecida. Anteriormente o deputado do Conselho Distrital de Odessa Vadim Savenko tinha declarado que as autoridades de Kiev escondiam os números verdadeiros de vítimas que morreram na Casa dos Sindicatos. Um número muito maior, 116 pessoas teriam morrido, segundo os seus próprios dados. A linha vermelha depende da "força", a terceira fonte de poder. Para os capitalistas, meia palavra basta.

Aparecida: Por falar em força, milhares de pessoas foram às ruas de Colônia no sábado para protestar contra a visita do primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan à cidade alemã. Ele participou de um ato da União Democrata Turco-Europeia, aliada de seu partido, o Justiça e Desenvolvimento. Segundo a polícia, 30 mil manifestantes participaram da marcha contra Erdogan, enquanto a comunidade alevita, que organizou o protesto, afirma que a manifestação contou com mais de 50 mil pessoas. O governante turco foi chamado de "assassino" e "lobo em pele de cordeiro" pela multidão, que fez um minuto de silêncio em homenagem às vítimas da tragédia de 13 de maio na mina de carvão da cidade turca de Soma. O que você acha?

Bytes: Erdogan dividiu a cidade alemã. No evento, o líder turco foi recebido por cerca de 15 mil pessoas com cartazes dizendo "Nós estamos com você", "Mártir Erdogan" e "A Turquia se sente honrada com você", como demonstração de apoio. Ele criticou a cobertura da imprensa alemã sobre a explosão da mina em Soma, que deixou pelo menos 301 mortos. E acusou alguns veículos de comunicação de tentar explorar a tragédia e ofender o governo turco, citando como exemplo uma revista alemã que chegou a trazer a manchete "Pro inferno com Erdogan". O prefeito de Colônia, Jürgen Roters, classificou a visita como "provocação" e pediu moderação a apoiadores e opositores do primeiro-ministro turco. A Alemanha tem o maior número de imigrantes com descendência turca na Europa, o que causa conflitos permanentes com grupos neonazistas.

Aparecida: E como pensa o governo dos Estados Unidos?

Bytes: Deu no jornal "O Globo" de 23 de maio de 1964, cuja manchete foi "Planos apreendidos revelam o que fariam os comunistas. Incêndios, execuções em massa, depredações e saques simultâneamente em tôdas as cidades. Os ministros de Estado e dos presidentes do Supremo Tribunal Federal, do Senado e da Câmara seriam tomados como reféns e fuzilados sumàriamente no caso de fracasso parcial do golpe vermelho, segundo o ´programa de ação´ apreendido pelo Exército e revelado em Belo Horizonte pelo General Carlos Luís Guedes, comandante da 4ª Região Militar". E mais: "A Caixa financiava a subversão. Este é o comprovante assinado por D. Maria Teresa Goulart, pelo recebimento de um ´auxílio´ - para a Casa do Menor Jornaleiro - da Caixa Econômica Federal, e cujo cheque foi descontado no dia 13 de março, data do comício da Central. Além de ser ilegal o fornecimento de auxílios pela CE, possivelmente a Casa do Menor Jornaleiro, segundo supõe o IPM que apura êstes fatos, não recebeu os cinco milhões. D. Maria Teresa recebeu, ainda no dia 13 de março, um outro cheque no valor de dez milhões de cruzeiros, como ´auxílio´ para as obras da Faculdade de Medicina do Espírito Santo, entidade inexistente". E mais: "Consagração popular a Castelo Branco no Rio Grande do Sul. Em Pôrto Alegre e em Osório, onde iniciou sua visita ao Sul desde que assumiu o poder, o Presidente da República foi entusiàsticamente aplaudido pelo povo, tendo afirmado à imprensa, no Palácio Piratini, que o Govêrno tem a obrigação de não perturbar o estado de Goiás, e que o Conselho de Segurança Nacional não recebeu qualquer representação contra o Rio Grande do Sul. Em Osório, declarou que o Estatuto da Terra será a base da reforma agrária que levará ao campo da verdadeira justiça social. Prometeu, mais, que o govêrno tudo fará para que a realidade venha a ser maior que as esperanças".

Aparecida: Deu no jornal "O Globo" de 23 de maio de 2014, 50 anos depois: "Piora no cenário. Governo agora prevê inflação mais alta. E vai contar com R$ 5,6 bilhões a mais em receitas extras este ano. Estimativa para IPCA foi elevada a 5,6%. Dinheiro de renegociação de dívidas tributárias será usado para fechar as contas". E mais: "Ibope: Dilma se recupera, mas cresce a chance de 2º turno. Aécio e Campos sobem mais que petista e percentual de eleitores indecisos diminui". E mais: "Lava-jato. Doleiro fez depósitos para Collor. A Polícia Federal encontrou no escritório do doleiro Alberto Yousseff, preso na Operação Lava-Jato, comprovantes de oito depósitos para o senador Fernando Collor (PTB-AL) no valor total de R$ 50 mil. A informação está no relatório da Justiça Federal no Paraná enviado ao STF. O senador não se manifestou ontem".

