Todos os Vídeos Marcados Direção: (Portal Luis Nassif) - Portal Luis Nassif 2021-10-26T08:07:46Z https://blogln.ning.com/video/video/listTagged?tag=Dire%C3%A7%C3%A3o%3A&rss=yes&xn_auth=no Candido Inácio da Silva - Lá no largo da Sé velha tag:blogln.ning.com,2012-08-08:2189391:Video:1015731 2012-08-08T15:04:41.914Z A Música do Brasil https://blogln.ning.com/profile/AMusicaDoBrasil <a href="https://blogln.ning.com/video/candido-in-cio-da-silva-l-no-largo-da-s-velha"><br /> <img alt="Miniatura" height="180" src="https://storage.ning.com/topology/rest/1.0/file/get/2509710554?profile=original&amp;width=240&amp;height=180" width="240"></img><br /> </a> <br></br>Compositor Brasileiro: Cândido Inácio da Silva (1800 - 1838)<br></br> Obra: Lá No Largo Da Sé Velha<br></br> Texto: Manoel de Araujo Porto-Alegre<br></br> Flautas e Direção: Ricardo Kanji<br></br> Tenor: Tiago Pinheiro<br></br> Guitarra: Guilherme de Camargo<br></br> <br></br> * Gravado na Igreja da Ordem 3ª de São Francisco (RJ) em dezembro de 2009 - Vox Brasiliensis<br></br> <br></br> ** Lá no… <a href="https://blogln.ning.com/video/candido-in-cio-da-silva-l-no-largo-da-s-velha"><br /> <img src="https://storage.ning.com/topology/rest/1.0/file/get/2509710554?profile=original&amp;width=240&amp;height=180" width="240" height="180" alt="Miniatura" /><br /> </a><br />Compositor Brasileiro: Cândido Inácio da Silva (1800 - 1838)<br /> Obra: Lá No Largo Da Sé Velha<br /> Texto: Manoel de Araujo Porto-Alegre<br /> Flautas e Direção: Ricardo Kanji<br /> Tenor: Tiago Pinheiro<br /> Guitarra: Guilherme de Camargo<br /> <br /> * Gravado na Igreja da Ordem 3ª de São Francisco (RJ) em dezembro de 2009 - Vox Brasiliensis<br /> <br /> ** Lá no largo da Sé velha tece uma saborosa crítica à corrupção e aos desmandos econômicos da época.<br /> <br /> '' Lá no largo da Sé Velha<br /> Está vivo um grande tutu<br /> Numa gaiola de ferro<br /> Chamado surucucu<br /> Cobra feroz<br /> Que tudo ataca<br /> 'Té da algibeira<br /> Tira pataca<br /> Bravo à especulação<br /> São progressos da nação<br /> Elefantes berrões<br /> Cavalos em rodopios<br /> Num curro perto da Ajuda<br /> Com macacos e bugios<br /> Tudo se vê<br /> Misericórdia<br /> Só por dinheiro<br /> A tal mixórdia<br /> Bravo à especulação<br /> São progressos da nação<br /> Os estrangeiros dão bailes<br /> Pra regalar o Brasil<br /> Mas a Rua do Ouvidor<br /> É de dinheiro um funil<br /> Lindas modinhas<br /> Vindas de França<br /> Nossos vinténs<br /> Levam na dança<br /> Bravo à especulação<br /> São progressos da nação<br /> Água em pedra vem do norte<br /> Pra sorvetes fabricar<br /> Que nos sorvem os cobrinhos<br /> Sem a gente refrescar<br /> A pitanguinha<br /> Caju, cajá<br /> Na goela fazem<br /> Taratatá<br /> Bravo à especulação<br /> São progressos da nação ''<br /> <br /> *** Cândido Inácio da Silva<br /> Rio de Janeiro, 1800 - Rio de Janeiro, 1838<br /> Foi discípulo do Padre José Maurício, com quem aprendeu teoria e canto na escola que o Padre mantinha na Rua das Marrecas (RJ), onde foi colega de Francisco Manuel da Silva. Sendo aluno do Pe. José Maurício, estava dispensado do serviço militar, indo cantar com freqüencia nas solenidades da Capela Real, hoje Catedral Metropolitana.