PROJETO BRASIL / NORUEGA


Venho reforçar nossa tese que a salvação da FLORESTA AMAZÔNICA, MATA ATLÂNTICA e todos os biomas nacionais estão no reflorestamento, principalmente nos dois primeiros, estão nas mãos de seus moradores das regiões, estimulando o setor produtivo, quer seja ele qual for, pois no projeto Brasil haverá uma inversão de valores sobre o que hoje acontecem com os pseudo’s setores do bem, automaticamente haverá políticas públicas com atração de grandes empresas, por políticas de desenvolvimento regional comunitário, a nosso ver haverá um ganho geral, pois vai gerar real distribuição de renda e equilíbrio ecológico, quer seja na Floresta Amazônica, na Mata Atlântica ou em qualquer Estado desse país.

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Existem duas verdades hoje em jogo:

 

- A dos ambientalistas que querem preservar a vida com o equilíbrio do ecossistema, e assim preservarem a espécie humana e as futuras gerações com fartura de alimentos de qualidade e ao alcance de todos, e também as necessidades da modernidade que evolui em passos rápidos;

 

- E a verdade dos ruralistas, do agronegócio, que por uma verdade radical, imediatista, visando somente o hoje, usando até mesmo os pequenos como escudo para os seus anseios devastadores.

Quem perde com isso é o Brasil! - Por uma insensibilidade dos que hoje tem a força política, por não escutarem e debaterem propostas com serenidade e seriedade de uma problemática que não é de um setor, mas de todos os brasileiros e da humanidade, para que todos saiam satisfeitos.

 

Sabemos do interesse internacional em preservarem nossas florestas para suas necessidades e que sabem das suas responsabilidades nas emissões do CO2 na atmosfera, modelos pelos quais dizimaram as suas reservas florestais a centenas de anos, principalmente no século passado, e, quando enviam suas ONG’s com o pretexto de preservacionismo, ou especuladores nas compras de imensas áreas com o mesmo pretexto, até despertando em nossa sociedade o alerta com nossa soberania nacional.

 

As nossas universidades colocam no mercado milhares de jovens capacitando-os em diversos seguimentos principalmente na cadeia da área ambiental, a cada ano. Para que? Somos capazes sim! Hoje dentro da política nacional, todos os ministérios sem exceção passam pela área ambiental, visando o mercado externo que cada vez esta mais exigente com selo de certificação não admitindo mais a devastação, a contaminação dos alimentos. Para isso, adequando-nos a todos esses fatos, havendo uma discussão internacional sobre o aquecimento global, configurando um futuro catastrófico com outros tipos de fenômenos para a humanidade.

 

A conscientização de qualquer situação ambiental só é alertada nas cabeças das pessoas em épocas de grandes tragédias ou que atingiu seu próprio bolso, ou congressos referindo-se ao tema, processos estes que a maioria dos políticos não acompanha ou são céticos, ou participam quando este redunda em votos.

 

O que queremos é a multiplicação da nossa floresta, sua conservação com sistemas agroflorestais, com manejo sustentável extrativista e de derrubada de árvores. Não aceitamos o Engessamento Amazônico. O engessamento da Amazônia não pode significar a expropriação do espaço natural das populações tradicionais. Em nossa região abolimos a palavra PRESERVACIONISMO, a não ser para os afluentes e efluentes, pois a palavra de ordem é o CONSERVACIONISMO com responsabilidade.

 

O processo se dá com a retirada de madeiras com manejo florestal, a cada hectare derrubado plante 3 hectares. Na silvicultura a cada hectare derrubado, plante 6 hectares, O fazendeiro ou agricultor que derrubaram mais de 50% (que não são poucos) e dão a desculpa de que foi antes da Lei dos 80%, estes terão que reflorestar suas áreas; quando chegar no limite, reflorestarão em outras áreas degradas, com 8 hectares de árvores nativas ou frutíferas para cada hectare que desmataram; Para os que desmataram criminosamente ou as empresas que por acidente ou intencionalmente degradam rios e o meio ambiente, estes terão que plantar 12 hectares de árvores nativas ou frutíferas, Todos receberão para recompor suas florestas, menos os criminosos.