Bytes: O jornal "O Globo" publicou o editorial "Lições e alertas na onda de greves". "Há poucos registros, nos últimos tempos, de uma sucessão de greves como a atual. Policiais pararam em Pernambuco, e a ausência de policiamento deu margem a saques no comércio do Recife; motoristas de ônibus, primeiro no Rio, depois em São Paulo, transtornaram a vida de centenas de milhares de pessoas nas duas maiores cidades do país; professores também voltam a cruzar os braços. E talvez a temporada de paralisações vá além. (..) Mas não se pode menosprezar a ajuda que a inflação dá ao discurso grevista de lideranças sindicais. Os efeitos da leniência voluntária com a alta dos preços assumida pelo governo Dilma teriam, então, chegado às ruas".

Aparecida: A greve dos rodoviários foi um sucesso ou um fracasso? O G1, portal da Globo, ouviu os dissidentes que afirmaram que 60% da frota de ônibus estava parada e não 10%. O que você acha?

Bytes: Nas ruas já dava para sentir a verdade. Na quinta-feira passada, o jornal "El País" repercutiu o fato, demonstrando a preocupação sobre o movimento paradista próximo à realização da Copa do Mundo no Brasil. Segundo o diário espanhol, as atenções estariam voltadas para os motoristas de ônibus e os policiais, vinculados diretamente com a questão do transporte e de segurança, dois serviços que seriam fundamentais para os visitantes durante o Mundial. Para os capitalistas, meia palavra basta.

Aparecida: Por falar em verdade, o que você acha da ligação do Collor com o doleiro?

Bytes: Não há muita convicção na acusação, mas vamos esperar os próximos capítulos. Antes da denúncia ganhar fôlego por causa dos oito recibos de depósitos que teriam sido efetuados pelo doleiro na conta do ex-presidente, Collor fez um pronunciamento no Senado com críticas à "imprensa velha" por não aceitar a sua inocência após decisão do Supremo Tribunal Federal. Citando algumas reportagens recentes, algumas delas publicadas pela Revista "Veja" e pelos jornais "Folha de S.Paulo" e "Estado de São Paulo", o senador acusou a mídia de continuar desvirtuando fatos, "ludibriando a população com informações erradas". Uma semana após o pronunciamento no Plenário, curiosamente, veio a "bomba" dos depósitos feito pelo doleiro. Collor nega. Ele acusou a revista "Veja" de, após ser condenada a pagar uma indenização de R$ 1,4 milhão por calúnia, injúria e difamação, tentar mais uma vez atingi-lo. Para o parlamentar, desde a primeira reportagem, ficou clara a tentativa de vincular seu nome à operação da Polícia Federal. "Como sempre, levantaram suspeitas, camuflaram informações, emitiram insinuações e, pior, fizeram acusações", acusou.

Aparecida: Por falar em informação, por que houve polêmica na Argentina sobre a mensagem enviada pelo papa Francisco à presidente Cristina Kirchner?

Bytes: Segundo o colega gaiato lá da facû, é porque havia interesse em saber se Francisco é a favor ou contra a presidente argentina. Como houve negativa no início por parte de alguns integrantes da Santa Sé sobre o envio da correspondência, aumentou o suspense sobre o teor da carta. Para os capitalistas, meia palavra basta.

Aparecida: Por voltar a falar em Francisco, ele conseguirá a união no cristianismo? O papa visitou a Igreja do Santo Sepulcro em companhia do patriarca ortodoxo de Constantinopla, Bartolomeu (acima). Eles assinaram uma declaração comum, pedindo progresso na aproximação entre suas igrejas, quase dez séculos depois do grande cisma que dividiu o cristianismo. O que você acha?

Bytes: O papa Paulo VI foi o primeiro a se encontrar com um patriarca ortodoxo de Constantinopla a fim de promover a união dentro do espírito do Concílio Vaticano II. Mas o próprio Paulo VI foi ao encontro com a seguinte dúvida: "Se na convivência forçada em Jerusalém já há disputa, imagine sem haver a necessidade de coabitação". Meio século depois, Francisco repete o ato. Vamos torcer. Afinal, a dialética entre o cristianismo oriental e o ocidental tem um tempo de validade na compressão tempo-espaço. Para os capitalistas, meia palavra basta.