<br /> Considerado como autor das mais belas e mais celebradas modinhas do Primeiro Reinado. De suas peças, que tiveram várias edições na época, destacam-se as modinhas "Busco a campina serena", e "Quando as glórias que gozei", que se encontra citada em "Memórias de um sargento de milícias", de Manuel Antônio de Almeida. Cândido Inácio destacou-se no Rio de Janeiro como tenor, tendo participado como solista de um concerto da sociedade Acadêmicos Filarmônicos em 1825. Em 1832, participou de um concerto realizado no Teatro Constitucional, organizado pelo flautista e editor Pierre Laforge. Ao lado de Francisco Manuel da Silva, foi um dos fundadores da Sociedade de Beneficência Musical (1833), em cujos concertos seu nome aparece como compositor, tendo sido apresentadas de sua autoria as "Novas variações para corneta de chaves" e "Variações para corne inglês, clarineta e flauta", com orquestra. Em 1837, numa récita de gala no teatro Constitucional Fluminense, pelo aniversário de D.Pedro II, foi executado o "Hino das artes" de sua autoria. Nesse mesmo ano, a copistaria musical de Pierre Laforge editou suas "12 Valsas para piano".<br /> Segundo publicação do "Jornal do Commercio" de 1839, "a ele devemos quantidade prodigiosa de modinhas e lundus, variações e concertos para diversos instrumentos e, sobretudo, a produção dramática de coros infernais, nos quais ele se afastou da estrada da rotina e do plagiato, aparecendo em cena com uma harmonia nova e um colorido original que só pertencem ao gênio; em todas as suas produções havia um pensamento melódico que revelava um estilo próprio, e a sua harmonia era manifestada por combinações originais". Na coleção de "Modinhas Imperiais" editada por Mário de Andrade, dentre as 16 selecionadas, duas são de autoria de Cândido Inácio: "Busco a campina serena", cujos versos não trazem nome do autor, e "Quando as glórias que gozei...", com texto também anônimo. Segundo o musicólogo, "este músico, totalmente ignorado por nós, me parece estar entre as figuras mais dignas de pesquisa da composição nacional". Antonio José da Silva (1705 - 1739) - Guerras do Alecrim e da Manjerona (1737) tag:blogln.ning.com,2012-08-08:2189391:Video:1015503 2012-08-08T15:01:50.570Z A Música do Brasil https://blogln.ning.com/profile/AMusicaDoBrasil <a href="https://blogln.ning.com/video/antonio-jos-da-silva-1705-1739-guerras-do-alecrim-e-da-manjerona"><br /> <img alt="Miniatura" height="180" src="https://storage.ning.com/topology/rest/1.0/file/get/2509713108?profile=original&amp;width=240&amp;height=180" width="240"></img><br /> </a> <br></br>Antonio José da Silva [O Judeu] (1705 - 1739)<br></br> Obra: Guerras do Alecrim e da Manjerona (1737) - Ária a Duo - Les Caractères<br></br> Direção: Xavier Julien-Laferrière<br></br> Solistas: Miriam Ruggeri &amp; Rémi-Charles Caufman<br></br> <br></br> '' Dom Lancerote:<br></br> Moça tonta, descuidada,<br></br> <br></br> Sevadilha:<br></br> Há mulher mais desgraçada… <a href="https://blogln.ning.com/video/antonio-jos-da-silva-1705-1739-guerras-do-alecrim-e-da-manjerona"><br /> <img src="https://storage.ning.com/topology/rest/1.0/file/get/2509713108?profile=original&amp;width=240&amp;height=180" width="240" height="180" alt="Miniatura" /><br /> </a><br />Antonio José da Silva [O Judeu] (1705 - 1739)<br /> Obra: Guerras do Alecrim e da Manjerona (1737) - Ária a Duo - Les Caractères<br /> Direção: Xavier Julien-Laferrière<br /> Solistas: Miriam Ruggeri &amp; Rémi-Charles Caufman<br /> <br /> '' Dom Lancerote:<br /> Moça tonta, descuidada,<br /> <br /> Sevadilha:<br /> Há mulher mais desgraçada<br /> Neste mundo? Não, não há.