Canção Das Mães Pretas - Lia Salgado - Francisco Mignone

Compositor Brasileiro: Francisco Mignone (1897 - 1986)
Obra: Canção Das Mães Pretas
Intérprete: Lia Salgado
Piano: Alceu Bocchino & Camargo Guarnieri

'' Drome, drome, bonequinha
Calunguinha de Sinhá
Drome, faz favor
Drome pra sonhar com seu amor
Quem nasceu pra padecer
Inda pode remediar
Fecha os óio pra esquecer
Sonha inté a dor passar
Drome, drome... ''

* Lia Salgado e a Canção Brasileira

** Francisco Mignone
São Paulo, 3/9/1897 - Rio de Janeiro, 19/2/1986
Paulista (1897), de ascendência italiana, aos 13 anos já se apresentava como flautista e pianista em pequenas orquestras, e começava a compor peças populares com o pseudônimo de "Chico Bororó".

Estudou, nos anos 20, no Con­servatório de Milão e a influência estética italiana pode ser percebida em sua primeira ópera, escrita sob orientação de Vincenzo Ferroni, O contratador de dia­mantes. Após a criação de sua segunda ópera, L'Innocente, começa a engajar-se, por influência de Mário de Andrade, na busca de uma estética nacionalista e, a partir de então, tornou-se uma das figuras mais representativas do nacio­nalismo musical brasileiro. Mignone faleceu em 1986 e foi membro da Academia Brasileira de Música (cadeira nº 33). Dentre as obras para orquestra mais significa­tivas de seu imenso catálogo estão o ballet Maracatu do Chico Rei (1933), os poemas sinfônicos Festa das Igrejas (1940), gravado por Toscanini, e Quadros amazônicos, as peças Con­gada e Maxixe (regidas por Strauss e Respighi), as Fantasias brasileiras, para piano e orquestra, a Sinfonia tropical, e o Concertino para fagote (1957).

*** Lia Salgado

Nascida no Rio de Janeiro, Lia estreou na cena lírica no ano de 1947, nas comemorações do Cinquentenário de Belo Horizonte, com "Cavalleria Rusticana". Em 1949, apresentou-se no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, interpretando "La Bohème", e desde então participou de todas as temporadas até 1972, em inúmeras óperas. Cantou ao lado de celebridades como Mario Del Monaco, FerruccioTagliavini, Siminato, Boris Christoff, Guelfi, Italo Tajo, Rossi Lemeni, Georgi Mellis, Gottlieb, Tadei e Damiano.
Lia Salgado especializou-se em música erudita brasileira e dedicou-se à sua difusão no exterior. Gravou 10 LPs de música brasileira, incluindo a primeira gravação de música colonial mineira, "Missa em Fá", de Lobo de Mesquita. Apresentou-se com êxito em palcos da Itália, França, Espanha, Portugal, Inglaterra, Argentina e Estados Unidos. Lia era esposa do médico e político mineiro Clóvis Salgado, cujo acervo também foi doado ao MHAB.

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