Aparecida: Por falar em divisão, o que você achou da polêmica entre Francisco e o premier israelense sobre a língua usada por Nosso Senhor Jesus Cristo para se comunicar. Ele falava hebraico ou aramaico?

Bytes: O que podemos afirmar é que no evento de Pentecoste, todos entendiam a voz do Espírito Santo. Para os capitalistas, meia palavra basta.

Aparecida: Ah, entendi! Está escrito em "Ato dos Apóstolos": "Chegando o dia de Pentecoste, estavam todos reunidos num só lugar. De repente veio do céu um som, como de um vento muito forte, e encheu toda a casa na qual estavam assentados. E viram o que parecia línguas de fogo, que se separaram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito os capacitava. Havia em Jerusalém judeus, devotos a Deus, vindos de todas as nações do mundo. Ouvindo-se o som, ajuntou-se uma multidão que ficou perplexa, pois cada um os ouvia falar em sua própria língua. Atônitos e maravilhados, eles perguntavam: "Acaso não são galileus todos estes homens que estão falando? Então, como os ouvimos, cada um de nós, em nossa própria língua materna? Partos, medos e elamitas; habitantes da Mesopotâmia, Judeia e Capadócia, do Ponto e da província da Ásia, Frígia e Panfília, Egito e das partes da Líbia próximas a Cirene; visitantes vindos de Roma, tanto judeus como convertidos ao judaísmo; cretenses e árabes. Nós os ouvimos declarar as maravilhas de Deus em nossa própria língua!" Atônitos e perplexos, todos perguntavam uns aos outros: "Que significa isto?" Alguns outros, todavia, zombavam e diziam: "Eles beberam vinho demais".

Tico: No dia de hoje ocorreu a tragédia do Estádio do Heysel, na Bélgica, quando 38 pessoas morreram e 375 ficam feridas durante a final da Taça dos Campeões da Europa. O campeonato estava sendo disputado entre o Liverpool, da Inglaterra, e o Juventus, da Itália. A possibilidade de confrontos entre os adeptos de ambas as equipas foi, desde início, ponderada pelas autoridades belgas, que anunciaram uma série de medidas como a proibição de venda de bebidas alcóolicas nas proximidades do estádio. A maior parte dos bares, no entanto, continuou a trabalhar normalmente e a servir os torcedores dos dois times. Os distúrbios começaram ainda fora do estádio com ingleses e italianos trocando provocações. Uma joalheria chegou a ser roubada. Contrariamente ao previsto pela polícia, o lado norte do estádio estava compartilhado por adeptos das duas torcidas, separados apenas por uma pequena barreira e alguns polícias. Os britânicos lançaram o primeiro "ataque" e os distúrbios começaram a ganhar proporções incontroláveis. As grades que separavam as bancadas cederam devido à pressão humana, provocando a tragédia. Dezenas de espectadores italianos foram pisados pelos hooligans, que usaram barras de ferro para bater nos rivais. Na confusão com espectadores em pânico, o muro caiu, arrastando na queda mais algumas dezenas de pessoas. Os torcedores ingleses foram responsabilizados pelo incidente, o que resultou na proibição das equipas britânicas participarem em competições europeias por um período de cinco anos. A opinião pública inglesa condenou a ação dos hooligans com declarações condenatórias da rainha Elizabeth II que apoiou a punição. Há 29 anos.

Teco: No dia de hoje estourou na Argentina o movimento de trabalhadores e estudantes conhecido como Cordobazo. O levante civil foi na cidade de Córdoba durante a ditadura militar do general Juan Carlos Onganía. O movimento começou com uma greve geral em Córdoba que foi reprimida com violência pela polícia. No dia seguinte foi convocada uma paralisação da atividade econômica em todo o país. Onganía tomou o poder no golpe militar de 1966 intitulado "Revolução Argentina" que derrubou o presidente constitucional Arturo Illia, da União Cívica Radical. O regime de Onganía imediatamente suspendeu o direito de greve, congelou os salários dos trabalhadores, enquanto o ministro da Economia,Adalbert Krieger Vasena , decretou uma desvalorização de 40% do peso e aumentou a idade mínima para se aposentar. O general implementou também a "lei sobre a repressão do comunismo" e ordenou a polícia política a prender ativistas e sindicalistas contrários ao regime, além de ordenar a vigilância das universidades por serem consideradas focos "de subversão e do comunismo", No dia 15 de maio, houve manifestação Universidade de Corrientes após o aumento no preço das refeições, que terminou com um morto. Dois dias depois o estudante Adolfo Bello foi morto durante um protesto na cidade de Rosário. No dia 21 de maio, o estudante Luis Blanco, de 15 anos, foi assassinado pela polícia durante uma marcha silenciosa de 4 mil pessoas na cidade pela morte de Bello. Finalmente, no dia 29 de maio ocorreu o Cordobazo, também com morte. A ditadura militar argentina enviou o Exército para acabar com o movimento paradista dos trabalhadores. Os jornais argentinos afirmaram que a repressão era necessária para acabar com uma "suposta conspiração comunista". Há 45 anos.

