Wagner Moura diz que revista Veja é "reacionária", "conservadora" e "elistista".

Wagner Moura diz que revista Veja é "reacionária", "conservadora" e "elitista".

Dando uma pausa na linha literária. Terminei de ler a entrevista do ator Wagner Moura na edição deste mês da revista “Caros Amigos”. Recomendo a leitura. Entre outros assuntos, o ator fala (ainda) sobre as polêmicas em torno do filme Tropa de Elite e diz o que pensa da mídia brasileira.

Wagner declarou, sem meias palavras, que não dá entrevistas à “Veja”, por considerá-la “uma revista de extrema direita brasileira”. Confira um aperitivo:

“A linha editorial da revista Veja, uma revista de extrema direita brasileira. Eu me lembro claramente de uma capa da revista Veja que me indignou profundamente, sobre o desarmamento, que dizia assim: “Dez motivos para você votar ‘Não’ “. Eu me lembro claramente da revista Veja elogiando Tropa de Elite pelos motivos mais equivocados do mundo. E semana sim, semana não está sacaneando colga nosso: Fábio Assunção, Reynaldo Gianecchini, de uma forma escrota, arrogante, violenta. Outro motivo é que na revista Veja escreve Diogo Mainardi! Eu não posso compactuar com uma revista dessas, entendeu? Conservadora, elitista. Então, não falo com a revista Veja, assim como não falo para a revista Caras. Agora, a mídia é um negócio complexo, importante. A imprensa brasileira, nessa episódio agora do Congresso, cumpre um papel sensacional. Achei ótimo o fim dessa lei de imprensa, careta, antiga. Acho que a imprensa tem que se sentir livre e trabalhar e quem se sentir agredido por ela entra em juízo e processa”.

Pegando carona na metáfora usada pelo ator em outro trecho da entrevista, muita gente ainda não tomou a pílula nem despertou para o deserto do real – são os que ainda estão conectados à Matrix. Felizmente, é uma espécie cada vez menos numerosa.

http://embolandopalavras.com.br/?p=73

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Comentário de Ariston Álvares Cardoso em 19 setembro 2011 às 15:36
Eu já via nesse jovem Wagner Moura um cidadão de valor, não pela sua situação de ator, campo de atividade onde a prostituição é bandeira, mas, como é óbvio, pela sua postura diante da socie dade brasileira, suas atitudes, suas falas, seus exemplos e agora como um verdadeiro cidadão pensador livre, rasga o manto da hipocrisia que é própria nos meios artísticos do pais. Parabens meu valoroso jovem.
Comentário de Fabiano de Freitas em 17 outubro 2011 às 2:56

Não esperaria mais coerência de um artista tão sensível quanto o Wagner Moura. Mas eu não posso deixar de comentar o a postagem acima, do Sr. Ariston Álvares Cardoso. Realmente é de se escandalizar que ainda haja quem pense desta maneira, mesmo em tempos de tanta informação disseminada sobre todas as áreas de conhecimento, e mesmo com tanto debate se dando "em rede" sobre os mais variados assuntos.
Eu realmente não sei como se pode afirmar tão categoricamente acerca desta "atividade onde a prostituição é bandeira" quando se refere a PROFISSÃO de ator, quando este mesmo ator "rasga o manto da hipocrisia que é própria nos meios artísticos do pais". Sr. Ariston, eu não posso sequer começar falando acerca da sua generalização, porque não é uma "questão" própria ao meio artístico, ou seja, não está em discussão, não é uma pauta para os tantos, milhares de atores e atrizes deste país, a bandeira da prostituição ou o manto da hipocrisia. Não sei de quem o senhor está falando, qual foi o ator ou atriz com o qual o senhor conviveu ou convive, mas não seria nenhuma surpresa descobrir que o senhor não teve contato de fato com nenhum, que sua fala seja pura especulação preconceituosa, descontextualizada e mal-informada.
Poderia começar citando artistas com a notoriedade do Wagner Moura para demonstrar que a prática generalizada do ator é permeada pela dignidade e pelos mesmos princípios comuns que qualquer outra profissão (ética, lealdade, estudo, perseverança, etc). Poderia citar a Fernanda Montenegro, atriz conceituada internacionalmente, que nasceu com o nome Arlete e, pelo mesmo preconceito atroz com o que o senhor formulou seu comentário que pretendia ser elogioso a um ator, teve que mudar seu nome para não "envergonhar" o nome de sua família. Poderia citar muitos outros, dezenas com os quais convivo. Centenas se parasse um pouco pra pensar. Mas basta lhe INFORMAR que são milhares de profissionais e amadores da arte do teatro, atores não só dos palcos, mas também do cinema e da televisão, que batalham todos os dias, assim como a imensa maioria trabalhadora do povo brasileiro, pra erigir e edificar um mercado super restrito que é o do ator. Se aparecem 300 atores na TV todas as noites nas novelas que o senhor ou sua família assitem, tem milhares multiplicados de outros que estão à margem disso, outros tantos que nem almejam entrar e estes são tão ou mais atores que aqueles. O senhor está quivocado quando trata do "ator".

À propósito, sou ator, dramaturgo e diretor de teatro. Se alguém fizesse uma generalização acerca da "vadiagem", da "vagabundagem" do funcionário público brasileiro (o senhor assina como funcionário público aposentado) eu seria o primeiro a considerar este comentário preconceituoso, generalista e pobre, já que sem uma devida abordagem contextual, sem o mínimo de respeito a uma categoria (que já carrega em si várias outras categorias profissionais, de diversos níveis e que merecem de antemão um tratamento digno).

Portanto posso, com tranquilidade, dizer que seu comentário sensacionalista é "pobre" e bastante incoerente, além de uma miniatura de ignorância acerca de uma categoria profissional, além de antiquado, filiado a um pensamento ultrapassado. Eu acredito que o senhor possa estar se referindo a uma série de pessoas que ganham notoriedade na TV e que depois se entitulam atores e até se aventuram em tele-novelas. Isso só denunciaria seu contexto bastante minúsculo, restrito mesmo, acerca do universo dos atores e atrizes do Brasil. Estes, via de regra, não são atores. São as chamadas celebridades e só sabem da exostência delas quem as procura nos seus universos habituais, os programas de TV de quuinta-categoria, os elencos de apoio de algumas novelas, as revistas de fofocas, o programas de humor de baixo-calão. Realmente, este universo eu não frequento. Frequento um universo formado quase exclusivamente por atores, meus amigos, as pessoas com quem trabalho e com quem dialogo profissiona

Comentário de Fabiano de Freitas em 17 outubro 2011 às 3:01
Realmente, este universo eu não frequento. Frequento um universo
formado quase exclusivamente por atores, meus amigos, as pessoas com
quem trabalho e com quem dialogo profissionalmente, todos eles trabalhando dia-a-dia, sem precisar se sujeitar à "prostituição" e que, ao que eu saiba, não estnao envoltos no tal "manto da hipocrisia".
O senhor resolveu fazer um elogio arejado a atitude crítica de um ator utilizando por argumentos um discurso antiquado, reacionário, desinformado e incoerente. Ao Wagner Moura, loas. Ao senhor, um pouco mais de informação e de RESPEITO.
Comentário de Caroline Cardoso em 18 outubro 2011 às 18:38
Meninos, cuidado com as generalizações! Parabéns ao Wagner Moura! Espero que ele possa sustentar esse posicionamento por bastante tempo. ;)

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