PROJETO BRASIL - 2012

Após a Presidente da República vetar pontos que eram polêmicos no Novo Código.

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Florestal, como as distâncias de proteção das margens dos rios e o reflorestamento das áreas alteradas e degradadas pelo homem em suas fazendas, assistia pela televisão um pequeno agricultor lamentar-se como faria agora para recompor suas florestas e  fica-lo dentro da Lei, uma vez que não existem financiamentos para tal prática, e óbvio seguindo pelo ‘coro’ dos grandes latifundiários desse país os quais são políticos de uma das maiores bancadas no Congresso e Senado os ruralistas, dizendo que iriam até a última instância desse país para derrubar o Veto e serem respeitados.

Venho reforçar a tese, que a salvação da Floresta Amazônica, Mata Atlântica e todos os biomas , estão no reflorestamento, principalmente os dois primeiros estão nas mãos dos moradores das regiões, estimulando o setor produtivo seja ele qual for.

Não existirá vida na face da terra sem a floresta, como não acabaremos com a fome enquanto não tivermos uma agricultura forte e responsável, da mesma forma também se não tivermos uma economia aquecida gerando emprego em todos os seguimentos da sociedade civil organizada.Como equacionar as questões acima então?

Desde 2008 que venho propagando em meus editoriais sobre o assunto, dizendo que só haverá resposta a todos esses questionamentos quando a floresta em pé der retorno economicamente ao homem nela inserido, porque quem mais devasta esse planeta são  fazendeiros, madeireiros inescrupulosos, agronegócios, mineradoras e o setor produtivo de uma forma em geral.

Sabermos do interesse internacional em preservarem nossas florestas para suas necessidades e sabem das suas responsabilidades,quando emitem o CO2 na atmosfera, fato esse pelos quais dizimaram as suas reservas florestais a centenas de anos, principalmente no século passado e quando enviam suas ONG’s com o pretexto de preservacionismo, ou especuladores nas compras de imensas áreas com o mesmo pretexto, até despertando em nossa sociedade o alerta com nossa soberania nacional,  porque sabem muito bem o que existe abaixo do solo amazônico.

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O que queremos é o antídoto com as multiplicações da nossa floresta ao invés das derrubadas, tornando as áreas degradadas ou antropizadas por uma necessidade de sobrevivência da economia moderna em tirar tudo que a natureza mãe nos concede com aproveitamento racional, portanto, defendemos a conservação responsável e não a preservação como muitos querem, portanto, dizemos não ao engessamento amazônico.

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O processo se dá com a retirada de madeiras com manejo florestal. A cada hectare derrubado, plantem 3 hectares. Na silvicultura a cada hectare derrubado, plante 6 hectares e o fazendeiro ou agricultor que derrubarem mais de 50% (que não são) e derem  desculpas que isso ocorreu antes da Lei dos 80%,  terão que reflorestarem suas áreas e quando chegar no limite, reflorestarão em outras áreas degradas, com 8 hectares de árvores nativas ou frutíferas para cada , que desmataram. Para os que desmataram criminosamente ou as empresas que por acidente ou intencionalmente degradaram rios e o meio ambiente,terão que plantar 12 hectares de árvores nativas ou frutíferas, enfim todos receberão para recompor as florestas por um “Selo Verde”, menos os criminosos! Quem financiará todo esse processo?

Será a área internacional? Porque isso não se faz com pouco dinheiro. A  necessidade  de todos os continentes de manterem nossa floresta como reserva mundial em florestas naturais em pé é muito grande. O mercado de carbono, será um dos maiores índices da bolsa de valores no mercado competitivo e isso num futuro muito breve. Hoje o MDL e seus financiamentos já tem uma corrida muito grande das grandes potencias mundiais para continuarem jogando seus óxidos de carbono na natureza.

A própria Noruega está fazendo esse papel em discutir o problema e chamando a atenção dos países ricos. Além de evitarem as derrubadas das florestas, procurem alternativas para produzirem energias alternativas mais limpas, colocando o Brasil e a Indonésia, como os primeiros países beneficiados, ressaltando a emissões de CO2. (G1,com informações da Reuters), inclusive foi anunciada pela Noruega a intenção em canalizar bilhões de dólares para investimentos em energias renováveis com contrapartida de que não

derrubem mais florestas tropicais.

A ideia dos Noruegueses é formar uma grande bolsa financeira chamado de (FUNDO VERDE), discutido durante a Conferência do Clima em Copenhague no ano de 2.009, onde os países ricos e investidores privados em defenderem e protegerem as energias verdes com o propósito de combaterem as mudanças climáticas com desenvolvimento com baixo carbono. Na época os países ricos que participaram, prometeram arrecadarem US$. 100 bilhões de dólares anuais até 2.020.

A nossa tese vai ao encontro dessa proposta e mais além,  com esperança de que haja dinheiro para o reflorestamento no setor produtivo e com ganho real de todos. Uma porque o grande lucro não seria com o aumento de áreas para pastagem ou plantação de sojas ou outro produto agriculturável. A EMBRAPA, tem estudos avançados no consórcio de florestas com silvo pastoril, os grandes financiadores, ou seja, os investidores nas florestas e na condução de energia limpa que com certeza obterão os resultados desejados e irão parar de fazer essa celeuma que o Brasil não pode perder divisas, porque não têm áreas para rentabilidade fácil como querem. Isso é discurso de empreendedores arcaicos que não tem ou não querem esse tipo de informação.

O informativo diz, que a Noruega prometeu US$ 537 milhões por ano para ajudar nações em desenvolvimento em projetos de combate ao desmatamento. O Brasil é um dos beneficiados e pode receber ajuda de US$ 1 bilhão até 2015 para aplicar no Fundo Amazônico, segundo o Ministro do meio ambiente da Noruega Erik Solheim em 2009. “A diferença é que no caso da energia, o setor privado será envolvido de maneira muito mais forte”.

Posso não estar mais vivo quando começarem a ver que o Projeto Brasil é uma solução mundial e que essa briga nacional sem o bom senso terá acabado e vermos estáticas o aumento do desmatamento, porém tenho a certeza, que o reflorestamento será a salvação tanto da humanidade como da economia nacional e internacional, em não sofrer tanto com as mudanças climáticas que os céticos não acreditam que estão por vir, dando justificativas que os responsáveis são as emissões naturais que ‘correm’ pelo mundo afora. A falta de educação com o meio ambiente virá por meio de multas e também não havendo repasses de verbas governamentais o que acontecerá com as prefeituras adequando os lixões pelos aterros sanitários até 2.014. Gostaria de estar por aqui, para ver que os homens não precisam perder para ganhar.

Espero que o PROJETO BRASIL, o qual dei o nome ao ler uma matéria de jornal,  a qual dizia que nunca existiu um projeto nessa ‘linha’ em nosso país,  portanto, foi instituído pela Fundação VILLAS-BÔAS para que ELE, possa ecoar no meio daqueles, que mais brigam por quererem a derrubada das florestas e seus biomas nesse país; e não preservam as matas ciliares, através de discurso inverso.

Precisamos reflorestar para que a economia possa crescer e todos saírem ganhando e termos os investimentos onde queremos, ou seja na floresta e sempre  respeitando o tripé = A Economia, o Meio Ambiente e o Homem.

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Paulo Celso VILLAS-BÔAS

Presidente da Fundação VILLAS-BÔAS e

Expedição VILLAS-BÔAS pelo Brasil.

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