Bytes: Hoje é o Dia Internacional dos Trabalhadores das Forças de Paz das Nações Unidas. A primeira operação de manutenção da paz das Nações Unidas ocorreu em 1948, após o estabelecimento do Estado de Israel, no Médio Oriente. Em 1997, ano do aniversário de 50 anos da existência de missões de paz, o Conselho de Segurança das Nações Unidas criou por meio de resolução a medalha Dag Hammarskjöld, uma comenda entregue àqueles que perderam suas vidas em missões de manutenção da paz das Nações Unidas. A primeira medalha foi entregue pelo então secretário-geral Kofi Annan à família do segundo a ocupar o posto de Secretário-Geral das Nações Unidas, Dag Hammarskjöld, que perdera sua vida em 1961 na queda de um avião enquanto buscava terminar o conflito no Congo. Outras duas medalhas foram entregues na mesma ocasião, uma para a família do comandante René de Labarrière, o primeiro a morrer em uma missão de paz em 6 de julho de 1948, e outra para a família do Conde Folke Bernadotte, que foi assassinado em Jerusalém no dia 17 de setembro de 1948 por uma milícia judaica quando exercia a função de mediador para a resolução da questão palestina.

Aparecida: No dia de hoje nascia, há 97 anos, o presidente John Kennedy. Eleito em 1960, o democrata se tornou o segundo mais jovem presidente do seu país, depois de Theodore Roosevelt. Ele foi presidente de 1961 até o seu assassinato em 1963. Durante o seu governo houve a Invasão da Baía dos Porcos, a Crise dos Mísseis de Cuba, a construção do Muro de Berlim, o início da Corrida espacial, a luta sangrenta do Movimento dos Direitos Civis e os primeiros eventos da Guerra do Vietnã. O seu assassinato é incluído na Teoria da Conspiração e foi retratado no filme "JFK - a pergunta que não quer calar", de Oliver Stone.

Bytes: No dia de hoje morreu, há 15 anos, o atleta brasileiro João Carlos de Oliveira, o João do Pulo. Órfão de mãe, começou a trabalhar aos sete anos de idade, como lavador de carros. Em 1973, treinado pelo então professor da USP Pedro Henrique de Toledo, o Pedrão, quebrou o recorde mundial junior de salto triplo no Campeonato Sul-Americano de Atletismo com a marca de 14,75 m. Em 1975, já como atleta adulto nos Jogos Pan-Americanos da Cidade do México, o cabo do Exército Brasileiro conquistou a medalha de ouro no salto em distância com a marca de 8,19 m e, em 15 de outubro, também a medalha de ouro no salto triplo, com a incrível marca de 17,89 m, quebrando o recorde mundial desta modalidade em 45 cm, e que pertencia ao soviético Viktor Saneyev. Após um acidente automobilístico, perdeu uma das pernas. Foi parlamentar, perdeu eleições e morreu, em 1999, de cirrose hepática. A sua história foi retratada pelo "Esporte espetacular", da Rede Globo, como tributo no ano que completava dez anos de sua morte.

Aparecida: No dia de hoje nasceu, há 56 anos, a atriz estadunidense Annette Bening. Quatro vezes indicado ao Oscar e nenhuma vitória, ela foi elogiada por seus desempenhos em "Os imorais", de Stephen Frears; e "Beleza americana", de Sam Mendes.

Bytes: Ontem eu fui assistir ao filme "Praia do futuro", de Karim Aïnouz. A obra não tem um roteiro tradicional porque a história pouco importa e sim o que os personagens estão "sentindo". O trio de protagonistas dão um show de dramaticidade, um belo trabalho da preparadora de elenco Fátima Toledo. A fotografia é uma beleza à parte. Quem vai em busca do convencional sairá frustrado. É cinema de autor. Há longas cenas de "silêncio", outras de movimento frenético. Ambas se sucedendo. Entre elas, há um garoto jogando basquete, sendo observado pelos personagens do brasileiro Wagner Montes e do alemão Clemens Schick, ao lado de uma mulher. Para o espectador, há a expectativa de que o pequeno jogador terá alguma relevância no enredo. A cena, no entanto, é apenas uma escada para o personagem de Wagner andar pela escola e observar uma fórmula de física quântica no quadro negro. O garoto não é explicado, assim como a relação entre o brasileiro e o alemão. Ora estão brigando, ora se amando. O motivo? Pouco importa para Ainouz. O importante é a "força interior" dos sentimentos. Neste quesito, o cineasta brasileiro conseguiu o seu objetivo.

