Teorizar qualquer coisa não passa de uma grande bobagem. Um exemplo? De que adiantou o rebolado de Elvis e a língua de Gene Simmons se veio um babaca qualquer e resolveu levar o rock a sério. Ezequiel Neves já falava isso no século passado, quando um grupo de pessoas, ávidas por faturar em cima, resolveu teorizar a coisa.
Aí, teve gosto e teoria para tudo. Jerry Rubin inventou o Rainbow Party, escudado num grupo de rock – o MC5. Ken Kesey e Timothy Leary foram ao delírio com milhares de pessoas, tendo a frente o Grateful Dead, o New Riders of Purple Sage e o Jefferson Airplane. Houve quem inverteu a corrente e do rock começou a fazer política. É o caso de Jimi Hendrix e sua versão bomber do “Star Spangled Banner”. Sonny Bono foi outro que largou a carreira, candidatou-se, elegeu-se deputado e começou a trabalhar pelas gravadoras, num entreguismo assas interessante, tal qual Lobão aqui no Brasil, que hoje é um agente da Associação Brasileira de Produtores de Discos.
Já rotular é bem pior, pois o rótulo é a teorização generalizada, sem nenhuma característica específica. Exemplo? Como não podia deixar de acontecer, o que existe de teórico sobre a Internet preenche lacunas caso elas existam no caminho entre o real e o virtual, sabem como? Primeiro, apareceram pessoas teorizando sobre sites. Realistas ou experimentais? Depois dessa divisão, rotular foi fácil. Tudo que não é realista é experimental. Simples, né? Se não estiver em nenhuma das duas classificações, é pessoal.
Depois apareceram os blogs. Na minha visão, um blog não passa de um depoimento veicular de quem o redige. O blog leva ao sentido estrito a afirmação de que, na Web, cada um pode ser um veículo, exercendo ao máximo o direito de exprimir uma opinião- o mais interessante: Uma opinião própria.
Aí alguém exclamou: “Como fazer!? Temos que rotulá-los!”.Não deu outra! Os blogs foram divididos, novamente, em duas categorias: jornalísticos e pessoais. Ricardo Noblat, por exemplo, tem um blog jornalístico. Eu? Um blog pessoal.
Na verdade, não vejo nenhuma diferença entre o meu blog e o dele. Eles são escritos por nós( ao menos o meu sou eu que redijo, sem nenhum auxílio). Falo isso porque ontem aconteceu algo muito engraçado.
O “Comunique-se”(site que se diz de jornalistas para jornalistas), colocou uma nota conclamando blogueiros a se inscreverem numa espécie de banco de dados. Eu, inocentemente pura e bestamente inscrevi o “popmuzikrocknroll”. Recebi resposta que o blog não era interessante pois não era jornalístico. Era pessoal e não poderia receber material de assessorias de comunicação. Como eu já recebo material de gravadoras e certas assessorias, tudo bem. Eles que se lixassem. Aí eu saquei que, na verdade, eles querem organizar um cadastro, com a finalidade de chantagear assessorias, mostrando que uma newsletter deles atinge n blogs e cobrar por i$$o! Que treta boa, né? Parece até a época em que as gravadoras pagavam as rádios para elas tocarem sucessos!
A moda de obter cadastros fraudulentos para vendê-los como verdadeiros está disseminada. Primeiro, foi a “Encontro”- uma revista aqui de BH, que distribuía gratuitamente uma parcela da tiragem em bairros chiques e mostrava aos anunciantes o cadastro como sendo de assinantes Classe A. O “Comunique-se” já tinha feito coisa semelhante para anunciantes, dando um número irreal de distribuição de releases via e-mail irreal- que crescia diáriamente e, para “comprovação” de pageviews, um comunicador que só mostra o número de pessoas que entra no site e não as que se retiram( funcionam dessa forma até hoje).
Aí a gente chega a conclusão que Noel Rosa estava certo. – Onde está a honestidade?

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