Resultantes do Jornalismo Ativista: O Trabalho de Cezar Alves

Pilares da Arquitetura Social Potiguar

Por Ivenio Hermes


[Cezar Alves: Jornalismo Ativista]

A Sociedade Potiguar vive uma fase de antíteses. O descompromisso dos gestores públicos com a população tem se tornado um contraste com o comprometimento de pessoas cujo trabalho diário é um exemplo.

Dentre essas pessoas, na Segurança Pública Potiguar, enquanto a gestão pública se entrincheira em desculpas, destaco o trabalho referencial que Cezar Alves de Lima, que se apresenta como um farol que aponta o caminho certo a ser seguido.

Potiguar de coração desde 1988, ele veio da cidade paraibana de Catolé do Rocha, fixando-se em Mossoró/RN. E diante da injustiça que pesa sobre ele com a falta de solução no caso de seu irmão, Marcos Maciel Alves da Silva, raptado, torturado e presumivelmente assassinado, o jornalismo de Cezar se mantém em busca da justiça que a ele foi negada.

Jornalista graduado pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN, Cezar colabora com a edição do Caderno de Estado do Jornal de Fato, é responsável pela edição digital do mesmo jornal e atua incansavelmente nas redes sociais twiiter e facebook.

Suas publicações já resultaram em várias ações policiais envolvendo o Ministério Público, as Polícias Federal, Civil e Militar, com abrangência em diversas cidades norte-rio-grandenses e de outros estados.

[Prestador de serviços]

Serviço Prestado

Os desvios de recursos com contratações de bandas para eventos festivos em Gaumaré e Macau inicialmente abordados por Cezar, levaram o Ministério Público do Rio Grande do Norte a investigar e posteriormente deflagrar uma operação para combater as supostas fraudes, com repercussões não somente no Rio Grande do Norte como também em São Paulo, Ceará, Pernambuco, Bahia e Paraíba.

Foi a juíza da comarca de Macau, Cristiane Maria de Vasconcelos Batista, quem expediu os mandados de busca e apreensão e de prisão que foram utilizados pela Polícia Militar do RN em apoio aos promotores na operação que ficou conhecida como Máscara Negra.

Veja o mandado de Busca e Apreensão e Sequestro de Bens expedido para a prefeitura de Macau e a Relação de Contratos Fraudados, resultantes no âmbito estadual.

Outra mega operação que tangenciou nas denúncias de Cezar Alves foi a Ave de Rapina, onde ele denunciou que o prefeito Braz Costa Neto simulou obras no valor de 1,3 milhão de reais e desviou todo e cada centavo.

A nota divulgada pelo MPE intitulada MP deflagra operação Ave de Rapina em Felipe Guerra mostra as repercussões do jornalismo denunciativo.

[Ivenio Hermes e Cezar Alves
discutindo informações]

Em Caraúbas, desmascarou o então prefeito Eugênio Alves que simulava abastecimento de carros fora de circulação para desviar recursos públicos para benefício próprio, que resultou num trabalho da Polícia Federal apresentado na matéria PF cumpre mandado da Justiça Eleitoral e faz apreensões, que no segundo parágrafo menciona rapidamente o trabalho de Cezar Alves com a frase “O caso foi denunciado pelo Jornal de Fato”, sem mencionar seu nome.

A denúncia de desvio de 700 mil reais destinados pelo governo federal para a construção de uma creche em Patu, acabou com a prisão do ex-prefeito de Patu, Popó Queiroga, como pode ser visto na matéria PF prende ex-prefeito de Patu Popó Queiroga de Cezar no Jornal De Fato reproduzida pela Tribuna do Norte.

Outros destaques como em Apodi, onde foi denunciado que haviam pessoas usando dinamite para quebrar o Lajedo de Soledade, um dos maiores patrimônios históricos do RN (ver imagens nos álbuns O Lajedo de Soledade 01, O Lajedo de Soledade 02 e O Lajedo de Soledade 03) e no município de Governador Dix Sept Rosado onde o concurso público municipal foi anulado após a denúncia de fraude para que o prefeito e sua família toda fossem aprovados para os quadros de servidores públicos.

Encerro citando o desrespeito aos Direitos Humanos cometido pela empresa gigante no ramo da fruticultura no Brasil, a Del Monte Fresh Produce, que foi denunciada por Cezar por impor horas excessivas de jornada de trabalho com mais de 15 horas diárias, condições de trabalho insalubres com a aplicação de agrotóxicos sem equipamentos de proteção, e a ausência de normas de higiene, saúde e segurança. Esse trabalhou resultou na condenação da empresa e a reportagem Rotina do desrespeito, de autoria de Carolina Villaça, publicada nas páginas 76 a 79 da revista Labor nº 3, que dá o devido reconhecimento ao trabalho do jornalismo ativista de Cezar Alves.

[Um Pilar Potiguar]

Pilares da Arquitetura Social Potiguar

Muito poderia ser realizado se outros seguissem exemplos como o de Cezar Alves, principalmente muitos gestores públicos que são investidos em cargos eletivos, comissionados e de carreira, que agem mais para sua promoção individual e lucro próprio ao invés de realizarem o trabalho que o povo potiguar lhes confiou.

Cezar Alves não é rico, não costuma se ufanar de suas realizações, nem é egoísta, pois compartilha seu trabalho com pessoas que ele reconhece que podem fazer a diferença no Rio Grande do Norte. Em Retratos do Oeste, sua coluna/blog no Jornal De Fato, ele produz e reproduz conteúdo informativo e didático, em busca de ampliar os horizontes intelectuais de seus leitores.

Mesmo sem fazer jus à sua grandeza, nesse texto presto minha homenagem e reconhecimento a Cezar Alves, grande ser humano, amigo, trabalhador incansável, a quem considero um dos verdadeiros pilares da arquitetura social potiguar.

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SOBRE O AUTOR:

Ivenio Hermes é Escritor Especialista em Políticas e Gestão em Segurança Pública e Ganhador de prêmio literário Tancredo Neves. Consultor de Segurança Pública da OAB/RN Mossoró. Conselheiro Editorial e Colunista da Carta Potiguar. Colaborador e Associado do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

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