Aparecida: Eu li nos jornais que Aïnouz cortou diálogos para priorizar a imagem. O que você achou da polêmica envolvendo o filme após uma sala de cinema na Paraíba ter carimbado um ingresso informando que o espectador foi "avisado" sobre a tema? Segundo a imprensa, muita gente sai no meio do filme. Em Niterói, uma espectadora em Niterói reclamou que não tinha ido ao cinema para assistir um "filme gay". O Brasil é homofóbico?

Bytes: Por não ter história convencional, a impressão que fica é que um filme de gay para gay, comum em festival LGBT que ocorre no país. A desconstrução do herói é uma das intenções de Ainouz, assim como de Wagner Moura, conhecido pelo personagem do capitão Nascimento do "Tropa de Elite". Não é à toa que Moura é um militar do Corpo de Bombeiros, enquanto o de Schick é um ex-combatente das tropas da Otan no Afeganistão que tinha um caso com um colega militar também da aliança militar ocidental, casado e pai de dois filhos, que morre logo no início. Sem nunca ter exibido a face na tela. O estopim para a reavaliação existencial do salva-vida do Corpo de Bombeiros de Fortaleza dentro do "arquétipo do macho". A cena de sexo anal, não explícita, em que o personagem de Wagner é penetrado pelo companheiro exibe a força dramática ao mostrar o receptor satisfeito em receber a "energia" que necessitava como sinônimo de vida. A queda do super-herói na cabeça do irmão dele, ainda menino, resulta na mudança de personalidade. Ao ir a Berlim em busca do irmão, o personagem de Jesuíta Barbosa, também em grande desempenho, comenta: "Fugiu para que ninguém saiba que você dá o c... no Polo Norte". É uma das poucas cenas que o público ri. Sem mais a visão do "herói", o irmão salva-vida, o jovem passa a viver apenas de "sensações". Ainouz deixa claro a sua visão sobre a "Praia do Futuro". Assim como a diferença entre a quente e clara praia brasileira, "invadida" por alemães e italianos, e a praia alemã fria e sombria. No fim a maioria do público se entreolha, como se perguntasse sobre a ausência do tempo e do espaço: "Você entendeu alguma coisa?" Vai além do sexo gay.

Aparecida: Por falar em sexo, foi publicado que as confissões da primeira dama Jaqueline Kennedy Onassis sobre traição. Você acha que é para acabar com o "mito" Kennedy?

Bytes: A Teoria da Conspiração voltou à tona a ex-estagiária da Casa Branca Monica Lewinsky ressuscitou dos mortos após a divulgação de que Hillary Clinton, ex-secretária de Estado dos EUA, seriam eleita presidente se a eleição fosse hoje. O que sabemos é que, se realmente for candidata, ela tem que estar preparada para as "sapatadas".

Aparecida: O deputado Jean Wyllys está certo? A direita está saindo do armário?

Bytes: O que podemos afirmar é que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos informou que a inflação de alimentos no país pode aumentar de entre 2,5 a 3,5 por cento em 2014, Os preços no varejo para alguns tipos de carne, já em preços recordes, devem continuar subindo. No ano, o Deparmento prevê aumento de 5,5 a 6,5 por cento para a carne bovina e de 3 a 4 por cento para a carne suína. "A seca contínua na Califórnia poderá potencialmente ter impactos grandes e duradouros sobre os preços de lácteos, frutas e ovos, e as condições de seca no Texas e Oklahoma podem elevar ainda mais os preços da carne bovina", informou. Como os preços de energia e alimento são retirados do cálculo do núcleo da inflação, o controle sobre o valor da moeda será diferente do que no Brasil. Para os capitalistas, meia palavra basta.

Aparecida: E como pensa o governo dos Estados Unidos?