 

Quem financiará todo esse processo?

 

Será a área internacional, e não é com pouco dinheiro, pois a necessidade de todos os continentes de manterem nossa floresta como reserva mundial em florestas naturais em pé é muito grande. O mercado de carbono será um dos maiores índices de uma bolsa de valores no mercado competitivo e isso num futuro muito breve. Hoje os países que se comprometeram com o MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo para auxiliar na redução de emissão de CO2) e seus financiamentos já tem uma corrida muito grande das grandes potenciais mundiais para continuarem jogando seus óxidos de carbono na natureza.

 

A própria Noruega está fazendo esse papel em discutir o problema e chamando a atenção dos países ricos, além de evitarem as derrubadas das florestas, procuram alternativas para produzir energias alternativas mais limpas, colocando o Brasil e a Indonésia como os primeiros países beneficiados. (G1, com informações da Reuters). É anunciada pela Noruega a intenção em canalizar bilhões de dólares para investimentos em energias renováveis com contrapartida de que não derrubem mais florestas tropicais.

 

A idéia dos Noruegueses é formar uma grande bolsa financeira (chamado de FUNDO VERDE, discutido durante a Conferência do Clima em Copenhague no ano de 2.009) onde os países ricos e investidores privados em defenderem e protegerem as energias verdes com o propósito de combaterem as mudanças climáticas com desenvolvimento com baixo carbono. Na época os países ricos que lá estiveram prometeram arrecadar US$. 100 bilhões de dólares anuais até 2.020.

A nossa tese vai ao encontro com essa proposta, mais além, pois com incentivo de que haja dinheiro para o reflorestamento pelo setor produtivo e com ganho real de todos. Porque o grande lucro não seria com o aumento de áreas para pastagem ou plantação de sojas ou outro produto que exija monocultura; a nossa EMBRPA tem estudos avançados no consórcio de florestas com atividades silvopastoris. Os grandes financiadores, ou seja, os investidores nas florestas e na condução de energia limpa com certeza obterão os resultados desejados.

Diz o informativo: Que a Noruega prometeu US$ 537 milhões por ano para ajudar nações em desenvolvimento em projetos de combate ao desmatamento. O Brasil é um dos beneficiados e pode receber ajuda de US$ 1 bilhão até 2015 para aplicar no Fundo Amazônia.

Exclamou o Ministro do meio ambiente da Noruega Erik Solheim. “A diferença é que no caso da energia, o setor privado será envolvido de maneira muito mais forte”, disse o ministro.

Dessa forma, teremos paz no campo e também na cidade, pois teremos o investimento onde queremos que é o no estoque da vida de toda a humanidade.

No nosso país teremos renda e emprego, no campo onde precisaremos de todos os profissionais quer seja geólogos, engenheiros florestais, agrários entre outros tantos, e o mais importante que são os binômios, indígenas, quilombolas, ribeirinhos, e os que chamamos de brasileiros úteis que são as famílias da reforma agrária, e temos certeza que o governo não precisa lançar planos de bolsas, quer seja ela família, ou caça aos miseráveis, como foi anunciado pela presidente, pois todos esses planos não passa de propaganda de governo bonzinho, pois pelo alto imposto que nos são cobrados em cima dos gêneros alimentícios, o que o governo dá, toma de volta com esses impostos, impostos numa irracionalidade econômica que não engolimos.

O que queremos é que essas pessoas e famílias sejam respeitadas como cidadão, e na cidade porque irá gerar renda na indústria, comércio, nos serviços e turismo.

Tenho a premonição de uma coisa, posso não estar mais vivo quando começarem a ver que o Projeto Brasil é uma solução mundial e acabarem com essa briga nacional sem o bom senso, mas tenho a certeza que o reflorestamento é a salvação tanto da humanidade como da economia nacional e internacional para não sofrer tanto com as mudanças climáticas que os céticos não acreditam estar por vir. Gostaria de estar por aqui para ver que os homens não precisam perder para ganhar.

Paulo Celso  VILLAS-BÔAS

Presidente da Fundação VILLAS-BÔAS e

Expedição VILLAS-BÔAS pelo Brasil.

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