Contam que o compositor Zequinha de Abreu, ao tocar este chorinho - ainda inacabado - num baile em Santa Rita do Passa Quatro, em 1917, ficou impressionado com o frenesi que a música provocou nas pessoas. E, para os músicos que com ele tocavam, exclamou: "Até parece tico-tico no farelo." Surgiu daí o título definitivo dessa música, "Tico-tico no fubá", que, mais tarde, seria divulgada mundialmente pela interpretação de Carmem Miranda.
Quase um século depois, o frenesi com a música de Zequinha de Abreu torna a se manifestar em outras pessoas. Desta vez entre os músicos da Filarmônica de Berlim.
(vídeo)
Nos créditos apresentados nesse vídeo a parceria da canção é atribuída a Aloysio de Oliveira. Aloysio, que fez as letras de várias músicas de Tom Jobim, como "Demais", "Dindi", "Inútil paisagem" e "Só tinha de ser com você", não deve ter sido o letrista de "Tico-tico no fubá". Cravo Albin, em seu Dicionário da MPB, registra ter sido Eurico Barreiros o coautor dessa música. Mas não descarto a possibilidade de que Aloysio tenha feito alguma versão para o inglês de "Tico-tico no fubá", já que ele era fluente nesse idioma e, como integrante do Bando da Lua, também acompanhava Carmem Miranda nos EUA.
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