Bytes: Deu no jornal "O Globo" de 25 de maio de 1964, cuja manchete foi "Quase 300 mortos no conflito em Lima após o jôgo entre Peru e Argentina": "Quando a Argentina vencia ontem o Peru por 1 x 0 pelo Pré-Olímpico, houve falta de Lobatón em Morales, da Argentina, que assim marcou goal contra. O juiz Angel Pazo viu a falta e anulou o tento. Primeiro foram jogadas garrafas e pedras no gramado, que acabou sendo invadido pelos exaltados. A polícia reagiu, usando gases lacrimogêneos, enquanto os torcedores queimavam e quebravam as dependências do estádio. A revolta da torcida peruana resultou em 292 mortos. As mortes foram provocadas pela tentativa da multidão de sair do estádio, que tinha as portas fechadas, na ânsia de escapar das bombas de gases. A maioria dos mortos é mulheres e crianças. Quando os remanescentes da verdadeira batalha campal livraram-se dos policiais, partiram para a cidade, a pé, incendiando automóveis e quebrando as casas comerciais pelo caminho". E mais; "O senador Juscelino Kubitschek, a propósito de notícias afirmando sua disposição de retirar sua candidatura à Presidência da República, prestou ontem ao GLOBO a seguinte declaração: Só deixarei de ser candidato pela morte ou pela violência prepotente. Nada tenho a retirar, porque a candidatura não me pertence. Representa ela, neste momento, a própria sobrevivência da democracia. Não me estão visando, mas apenas ao candidato". E mais: "Não foi descontado o cheque de 5 milhões. Em carta ao Diretor-Redator-Chefe de O GLOBO a Sra. Yara Lopes Vargas esclarece que o cheque emitido pela Caixa Econômica Federal, no valor de cinco milhões de cruzeiros, em favor da Casa do Pequeno Jornaleiro, não foi descontado, nem o poderia ser, senão pela direção daquela instituição assistencial, por se tratar de um cheque nominal. A Sra. Maria Tereza Goulart recebeu o cheque e confiou à guarda à missivista, pois desejava entregar pessoalmente à Sra. Darci Vargas, o que não pôde fazer em face dos acontecimentos politico-militares. A carta da Sra. Yara Vargas, esclarecendo o assunto, foi uma reposta à informação de primeira página de O GLOBO de 23.05.64, sob o título ´A Caixa financiava a subversão´, na qual a reportagem afirmava que a Sra. Maria Tereza Goulart recebeu no dia 13 de março próximo passado, e descontou na mesma data, um cheque de cinco milhões de cruzeiros destinado à Casa do Pequeno Jornaleiro".

Aparecida: Deu no jornal "O Globo" de 25 de maio de 2014, 50 anos depois: "Descendo a ladeira. Alta da inflação ameaça diminuir a classe C. Preços elevados retiram R$ 73 bilhões do potencial de consumo de 108 milhões de brasileiros. Governo rebate, e ministro diz que o IBGE deveria rever peso dos alimentos no cálculo dos índices". E mais: "Eleições pelo mundo. Países divididos vão às urnas. A Ucrânia, fraturada entre nacionalistas e separatistas; o Egito, rachado entre islamitas e liberais; e a Colômbia, onde paz com as Farc polariza opiniões, elegem novos presidentes entre hoje e terça-feira". E mais: "Correa pede reeleição ilimitada no Equador. O presidente do Equador, Rafael Correa, pediu ontem que a Assembleia Nacional, onde tem maioria, vote uma reforma para permitir a reeleição ilimitada de todos os cargos populares, o que lhe permitiria buscar a terceira reeleição em 2017. ´Pessoalmente, o povo equatoriano, queridas irmãs e irmãos, minha decisão sobre a nova candidatura presidencial será tomada em função do que defina o movimento ao qual pertenço, o Aliança País´, disse o presidente, no poder desde 2007".

Bytes: Um dos editoriais de domingo foi "Venezuela em estado terminal e falência na Argentina": Reportagem recente do Jornal Nacional, feita em Buenos Aires, mostrou o crescimento das vendas de máquinas de contar cédulas. O motivo: com a disparada da inflação, aumenta bastante a quantidade de cédulas em circulação. Para não perder tempo, comerciantes passam a usar estas máquinas, normalmente de uso quase exclusivo de bancos, em tempos normais. O fenômeno é conhecido. Fazem parte dos compêndios de história econômica cenas de carrinhos de mão lotados de cédulas levados pelas ruas na Alemanha, durante a hiperinflação dos anos 1920. A própria Argentina passou por experiência semelhante no governo de Raúl Alfonsín, na década de 80. Durantes alguns dias, no auge da crise, no fim do melancólico governo do líder do União Cívica Radical, faltaram cédulas de austral (moeda lançada à época) nas casas de Câmbio da calle Florida, porque uma rotativa da Casa da Moeda havia quebrado. Não se pode dizer que a história se repetirá. Mas o argentino, não é de hoje, já reage diante do risco de um videoteipe de maneira previsível: procura poupar em dólar. As perspectivas são, no mínimo, sombrias".

