Quem disse que a crise financeira mundial não nos pegava? É balela. Aqui está o rastro dela em notícias garimpadas de hoje, segunda-feira 22. A crise já nos mostrou as suas garras e seus sintomas estão claros ao menos em três aspectos ilustrativos do quadro que deverá se agravar em 2009.

São notícias trazidas pela Agência Brasil e uma delas diz que pela primeira vez, desde o início do primeiro mandato do presidente Lula, em 2003, houve queda no número de postos de emprego em novembro, em relação ao mês anterior.

Aliás, informação dada pelo próprio ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. Segundo ele, houve redução de 40.821 vagas, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Afirma Lupi que o número negativo já é reflexo da crise. Nem precisava dizer.

A outra diz que, de acordo com o relatório do Banco Central (BC), o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, deve crescer (projeção) 3,2% no próximo ano, sendo que a meta do governo, divulgada pelo Ministério da Fazenda é de 4%. Essa taxa nos diz, claramente, que a economia crescerá bem menos em 2009.

Por fim, temos a queda no saldo médio diário da balança comercial até o dia 21 de dezembro, que foi de quase 40%, se comparado ao resultado do mesmo período de 2007. Viu aí? Isso também é conseqüência da crise.

Em detalhes, o saldo acumulado no ano, com 246 dias úteis, somou US$ 23,361 bilhões, com média diária de US$ 95 milhões, uma queda de 39,4% em relação ao saldo médio diário apresentado no mesmo período do ano passado, de US$ 156,7 milhões.

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