Setor de energia prevê investimentos de até R$ 767 bilhões nos próximos 10 anos

VIVIANE MAIA
Da Redação - ADV


Para ampliar o mercado brasileiro de energia e garantir o atendimento ao consumo serão necessários investimentos de R$ 767 bilhões nos próximos 10 anos, é o que divulgou a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), no início de fevereiro. O valor está previsto no Plano Decenal de Expansão de Energia – PDE 2008-2017, apresentado pelo presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim.

Do valor total a ser investido, mais de 2/3 serão aplicados no setor de petróleo e gás natural, que absorverá um montante de R$ 536 bilhões. Estão incluídas nesta rubrica atividades de exploração, produção e oferta de derivados de ambos os insumos. O setor elétrico, que engloba geração e transmissão de energia elétrica, contabilizará investimentos de cerca de R$ 181 bilhões até 2017, representando 23,6% do total.

De acordo com estudo realizado pela EPE, a demanda da energia elétrica tem crescendo a uma taxa anual de 5,4% ao ano no decênio, com forte participação da autoprodução (geração na própria unidade consumidora, sem a utilização das redes de transmissão ou distribuição).

Além disso, o estudo, acredita que, para o próximo decênio, o Brasil assumirá um novo papel no mercado petrolífero mundial. O país passará à condição de exportador líquido de petróleo e derivados em função do desenvolvimento da produção em campos já descobertos e dos investimentos no parque de refino.

A pesquisa destaca, ainda, que a demanda de etanol no país cresça 150% nos próximos dez anos, evoluindo de 25,5 bilhões de litros em 2008 para 63,9 bilhões de litros em 2017. A elevação do consumo seria sustentada fundamentalmente pela utilização no setor automotivo, onde o etanol representará, em 2017, cerca de 80% do volume total de combustíveis líquidos consumidos nos veículos leves que não usam diesel.

“Os projetos apontados no estudo seguem critérios como garantia de suprimento pré-estabelecido, sustentabilidade ambiental e minimização dos custos de investimento, inclusive socioambientais e de operação”, destaca o presidente da EPE.

O cenário de aumento da participação da eficiência energética e de outras fontes alternativas renováveis são sempre desejáveis, porém estas opções, por suas atuais características energéticas e econômicas, não permitem sustentar o crescimento econômico e social nacional, afirma o estudo.

O planejamento decenal para a expansão energética brasileira é realizado anualmente pela EPE, e teve o seu mais recente ciclo publicado no final do ano passado.

Para acessar a página de relatórios da EPE, clique aqui.

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