Aparecida: A carestia será um problema latino-americano? Afetará o PIB brasileiro?

Bytes: O que podemos afirmar é que o jornal britânico "Financial Times" publicou reportagem no domingo sobre a economia brasileira. Apesar de reafirmar que o crescimento do PIB será baixo, o diário comenta, com perplexidade, a vinda de "poupança externa" para o Brasil. As multinacionais descobriram as entradas e bandeiras dos desbravadores paulistas. De acordo com o texto, a multinacional alemã SAP afirmou que a área de software no Brasil cresceu 40% no ano passado, enquanto a Global Logistic Properties, maior provedora asiática de modernas facilidades logísticas, está mirando novo desenvolvimento em 2014, igual a aproximadamente 29% do portfólio existente. Em março, o American Internacional Group disse que a expectativa para os rendimentos é de 40% em 2014. A seguradora norte-americana está querendo tornar o Brasil um dos maiores cinco mercados até 2017. A Anheuser-Busch InBev, maior cervejaria do mundo, previu em fevereiro um retorno de crescimento impressionante no Brasil este ano.

Aparecida: As vendas reais nos supermercados em abril foram 2,82% superiores às registradas em março e 10,29% maiores do que em igual mês do ano passado. No acumulado desde janeiro, houve crescimento de 2,05%. Em valores nominais, as vendas tiveram expansão de 3,51% sobre março; 17,22% sobre abril de 2013 e 8,11% no quadrimestre. Em nota à imprensa, o presidente da Associação Brasileira de Supermercados, Sussumu Honda, destacou que a manutenção do emprego e renda tem favorecido o aquecimento no setor e que, especificamente em abril, houve a influência da demanda maior por causa da Páscoa. “Nossa expectativa é que essa tendência de crescimento continue”, destacou. O que você acha?

Bytes: O importante é que todos estão expressando o que estão "sentindo" porque assim estão "vendo". Não há preço que pague a excelência do capitalismo, a "riqueza das nações". E dentre ela a liberdade que resultará na igualdade e na fraternidade. Hoje eu assisti ao filme "A igualdade é branca", do cineasta polonês Krzysztof Kieslowski, uma produção francesa. O filme é considerado o mais fraco da trilogia do diretor. A história gira em torno de Karol Karol, um emigrante polonês, casado com uma francesa. Apaixonado por sua mulher, Dominique, ele precisa lidar com um pedido de divórcio e um julgamento sem sequer falar uma palavra em francês. Humilhado, Karol acaba se tornando mendigo no metrô de Paris e encontra outro polonês, também revoltado com o sistema. Juntos, eles retornam à Polônia, jurando vingança. O filme aborda o tratamento que os franceses dão aos turistas e emigrantes que vivem na França, sem ter o direito a um intérprete, sendo obrigados a assinar documentos. Onde está a igualdade proposta na história do país e na luta dos revolucionários? Ela não ultrapassa as fronteiras da França?

Aparecida: No dia de hoje os membros da Sociedade de Amigos dos Direitos Humanos em Paris escolheram o lema "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" para a sua bandeira, sendo o estandarte para Revolução Francesa. A ideia do grupo era que cada soldado levasse esses dizeres numa placa no peito para ressaltar a importância da união das diferentes classes sociais para a derrocada da monarquia francesa de Luis XVI. O slogan foi citado na Constituição francesa de 1946 e 1958. Durante a ocupação nazista na Segundo Guerra Mundial o lema foi substituído pelo Governo de Vichy com a frase "Trabalho, Família e Pátria", para tirar qualquer interpretação subversiva do movimento iniciado no século XVIII. Há 223 anos.

Bytes: No dia de hoje foi publicada na União Soviética a primeira edição da revista semanal “Futebol”, com informações sobre o esporte no país. Há 54 anos.

Aparecida: Eu me lembro como se fosse hoje a edição do “Jornal Nacional” sobre o fim da União Soviética. Nos esportes, os soviéticos eram bastantes competitivos, principalmente na obtenção de medalhas de ouro e até no campeonato europeu. Mas o seu Carlos disse, exaltado: “O Massacre de Heysel deixou os britânicos envergonhados, mas hoje as torcidas inglesas são exemplares, assim como os times são uma máquina de faturar dinheiro. A liberal Inglaterra não é ´populista´ nem no futebol". 

