O professor Emir Sader é um velho desafeto da mídia. Nos últimos anos, não passou muito mais do que uma semana sem que fosse atacado por ela e, sobretudo, por seus blogueiros, sendo os mais insistentes Ricardo Noblat e Reinaldo Azevedo.

Sader se tornou alvo da mídia – e, sobretudo, da Folha de São Paulo – depois que acusou o pefelê catarinense Jorge Bornhausen de “racista” por ter previsto o fim “dessa raça” de petistas por conta do escândalo do mensalão.

Nomeado para a Fundação Casa de Rui Barbosa, do Ministério da Cultura, concedeu recente entrevista ao jornal para o qual contribuía freqüentemente e para o qual deixou de contribuir após o entrevero com Bornhausen.

matéria da Folha não deixa dúvidas de que o jornal estava em desacordo com a nomeação de Sader, assim como o resto da grande mídia que já não se pode mais chamar de puramente tucana porque parece ter ampliado a sua área de influência.

A demissão do sociólogo constitui um grande alento, na verdade uma imensa alegria para a mídia e, sobretudo, para a cada vez mais poderosa Folha de São Paulo, o que deixa dúvidas sobre quem realmente o demitiu, se o MinC ou o PIG.

eduardoguimaraes.com.br

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Comentário de Simone-Rosa Tupinambá em 3 março 2011 às 18:21

Nuinguém, nem mesmo Ulisses da Odisséia, demitiu alguém que não foi admitido. Se fosse o caso seria exonerado.

Não estou entendendo os nosso prezados blogueiros que reclamam do corporativismo da mídia e criam coisa semelhante. 

Alguém conhece a Fundação Casa de Rui Barbosa?

Agora somos todos a favor das indicações políticas para os cargos do poder? Visitarão Dilma ou o PT para pedir postos? Viraram PMDB?

Sader é muito melhor na Carta Maior.

Ana virou a Geni que curiosamente une a direita e a esquerda.

Comentário de Simone-Rosa Tupinambá em 3 março 2011 às 20:19

Da coluna de Anclmo Góes, do Grobo:

 

RIO - O novo diretor da Fundação Casa de Rui Barbosa será o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos, segundo informou o colunista do GLOBO Ancelmo Gois nesta quinta-feira. Ele aceitou o convite da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, para assumir o cargo no lugar do sociólogo Emir Sader, que teve a nomeação suspensa na quarta-feira depois de chamar a ministra de autista em entrevista ao jornal "Folha de S.Paulo".

Num texto publicado na quarta-feira no blog que mantém na internet, Sader classificou Wanderley como "um dos grandes pensadores brasileiros".

"Hoje os grandes pensadores brasileiros são os que exercem ativamente o pensamento crítico contra o pensamento único. Pensadores como Marilena Chaui, Maria Conceição Tavares, José Luiz Fiori, Maria Rita Kehl, Wanderley Guilherme dos Santos, Leonardo Boff, Marcio Pochmann, Tania Bacelar - para mencionar apenas alguns - desenvolvendo suas formas distintas de pensamento em uma lógica oposta aos dogmas do pensamento único, que continua a orientar a velha mídia", escreveu Sader.

Wanderley é graduado em filosofia pela UFRJ, com doutorado em ciência política pela Stanford University e pós-doutorado pela UFRJ. Atualmente é professor pesquisador da Universidade Cândido Mendes.

Ele é autor de diversos livros, entre eles "Razões da Desordem" (1994), "Décadas de Espanto" e "Uma Apologia Democrática" (1998), "Roteiro Bibliográfico do Pensamento Político-Social Brasileiro (1870-1965)" (2002) e "O Cálculo do Conflito - Estabilidade e crise na política brasileira" (2003).

O problema da presidenta Dilma chama-se Moreira Franco.  Um preço alto que a democracia exige pagar para sobreviver.

Lembro da cena do casamento da filha de Moreira com o filho de César Maia, numa igreja do Rio de janeiro.

Uma turma de "desocupados", a rua é sempre a rua, gritava à porta da igreja:

 

"Não procriem ! Não procriem!

 

Um abraço.

Comentário de Simone-Rosa Tupinambá em 3 março 2011 às 20:21

Por favor, considere que a transcrição do texto de Ancelmo termina na referência aos livros de Wanderley  "...(2003)".

A partir de "O problema..." , o comentário é meu.

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