Setor precisa unir academia e indústria

DAYANA AQUINO
Da Redação - ADV


O avanço tecnológico na produção de biocombustíveis é uma grande oportunidade para desenvolvimento das áreas de pesquisa nas universidades e empresas do país. No longo prazo, no entanto, os estudos devem se preocupar em solucionar os problemas efetivamente identificados pela indústria e não apenas servir de direcionamento acadêmico.

A avaliação consta do artigo intitulado “Biodiesel: visão crítica do status atual e perspectivas na academia e na indústria”, desenvolvido por Miguel Dabdoub e João Bronzel, ambos do Departamento de Química, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, e Márcia Rampin, do de Desenvolvimento de Tecnologias Limpas da Biodiesel Brasil.

O texto ressalta que a pouca experiência brasileira, com a maioria das oleaginosas, exige investimentos em estudos de impactos socioeconômicos e em pesquisas agronômicas. Embora a produção do biodiesel possa ser alicerçada em qualquer óleo vegetal ou gorduras, é preciso relacionar as peculiaridades químicas de cada óleo. Esses componentes têm reflexos na propriedade do biocombustível e podem afetar a queima no motor e emitir substâncias ou gases poluentes.

As matérias primas são pontuadas no artigo no âmbito de suas peculiaridades, com base em estudos já existentes. No caso da alga, por exemplo, a consideração é que há muita especulação e algumas espécies possuem componentes com tendência a oxidação, o que dificulta a estocagem do óleo por períodos mais longos.

Leia aqui o artigo na íntegra.

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Comentário de Rogério do Nascimento em 9 setembro 2009 às 13:51
Cara Dayana Aquino,
No início de 2003 conheci um pesquisador, PhD na Russia e EUA, búlgaro (Alexander Dimitrouv). Já neste ano ele fazia comentários sobre biocombustíveis, e com algumas patentes registradas no setor. Este pesquisador trabalhou por algum tempo na universidade que eu lecionava, publicou alguns artigos afins. No entanto, o mais interessante de tudo é que naquela época ele já discutia, com conhecimento de causa, a produção de etanol a base de celulose (biomassa vegetal). No entanto, os entraves políticos e burocracias fizeram com que este pesquisador deixasse o país. Uma grande perda para a academia, mais muito maior para a indústria.
Nosso país deveria dar maior incentivo aos nossos doutores, e os demais também, pois somente com conhecimento e pesquisa nossa indústria se fortalecerá.

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