Bytes: Por falar em futebol, a agência de notícias Reuters divulgou que muitos brasileiros vão torcer contra o Brasil por causa dos “gastos” com a Copa. “Nunca antes a Copa provocou estes sentimentos de ódio entre os brasileiros”, disse o cineasta e comentarista esportivo Ugo Giorgetti. “Tem gente que ama futebol, ama o Brasil, mas está torcendo contra a seleção como nunca fez antes”. A Reuters destacou que o coro contra o Brasil é um enorme contraste com a típica caricatura do torcedor de rosto pintado de verde e amarelo, cantando e gritando pela sua seleção ao som de tambores de escola de samba. “Estou torcendo pela Holanda”, disse Marco Silva, consultor de 33 anos do subúrbio do Rio de Janeiro. “Se o Brasil for campeão, toda a corrupção relacionada ao torneio vai ser esquecida. O país não irá acordar”, afirmou. A agência de notícias estadunidense informou também sobre os socos e pontapés no ônibus que levava os jogadores da seleção do Rio de Janeiro para a Granja Comary, em Teresópolis. Imagina como deve estar a cabeça dos turistas.

Aparecida: Por falar em turistas, o que você achou da declaração do ministro da Justiça brasileiro de que eles têm que se sentir seguro no País durante a Copa? Ele disse isso após o confronto entre a cavalaria montada e índios que protestavam por delimitação de terra. O seu Carlos disse, exaltado: "A edição eletrônica da revista ´Veja" exprimiu os nossos sentimentos. Retratou o turista estrangeiro que queria ver a taça exposta em Brasília e acabou se deparando com cenas de ´faroeste´. E lembrou bem da série ´Bonanza´que retrava fielmente a luta por terra durante a guerra civil estadunidense". O que você achou da manifestação que suspendeu a visitação da taça que provocou enormes filas na Capital Federal?

Bytes: Segundo o colega gaiato lá da facû, só falta agora uma cobra morder um turista num hotel cinco estrelas em Manaus para povoar o folclore. Afinal, já teve índio que vivia isolado na Amazônia que meteu medo no estrangeiro e teve cara de “remake” no G1. Índio não quer só apito, mas arco e flecha para destruir a praça dos Três Poderes (acima). Brasília não foi um erro? Quanto á série estadunidense que fez sucesso na TV, eu prefiro a imagem do general Custer que fez parte da guerra civil nos Estados Unidos, assim como participou ativamente da "Guerra dos Índios" quando muitos nativos foram dizimados.

Aparecida: A vizinha evangélica disse que há um profeta lá em Teresópolis dizendo que a cobertura sobre a Copa do Mundo no Brasil será com imagens de desabamentos porque cairá um dilúvio na cidade da Seleção Brasileiro pior do que ocorreu em janeiro de 2011. O que você acha?

Bytes: Há uma diferença entre ausência do espaço de tempo e a psicologia da imaginação. Para os capitalistas, meia palavra basta.

Aparecida: Ah, entendi! Revelou o profeta Daniel no Antigo Testamento, a "Torá judaica": "E no fim do tempo, o rei do Sul lutará contra ele, e o rei do Norte o acometerá com carros e com cavaleiros e com muitos navios, e entrará nas terras e as inundará e passará. E entrará também na terra gloriosa, e muitos países serão derrubados, mas escaparão da sua mão estes: Edom e Moabe, e as primícias dos filhos de Amom. E estenderá a sua mão às terras e a terra do Egito não escapará. E apoderar-se-à dos tesouros de ouro e de prata, e de todas as coisas desejáveis do Egito; e os líbios e os etíopes o seguirão. Mas os rumores do Oriente e do Norte o espantarão e sairá com grande furor para destruir e extirpar a muitos. E armará as tendas do seu palácio entre o mar grande e o monte santo e glorioso; mas virá ao seu fim e não haverá que o socorra".

AO MEU PAI
Rio de Janeiro, 29 de maio de 2014

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Comentário de Nena Noschese em 29 maio 2014 às 22:22

Car Verdadedói,

Beleza de explanação, você é um verdadeiro compêndio histórico. Gostei e valeu lembrar os dizeres insanos do Costa e Silva e Golberi e companhia Ltda.Infelizmente parece que as coisas continuam acontecendo atualmente no mesmo ritmo do pré golpe de 1964, incluindo na nossa "Célula Mater" , os EUA.

Comentário de verdadedoi7 em 3 junho 2014 às 20:36

Obrigado pela observação. Continuamos o nosso conteúdo agradecendo sempre a existência, ainda, de "liberdade de expressão" neste País. Vamos lutar para mantê-la. 

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