<br /> <br /> Dom Lancerote:<br /> Se não dás o meu capote,<br /> Tua capa hei de rasgar.<br /> <br /> Sevadilha:<br /> Não me rasgue a minha capa.<br /> <br /> Dom Lancerote:<br /> Dá-me, moça o meu capote.<br /> <br /> Sevadilha:<br /> Minha capa.<br /> <br /> Dom Lancerote:<br /> Meu capote.<br /> <br /> Ambos:<br /> Trata logo de o pagar.<br /> <br /> Dom Lancerote:<br /> Meu capote assim furtado!<br /> <br /> Sevadilha:<br /> Meu adorno assim rasgado!<br /> <br /> Ambos:<br /> Que desgraça!<br /> <br /> Dom Lancerote:<br /> Contra a moça.<br /> <br /> Sevadilha:<br /> Contra o velho.<br /> <br /> Ambos:<br /> A justiça hei de chamar:<br /> Meu capote donde está? (vão-se).''<br /> <br /> * Representada no teatro do Bairro Alto, esta ópera lírico-jocosa é considerada a obra-prima do comediógrafo Antonio José da Silva. A peça satiriza a rivalidade existente entre ranchos carnavalescos, o "Alecrim" e a "Manjerona", que animavam Lisboa na época. Nota-se uma maior comicidade, resultante da linguagem, das situações, dos caracteres, etc., da definição de tipos e acima de tudo da sua coesão. Da peça em questão fazem parte cinco sonetos barrocos recitados e 20 árias cantadas.<br /> O enredo inicia-se com o desejo de conquista de Gilvaz, um peralta, que quer ser amado por Clóris, uma donzela rica, e com os diversos estratagemas que o seu criado, Semicúpio, arranja para infiltrar o amo em casa da donzela. Caso o enamorado não conseguisse alcançar o seu objetivo, Semicúpio ficaria sem os ordenados atrasados. Entretanto Nise, a irmã de Clóris, aceita a corte de Fuas que, tal como Gilvaz, não tem dinheiro e acaba também por beneficiar da ajuda do criado deste e de uma criada das raparigas, Fagundes. O principal obstáculo desta trama amorosa é D. Lançarote, o pai das donzelas, que, além de avarento, pretende casar uma das filhas com Tibúrcio, um sobrinho seu. Para complicar um pouco a situação, os peraltas têm ciúmes um do outro por se julgarem rivais e Semicúpio apaixona-se por Sevadilha, outra criada da casa por quem Tibúrcio igualmente suspira.<br /> <br /> <br /> * Antônio José da Silva (1705 -1739), que ficou mais conhecido na História da Literatura<br /> pela alcunha de o Judeu, nasceu no Rio de Janeiro, de família de cristãos novos que tinham<br /> vindo para o Brasil, atraídos pela relativa tolerância religiosa que as condições da<br /> colonização brasileira e o tratado de paz com os holandeses impuseram até fins do século<br /> XVII. Foi perseguido e, várias vezes, torturado pela Inquisição desde 1726. Em 1739, aos<br /> 34 anos de idade, foi condenado à morte e executado num auto da fé. Da efêmera carreira<br /> teatral de Antônio José da Silva, que se iniciou em 1733 com a Vida do grande D. Quixote<br /> de la Mancha e do gordo Sancho Pança, resultaram também as seguintes óperas cômicas:<br /> Esopaida ou vida de Esopo (1734), Os encantos de Medeia (1735), Anfitrião ou Júpiter e<br /> Alcmena e Labirinto de Creta (ambas representadas em 1736), Guerras do Alecrim e<br /> Manjerona e As variedades de Proteu (ambas de 1737), Precipício de Faetonte (1738).<br /> São comédias escritas em prosa e entremeadas de canções, cujos intérpretes não são<br /> humanos, mas bonifrates, isto é, bonecos feitos de cortiça, também podem ser designadas<br /> como óperas joco-sérias...